segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Fim de ano!



2007 está acabando e me parece que demorou mais pra passar do que seus antecessores. Como acontece com todo ano que se finda, ficam coisas boas e ruins. Fatos positivos marcantes e decepcionantes acontecimentos que esperamos nunca mais ver novamente.

O primeiro ponto é positivo, ainda que tardio. Em 2007 houve um aumento da consciência ambiental, mais pessoas estão preocupadas com os meios de melhorar o mundo em que vivemos. Talvez ainda haja esperança para o Planeta. O lado negativo nesse quesito foi o fato de alguns cientistas céticos jogar areia na onda ambientalista, dizendo que é alarmismo essa história de aquecimento global. O mundo não precisa desse desserviço, pois mesmo que seja algo momentâneo e fora do alcance da mão humana a sua causa, nada impede que façamos o possível para diminuir o problema.

Meu ponto de vista: ainda que a raça humana seja ignorante, apesar de toda sua inteligência, não é hora de jogar a toalha.

No âmbito político, tivemos um ano a ser lamentado. As más escolhas dos eleitores ficaram mais uma vez demonstradas pelos escândalos ocorridos. Malditos sejam Renan Calheiros e que tais. Imagine se essa onda positiva de crescimento econômico que estamos atravessando acontecesse num país com políticos menos corruptos (porque incorruptíveis é lenda), com burocracia na medida certa e impostos justos. Aquela história de que o brasileiro é um povo rico é verdade. Só falta parar de colocar egoístas para governar. Quantos milhões de pessoas estariam com a vida melhor se o sistema funcionasse um pouquinho melhor?

Meu ponto de vista: nesse país as coisas só vão se tornar sérias quando o povo se incomodar verdadeiramente por estar sendo feito de palhaço. Eu faço parte de uma “elite” que incomoda o governo quando se manifesta, porque tenho opinião própria e não me furto ao dever cívico de vigiar quem está no poder. Perguntar não ofende: em quem você votou nas últimas eleições, mesmo?

Ainda relativo à Brasília, temos que lamentar a incompetência da diretoria da ANAC, que pode não ter sido a única culpada pelo maior acidente aéreo brasileiro, mas contribuiu muito para que a tragédia acontecesse. Por uma triste coincidência, na data do acidente meus pais estavam voltando de Brasília. Minha tia, que mora lá, ficou extremamente chocada e queria que eles protelassem o embarque para Curitiba. Medo, apreensão, revolta, tristeza. Sentimentos que tomaram conta da maioria dos brasileiros, ao menos da parcela que pode se dar ao desfrute de utilizar o transporte aéreo como meio de se locomover nesse país. A morte de 199 pessoas numa tragédia aérea é triste, mas ainda assim milhares de outros brasileiros continuam morrendo dia após dia em acidentes rodoviários, em hospitais públicos decadentes, nas mãos de delinqüentes e bandidos que fazem pouco caso da lei. E para o Governo Federal tudo que importa são os números positivos da economia. Mas como aproveitar esses números em benefício do povo é a questão que não tem resposta.

Meu ponto de vista: o caos aéreo é reflexo de um modelo de gestão que precisa ser revisto e modificado com urgência. Enquanto os controladores de vôo continuarem debaixo das asas da Aeronáutica, voar no Brasil ainda será algo perigoso. E a infra-estrutura geral do país cada vez afunila mais o gargalo para o crescimento sustentável. E isso não é culpa exclusiva do Lula. A falta de investimento nessa área vem de longe.

Mudando de assunto, antes que eu me revolte e o texto vire panfletagem anti-PT, vamos avaliar fatos amenos, de menor relevância. O lançamento do Renault Logan, por exemplo. As primeiras fotos que a imprensa especializada jogou no ar mostravam um carro interessante. Ledo engano. Após conferir o carro de perto, tive a sensação de que os anos 70 estavam de volta. Naqueles tempos de crise do petróleo e ressaca hippie, os carros perderam todo o glamour que haviam conquistado. Os modelos privilegiavam motores ao invés do conjunto, deixando o design e o conforto em segundo plano. O Logan não chega a deixar o conforto em segundo plano. Longe disso, afinal o maior atrativo do carro é justamente esse e o design anos 80 não compromete totalmente o veículo, que digam as suas vendas, as maiores da Renault no Brasil. Mas espero que esse passo atrás em termos de design não contamine as outras montadoras. A princípio essa hipótese é improvável, mas na briga dentro da categoria onde o Logan se enquadra, vale tudo.

Outro destaque automotivo desse ano foi o lançamento do Punto, um belo carro, visual retrô sem soar ultrapassado, com um grande mercado pela frente e que marcou a estréia do novo logotipo da FIAT. Outro que rouba a atenção por onde passa é o Vectra GT, muito mais interessante que o Punto, mas alocado em outra faixa de mercado. Preço da versão mais barata, em Curitiba: R$ 59.990,00.

De modo geral a indústria automotiva se lembrará de 2007 como um ano de ouro. As vendas foram às alturas, superando todas as expectativas e 2008 pode seguir o mesmo rumo.

Meu ponto de vista: se por um lado o aumento do consumo de veículos gera mais empregos, por outro complica ainda mais o tráfego nas grandes cidades, contribuindo para a piora da qualidade de vida nos principais centros do país. Haja álcool pra abastecer essa frota.

Por falar em álcool, aqui temos a vedete do agronegócio em 2007. Eu, como engenheiro agrônomo, sei que existem outras plantas com potencial para gerar biocombustíveis, mas a cana-de-açúcar é a mais interessante para as condições brasileiras. Álcool de milho é caro, biocombustível a partir da mamona também, soja compensa mais como alimento que como combustível. Dá-lhe plantar cana, então... Mas essa é uma cultura de alto potencial poluidor, em função dos tratos culturais que exige. Porém o aumento do consumo previsto torna o plantio de cana algo muito atraente em diversas regiões. Isso é preocupante, pois pode gerar problemas de abastecimento de outros gêneros, uma vez que a área plantade de milho, soja, feijão e outras culturas que competem com a cana em regiões favoráveis tende a diminuir. Isso porque agricultor é um bicho que não entende economia de escala, geralmente é ganacioso e burro, pois se importa em plantar apenas aquilo que dá dinheiro. Ok, ninguém corre atrás de coisas que dão prejuízo, mas se você e mais todo mundo plantar uma única coisa, a oferta sobe e o preço cai. Não é difícil de entender. Agora, se você planta de tudo um pouco, verificando as possibilidades de sua propriedade, em uma cultura você lucra, em outra você empata o investimento e, dificilmente, terá grandes prejuízos. A agricultura do Brasil é uma das mais fortes e competitivas do mundo, mas ainda tem potencial para muito mais. Antes de eu sair da faculdade, em 2003, já se falava em profissionalizar o produtor rural. Infelizmente esse processo é lento e levará gerações, mas quando estiver consolidado, o agronegócio deverá fazer ainda mais pelo desenvolvimento nacional.

Entrando agora em algo mais divertido, os assuntos culturais! 2007 não começou bem para os fãs do cinema. Exceto por 300, que segurou a onda muito bem, nada em cartaz no início do ano foi surpreendente ou divertido, na minha opinião, até o segundo semestre. Porcarias como Motoqueiro Fantasma, Homem Aranha 3 (a maior decepção do ano, com certeza) e Quarteto Fantástico 2 mostraram o lado ruim das produções baseadas em quadrinhos. Piratas do Caribe 3 ainda não assisti, então colocar no mesmo nível que os filmes citados é sacanagem. Mas tenho mais certeza do que dúvidas que, apesar de ter ficado aquém dos seus antecessores, Piratas do Caribe 3 deve ser muito mais divertido que os filmes da Marvel. Ainda esse ano tivemos Transformers, que não foi tudo aquilo que poderia ter sido e Os Simpsons – O filme, que foi tudo aquilo que poderia ter sido e mais um pouco. Mas nada tira de Tropa de Elite o prêmio de melhor produção em 2007. Primeiro por falar sobre bandidos como nenhum filme nacional teve coragem, até então. Segundo, por ser um filme nacional com padrão internacional de qualidade, tanto no roteiro quanto nas atuações. 300 e Tropa de Elite fizeram valer cada centavo dos ingressos e estarão, em versão original, na minha dvdteca.

Outros pontos da indústria ciematográfica que foram positivos: os aperitivos do que virá em 2008. Homem de Ferro, Hulk, Cavaleiro das Trevas lideram as apostas. Correm por fora Speed Racer (que não me cativou, mas pode surpreender), Wolverine (que perdeu ritmo em se tratando de atratividade) e Rambo (com estréia prevista já em janeiro). Sem contar nas surpresas que devem surgir. É aguardar e conferir.

Nos quadrinhos as coisas continuam de vento em popa, com lançamentos para todos os gostos. Como eu não fujo muito do estilo “super-herói”, não sei o que falar sobre mangás e álbuns de arte, mas até onde percebi, 2007 trouxe muita qualidade nas histórias em quadrinhos de maneira geral.

A Panini continua aprendendo com seus erros e melhorando aos poucos suas linhas de revistas e, para nossa sorte, o hiato entre o que acontece nos EUA e aquilo que é publicado por aqui é cada vez menor. Os destaques do ano ficam por conta da linha All Star Superman, que só tem recebido elogios dos fãs, que lamentam pela alteração da equipe criativa. A decepção fica por conta de All Star Batman & Robin. Frank Miller é um cara que se perde muito facilmente hoje em dia. Férias para ele.

No caso da linha mensal, só tenho acompanhado duas publicações: Liga da Justiça e Batman. Após o “furdunço” provocado pela Crise Infinita, a origem da Liga foi bagunçada e, quem é da velha guarda como eu, terá que esquecer a origem da equipe, coisa difícil de aceitar. Outra coisa triste foi o retorno de jason Todd, algo desnecessário. Mas tudo bem, há necessidade de se mudar o Status Quo de tempos em tempos.

O problema começa justamente nessa necessidade. Grant Morrison resolveu trazer o filho de Bruce Wayne com Thália de volta aos holofotes. Particularmente não vejo como isso enriqueceu o bat-universo e seus personagens, mas como o roteirista é Morrison o pessoal tá dando uma colher de chá. Se fosse outro, certamente cairiam de pau em cima.
Outra mudança que estou estranhando muito foi a do Ajax, que hoje passou a ser conhecido como Caçador de Marte. Não estou acompanhando 52, série que deve trazer uma luz sobre as mudanças do marciano. Ano que vem me encarrego de descobrir.

Enfim, deixemos a retrospectiva de lado e ficam com vocês meus desejos de um 2008 repleto de saúde, amor e paz, mantendo Deus na consciência e buscando sempre a iluminação.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

PQP! PQP! PQP! PQP!

Já viram o trailer de The Dark Knight? Não?

Não estou com disponibilidade pra colocar um link aqui, mas...

PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP!PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP! PQP!

TDK ai ser o TROPA DE ELITE de 2008!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Sacanagem


O cenário atual das HQs, repleto de séries, mini-séries, encadernados de arcos de histórias publicadas em revistas mensais etc., mostra que vale a pena esperar alguns meses para adquirir uma história completa em apenas uma edição. Porém, encadernar todas as Mega Edições do Paul Dini em conjunto com o mala Alex Ross por esse preço é muita sacanagem, principalmente pelo o assalto que é o frete para fora da região sudeste.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Chora, Lula! Não foi apenas a segundona pro Curíntia que te entristeceu

Notícia melhor que o final da CPMF só uma punição decente pro Renan Calheiros. Seria pedir demais praquela corja de bandidos em Brasília. O fim do “imposto do cheque” seria uma boa também se a adminstração petista criasse vergonha na cara e cortasse os gastos desnecessários que sangram indevidamente o erário. Mas isso também seria pedir demais para o Presidente Ali Babá e seus 40 Ladrões. Azar dos brasileiros, que em breve terão algum novo imposto, criado para cobrir o rombo que fica, depois dessa derrota para o governo.

De repente a oposição pensou que eliminando a CPMF deixaria o governozinho do PT em maus lençóis, pois sem a verba do imposto não seria possível continuar com os programas assistencialistas e opovão iria se revoltar com o Lulinha e, desse modo, o caminho para o PSDB ou o Democratas assumir o governo no próximo mandato estaria limpo. Até mesmo o jogo de cena dos governadores José Serra e Aécio Neves deixou claro que havia movimentação política visando minar a força do atual governo. Os caras passaram por bonzinhos junto ao governo e ainda fizeram média ao povão. Se é que o povão prestou atenção nisso.

A verdade é que Lula perdeu a oportunidade de realizar a reforma fiscal de maneira séria durante os dois primeiros anos de governo e, dessa forma, se consolidar como dirigente sério e competente. Mas o que esperar de um vadio como o atual presidente? O cara prefere viajar pra todos os cantos do planeta, conhecer vários lugares às custas dos impostos extorsivos que pagamos e fazer pose de homem preocupado com os pobres do que governar efetivamente.

Sim, todos aqueles com um pouco de discernimento sabem que as reformas (política, fiscal, trabalhista) que o Brasil necessita são anti-populares, pois exigem o esforço de toda sociedade, mas elas garantiriam a pavimentação de uma estrada mais segura para a economia brasileira. Eu, na condição de Presidente da República, preferiria encontrar uma maneira de garantir a longo prazo o desenvolvimento do meu país, do que a curto prazo viver nos braços do povo. Mas duvido muito que um dia eu chegue lá. Políticos são, em sua maioria, pessoas que se sujam para alcançar objetivos nem sempre nobres. Olha eu falando o óbvio de novo...

Vamos esperar agora e ver o que o futuro próximo nos reserva, já que Lula e os petistas terão que rebolar muito pra continuar levando a política do “pão e vadiagem” aos brasileiros menos favorecidos, se quiserem continuar com o cartaz em alta.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mais um desabafo (ainda que inútil)

Não é de hoje que me irrito com a incompetência governamental daquele senhor que ocupa a cadeira da Presidência da República. Desde a malfadada tentativa de greve do Poder Judiciário, nos idos de 2003, sofremos com a falta de pulso desse presidente medíocre, ignóbil, indolente e ignorante.

Não bastasse termos colocado no poder um partido que teatraliza sua preocupação com os destituídos e, agindo assim, aumenta seu paquidérmico aparelhamento estatal, ainda temos que engolir a corrupção de uma corja de bandidos, assassinos e ladrões que usurparam as cadeiras do legislativo. Cada Real desviado dos cofres públicos e destinado para o bolso desses senhores pode e faz falta para completar os orçamentos de órgãos e autarquias que efetivamente deveriam cuidar das necessidades populares.

Há tempos ando quieto em relação aos desmandos desse governo, o qual eu poderia definir com os piores e mais baixos adjetivos que me vêm à mente. Mas continuo de saco tão ou mais cheio do que quando escrevi algo contra Lula e seus asseclas. Ando enojado com a maneira como a política nacional rasteja, em todas as esferas.

Mas o que mais me irrita é a inércia de todos nós. A última grande manifestação cívica, aquela organizada para mostrar que os jovens não eram alienados (os cara-pintadas) só serviu pra muito adolescente matar aula de dar uns malhos. Tanto isso é verdade que essa geração hoje é composta por trintões que não estão fazendo nada pra reclamar. Se fomos capazes de “derrubar” um presidente tido como corrupto, por que não estamos nos rebelando contra toda essa situação atual? Ou melhor, por que os jovens de hoje não pintam as caras e saem às ruas gritando palavras de ordem?

Simples: a UNE (principal organizadora do movimento que culminou com a queda do Collor) é uma das instituições beneficiadas com a chegada do PT ao poder. Hoje a UNE ou qualquer movimento estudantil não precisa fazer oposição, pois aquilo que os estudantes de esquerda queriam aconteceu. O “povo” chegou lá! Lula lá! Agora vamos nos locupletar com todas as vantagens adquiridas com o novo posto político. Vamos invadir universidades com projetos sérios e que estão preocupados com a efetiva melhoria das condições do país. Vamos fazer de conta que todos os benefícios sociais que o PT está disponibilizando são viáveis a longo prazo, que esses mesmos benefícios têm a capacidade de tornar o Brasil um país mais justo.

É de uma simplicidade tão irritante o plano petista que admira a apatia dos neoliberais de oposição ao governo. É irritante ver a corja do PT lambuzar os beiços com o dinheiro arrecadado de maneira legalmente extorsiva, via impostos injustos, e surgirem apenas focos isolados de revolta a cada notícia de corrupção que a imprensa noticia. A preocupação de cada brasileiro hoje com seu próprio sustento a curto prazo é tamanha que não abre espaço para a revolta construtiva, aquela que faz um povo decretar greves justas, passeatas honestas e, com essas atitudes, demonstrar todo seu descontentamento com a situação.

A classe média, principal prejudicada com a má distribuição do bolo, só desperta no Presidente Lula um pinguinho de preocupação, sendo por esse senhor destratada de maneira pejorativa. O que falta ainda para que aconteça uma verdadeira manifestação por essa parcela tão importante da população?