segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

É, nem sei

O mundo continua dando altas voltas enquanto eu e minha noiva estamos correndo atrás de muitas coisas. Assunto pra comentar aqui tem de monte, mas falta o tal do tempo disponível. E quando o dito aparece, mal tenho como concatenar as idéias e colocá-las aqui de forma decente.

Mas o que preciso deixar registrado essa semana foi a grata surpresa ao folhear a revista da Liga e reencontrar o prazer de ler quadrinhos, que andava muito em baixa, principalmente por causa da decepção com o título que, desde sempre, me fazia passar na banca pra comprar HQs: Batman. A falta de uma direção coerente pra vida do personagem está tornando a leitura de suas histórias algo irritante. Ok, ok, pra mim, pelo menos.

Felizmente tenho a Liga do Meltzer pra tapar o buraco, com honra e dignidade.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Morrison, vá pra Lapa!

Como se não bastasse a infame inserção (forçadíssima, na minha opinião, como todos que passam por aqui sabem) de um filho na vida do Morcegão, agora um dos piores rumores da fase Morrison: a volta do Batmirin.




O pessoal que ainda não percebeu a "Frank Millerização" do escocês que me perdoe, mas vai ser foda de ler isso. Morrison, vá pra Lapa!

Lapaputaqueopariu!!!


Fonte: Os Melhores do Mundo, via UDColine

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

É por isso que criminoso se dá bem nessa terra

É impressionante a capacidade do povão brasileiro em ser medíocre. Não bastasse passar por maus bocados que o dia-a-dia impõe, acreditando sempre que tudo é Deus quem decide, tem gente que procura chifre em cabeça de cavalo.

A empregada doméstica que foi covardemente agredida por marginais da classe média carioca em JUNHO do ano passado serve para ilustrar esse exemplo. Com a justiça ao seu lado e tendo alcançado a graça de ver atrás das grades os pusilânimes que a atacaram, ela resolveu sentir remorso por tudo que aconteceu. Frise-se que a agressão foi em JUNHO, o que dificulta minha compreensão para ela ainda se preocupar com o que acontece com seus agressores.

Leia aqui e entenda o que se segue

Vou começar espinafrando os pobres de maneira geral. Esses têm uma coisa a mais que as demais classes: têm mais que se ferrar, ao melhor estilo Justo Veríssimo. Ou melhor, nesse caso, quero que pobre se exploda. Isso porque não aprendem a ir contra aquilo que realmente os oprime, que não os deixa melhorar de vida. Sendo uma das causas disso a impunidade reinante nesse país. Se a lei valesse para todos, não teríamos mensaleiros, sanguessugas e Renan Calheiros à solta. Acorda população pobre brasileira!!!

No caso específico da doméstica Sirlei Dias, se os indivíduos que a atacaram não tivessem sido presos, todos iriam reclamar da justiça e não é difícil de imaginar a cena da vítima da agressão chorando pela injustiça que cometeram com ela. Mas, pelo contrário, ela se sente mal por estar na hora errada, no lugar errado. Quem certamente se sente assim, e com toda a razão, é a mãe do menino João Hélio Fernandes.

Ah, tenha santa paciência. Estivesse ela exercendo a função pela qual foi agredida, a de prostituta, como imaginaram os agressores, ainda assim teria todo o direito de ver aqueles que a agrediram atrás das grades. Não cabe a ela sentir-se mal pelo que as famílias desestruturadas desses indivíduos estão passando. A culpa é dos pais desses marginais. E que tanto os pais quanto os filhos paguem, cada um de sua maneira, pelo crime que foi cometido.

Ô maniazinha de pobre, de sentir-se culpado até pelo que não tem culpa...

E o que falar sobre o oportunismo do senador Crivella? Querer usar politicamente a doméstica, que pela atitude de "remorso" demonstra bem o tipo de figura que seria na esfera pública, é demonstração daquilo que comentei sobre os políticos fluminenses: demagogos e populistas. Não que isso seja exclusividade do Rio de Janeiro, mas lá parece que esse tipinho de gente despenca junto com os temporais de verão.

2008 começou bem: governo aumentando a carga de impostos porque prometeu que não aumentaria a mesma em 2007 (brilhante, Ministro Mantega, brilhante) e agora essa da vítima de um crime covarde estar arrependida por algo que não é culpa dela. E olha que ainda estamos na primeira semana do ano.

2008 promete!

Réveillon em Grande Estilo

20 anos separam o meu primeiro Réveillon no Rio de Janeiro do último. Não sei com precisão se a virada de 87 para 88 foi com termômetros tão quentes quanto a de 2007 para 2008. Mas posso afirmar que, apesar dos pesares, o Rio de Janeiro ainda é uma das cidades mais belas que conheço. Vale a pena para passear, não para morar. Ao menos enquanto a população da cidade e do estado continuarem elegendo energúmenos populistas, que enfiam sabe-se lá onde toda a riqueza gerada e disponível nos cofres públicos.

Foram 4 dias na antiga capital do Brasil, ao lado de uma família que faz com que eu me sinta parte dela, período durante o qual conheci a capela onde será celebrado meu vindouro casamento e o salão de festas onde festejarei ao lado de pessoas queridas o momento mais feliz desse ano e, porque não, da minha vida.

A vista ao redor de ambos os lugares é divina. É surpreendente que o custo de lugares tão belos esteja muito abaixo do que eu imaginei. Isso é demonstração de que procurando com cuidado é possível encontrar lugares soberbos, com preços que cabem muito bem no orçamento. Mérito de minha noiva e de minha futura sogra.

Resta então que eu faça a minha parte e encontre um lugar para morar compatível com o que minha futura esposa merece. E ela merece nada menos que o máximo.