domingo, 31 de maio de 2009

A quem interessar possa...

Pensando em trocar ou adquirir ou novo computador ou notebook? Conselho: fuja da marca Positivo. A configuração pode ser boa, mas o nosso note aqui tem menos de um ano e já precisou ir pra assitência duas vezes, sendo que o período de espera para a troca da peça na primeira vez foi superior a dois meses. Positivo=roubada.

Querendo assinar o pacote "Skavurska" da Net? Fuja!!! O Netfone vive dando problema, a conexão de banda larga não é essa maravilha toda. Os canais por assinatura até que valem, mas o resto do pacote é Sibéria pura.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Será que vai dar feira?

Tempo sempre será algo relativo. Às vezes um ano pode ser muito tempo, às vezes uma década parece que não. A razão para estar falando sobre essa “relatividade” dá-se pelo fato de estar revirando o baú de quinquilharias que ficaram na casa dos meus pais quando me mudei. Agora que será dado início a uma reforma em sua casa, é necessário arrumar espaço aqui para colocar várias revistas e outros itens que levei 18 anos para amealhar.

Dentre as revistas estão edições da VIP e da Playboy, a primeira série da Wizard (que a Editora Globo cancelou sem o menor pudor), alguns exemplares da Wizard editada pela Panini, antes de se tornar Wizmania e, como não poderia deixar de ser, várias e várias revistas em quadrinhos.
As mais antigas são de 1987, quando éramos assinantes do pacote Disney, que a Abril disponibilizava. Cada pacote mensal continha duas revistas Pato Donald, uma Tio Patinhas e uma Disney Especial, se não me falha a memória. Não demorava uma semana para eu devorar as histórias. Nessa época tive a sorte de receber excelentes exemplares, com grandes histórias e que guardo com muito carinho.

Como só iniciei efetivamente minha coleção de quadrinhos da DC em 1991, tudo que tenho anterior a esse ano foi arduamente garimpado em sebos. Destaca-se aqui a série da Liga da Justiça Internacional, que me pegou sem querer. Explico: quando iniciei a coleção, comprava apenas revistas do Batman e algumas que pudessem conter histórias do morcegão. Eu não tinha muito interesse na Liga, pra ser sincero. Gostava da densidade das histórias que o Batman protagonizava. Mas uma vez estava na casa de praia que possuíamos em 1992 e não havia nada pra fazer, pois praia e chuva, ainda mais no Paraná, é sinônimo de tédio.

Foi então que passei numa revistaria bem chulé que tinha perto de casa e comprei uma edição da SuperPowers, com a Liga da Justiça Antártida na capa. Na falta de coisa melhor, levei essa edição e me surpreendi. Até então achava que quadrinhos de heróis eram coisas mais voltadas para mistérios e aventura, não para o humor. Daí em diante foi um sufoco para conseguir reunir todo o material publicado pela Abril com a Liga. Mas valeu a pena. Difícil encontrar atualmente uma revista como aquela, que colocava um ou outro medalhão da DC no grupo mais aloprado possível. E como os desenhos de Kevin Maguire complementavam magistralmente as histórias de J. M. DeMatteis e Keith Giffen! Infelizmente não dá pra segurar a peteca com esse estilo humor-aventura por muito tempo e a fase cômica da Liga foi muito boa enquanto durou.

Mas, uma vez que eu comprava tudo que tivesse relação com Batman na capa, também entrei em contato com a revista dos Novos Titãs, afinal foram em suas páginas que as histórias da chegada de Tim Drake aconteceram. Por um tempo acompanhei a revista, mas eles me perderam quando após o evento Zero Hora (pra lá de equivocado, diga-se de passagem). Nesse embalo acabei comprando também uma ou outra DC2000, que estava meio capenga e havia uma grande flutuação na qualidade das histórias do mix da revista.

As edições do Super-Homem que tenho foram compradas porque ali havia correlações com algumas histórias da LJI e também porque foi no início da década de 90 que o Azulão bateu com as dez. Comprei toda a saga da Morte e Ressurreição do escoteirinho e algumas coisinhas mais. Inclusive cheguei a assinar o pacote da DC que a Abril tinha, em 1997. Foi bem a época de Zero Hora, com aquela tentativa medonha de colocar o UDC nos trilhos para o terceiro milênio. Pouco se salva dessa época. Tanto que não pensei duas vezes e doei todo o material desse período para a Gibiteca de Curitiba. Fiquei apenas com algumas revistas de maior vulto ou que tivessem importância sentimental. Nesse bolo estão a Queda do Morcego, que pode não ser um primor de narrativa, mas tem sua importância em minha vida porque eu comprava as revistas com o dinheiro do meu primeiro emprego.

Mas agora estou sendo obrigado a reavaliar o que fica e o que vai embora. Não me parece justo possuir essas revistas, ainda que nada ou muito pouco do que elas contenham tenha sido abandonado após a mega-saga da DC Crise Infinita. De que adianta ter a edição especial com a origem do Super-Homem (aliás, Superman) contada pelo John Byrne se a atual cronologia do cara jogou muito daquilo no lixo? Talvez as revistas que tenho sirvam para explicar muito do que acontece na atual cronologia da editora, mas a série Armageddon 2001 não contribui muito para isso. Que falar então de Milênio ou de Invasão? Alguém aí lembra dessas sagas? Pois é... Talvez Lendas ainda tenha alguma relevância, mas só os leitores assíduos poderiam me responder a essa questão, pois abandonei há um bom tempo as revistas da DC. Um pouco pela nova direção que preciso dar ao meu dinheiro, um pouco porque não estavam acontecendo muitos eventos que despertassem meu interesse. Uma ou outra coisa do Geoff Johns e olha lá...

Ainda no meio de tudo isso tem algumas edições da Heavy Metal, que era caríssima pra época (R$5,00 em 1995 era uma fortuna), mas que eu comprava porque queria tentar expandir minha leitura para além do mundinho dos super-heróis e saber o que mais era feito em quadrinhos por aí. Dá pra dizer que tinha muita coisa boa, e não falo só de Druuna, se é que vocês me entendem.

Hoje passo os olhos por essas revistas e penso “nossa, já faz tudo isso de tempo?” Pois é. Faz. E agora preciso decidir se dôo esse material de quadrinhos para a gibiteca e vendo o resto para sebos, se vendo tudo para sebos, se mantenho tudo... Oh, dúvida cruel. Como dinheiro sempre é bom, provavelmente vou passar boa parte desse material nos cobres, mas antes disso coloco aqui o que vai ser vendido. Quem sabe não aparece um colecionador maluco que me pague uma pequena fortuna pelo material que possuo?

PS: Sobre as revistas que não incluem quadrinhos (VIP, Playboy) ainda deve rolar um post...

quinta-feira, 7 de maio de 2009



Engraçado que não se viu (e nem se vê, no caso das atuais notícias sobra o Congresso) essa mesma indignação nos apresentadores de telejornais em nível nacional. Vá lá um Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil ou outros comentaristas em programas que o povão não assiste, infelizmente...

Ainda assim, vale a pena dar os parabéns àqueles jornalistas que não se incomodam em falar o que os cidadãos politicamente educados desse país têm engasgado na garganta. Obrigado, Luiz Carlos Prates, por ter dado vazão aos sentimentos de muitos brasileiros.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Pára de procurar chifre em cabeça de cavalo e vá viver tua vida.

Existem assuntos que são como merda: quanto mais mexemos, mais fede. Mesmo assim faz-se necessária alguma menção, vez ou outra. Inimigos, por exemplo. Dependendo da categoria de inimigo, é melhor deixar a pessoa quieta no seu canto, pois além de ser alguém que te incomoda, não sabe jogar limpo.
Inimigos com honra e que sabem os limites da boa batalha são os que menos existem, afinal eles respeitam nossa inteligência e, ainda que seus pontos de vista sejam opostos aos nossos, sempre há a possibilidade de uma convivência relativamente harmoniosa.
Porém, o mais comum é aquele inimigo que não sabe seus próprios limites, é arrogante e acredita ser o dono pleno da verdade. Esse tipo de inimigo, além de desleal, não se incomoda em trazer para o entrevero pessoas próximas e que nada tem a ver com as diferenças entre ele e seu oponente. É aquele que usa os meios mais baixos para atingir o adversário.
Confesso que esses são os mais prazerosos de derrotar, fazê-los sofrer revés. E dependendo do revés, a única coisa a ser lamentada é não poder ver a cara do imbecil, que sai do campo de batalha com o rabinho entre as pernas e volta pra terra natal ou o bueiro de onde saiu buscando refúgio. Pode acontecer do próprio tempo (ou seria o destino?) se encarregar de dar o troco nele quando você teve que se retirar da contenda para não perder a guerra, ainda que isso tire um pouco a graça da brincadeira, principalmente se você estivesse desenvolvendo algum plano de longo prazo e inteligente para colocá-lo no devido lugar: o lixo.
Pra esse tipo de pessoa não faz falta um enxada, como diriam os antigos. Fez falta um núcleo familiar decente, com pais que tivessem dado educação e amor na infância, mostrado a necessidade de limites e fornecido as bases sólidas para a construção de uma pessoa de caráter. Na ausência disso, aconteceu o pior: a pessoa cresceu sem um exemplo digno de ser seguido, envolveu-se com amigos falsos, caiu no mundo das drogas, precisou entrar em centros de reabilitação... Tudo isso porque tem a cabeça fraca. Por toda essa falta de estrutura durante o seu período de formação esse tipo de pessoa poderia fazer um favor ao mundo e não se reproduzir. Mas, se assim o fizer, que ao menos tenha discernimento suficiente para não cometer com sua prole os erros cometidos por seus pais. Que ensine aos filhos que não há como passar pela vida sem inimigos, mas que esses inimigos precisam ser respeitados, pois devem ser encarados como pessoas que nos fazem crescer. Não fosse isso verdade, o provérbio “A força de nossos inimigos determina nossa grandeza” seria inócuo.