segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
100º Post
Não é à toa que existe um abismo entre a Polícia Federal e as Polícias Civis.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Pensar ou não pensar, eis a questão
Se tem uma coisa que eu sempre quis com um blog foi causar discussão sobre os temas escolhidos como base para textos. Sinto que há um enorme espaço a ser preenchido nas cabeças de muita gente que simplesmente aceita o comportamento de manada e não se preocupa em analisar o mundo à sua volta. Essa sensação em grande parte existe porque eu mesmo, muitas vezes, agi de acordo com esse tipo de comportamento e ainda me pego aceitando algumas coisas rápido demais.
Admito ser uma pessoa que algumas vezes necessita de alguém cujo comportamento questionador esteja presente, para me alertar dos perigos que determinados textos, livros, reportagens etc. implicam se forem aceitas apenas em sua primeira versão. Fazendo isso está sendo dado o primeiro passo para o radicalismo idiota (como todo radicalismo, afinal). Somente depois de analisar os lados mais diversos de uma questão podemos tomar partido e defender um ponto de vista, ainda que essa defesa possa causar indignação naqueles contrários à opinião expressa.
Mas não é isso que põe o ser humano no caminho da evolução? Não foi o fato de existir mais de uma forma de analisar o que acontece à nossa volta que levou à criação e/ou queda de sistemas de governo, teorias científicas e obras de arte que nos mostraram quanto somos capazes de criar?
Muitas vezes essa defesa de um ponto de vista também nos levou para a beira do abismo, com assassinatos, guerras e horrores cometidos em nome de uma causa nem sempre nobre, mas se essas coisas ruins aconteceram foram para alertar aqueles que possuem uma visão mais otimista sobre o mundo que é necessário estar sempre alerta, sempre questionando onde tais idéias podem nos levar.
Engraçado como um texto cômico pode também nos levar a pensamentos mais profundos. Afinal o humor também é importante quando nos leva a analisar o quanto somos patéticos frente a algumas situações sérias e o quanto de ironia e comédia pode também existir em tragédias. Ou seja, tão importante quanto os textos sérios, há de se saber onde um texto bem humorado pode ou quer nos levar.
O simples fato de ler sem buscar o que realmente há por trás daquilo que foi escrito é uma escolha daquele que tem preguiça de pensar, o que é uma pena, mas no mundo de hoje, com cada vez mais informações chegando em nosso dia-a-dia, quanto mais mastigadinho o conhecimento vier, aparentemente é melhor. Alienar-se virou uma boa opção para boa parte da população e o que vemos com esse comportamento está estampado nos noticiários: a ignorância vem vencendo a civilização.
Nesses momentos heróis e grandes personagens da História são criados. Estamos em plena era de transformações que ditarão muito do que viveremos nas próximas décadas. Sorte(?) daqueles que viverem o suficiente para saber aonde esses acontecimentos todos nos levarão.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Iniciando a caminhada
Se pra muita gente 2009 pode vir a ser um ano pesado, 2008 vai deixar saudade em vários aspectos. Foi um excelente ano em termos de cinema nerd, houve muita coisa bacana rolando nas séries de TV (House continua sendo o que há de melhor). Nos quadrinhos não me meto a falar, pois estou afastado dessa mídia há mais tempo do que gostaria.
Mas não fiquei alheio. Sei muito bem da quizumba que o Morrison anda aprontando na vida do Batman e espero ser surpreendido positivamente depois que toda essa zona acabar. Mas segundo fontes fidedignas, essas mega-sagas da DC estão cada vez mais exigindo um conhecimento enciclopédico sobre o UDC. E isso não aumenta a quantidade de fãs, pois hoje em dia a molecada mal tem paciência pra escrever direito, o que dizer de pesquisar em revistas de 20 anos atrás detalhes para compreender sagas que se passam hoje. A impressão que fica é de que a DC vai acabar sendo tragada pela sua própria mitologia.
Se nos quadrinhos os tiros no pé são corriqueiros na casa do Superman, ao menos no cinema eles mostraram uma das melhores direções a ser seguida. Levar um personagem de HQ à sério, respeitando sua história e aproveitando aquilo que há de melhor em sua mitologia fez de Cavaleiro das Trevas uma unanimidade em se tratando de filmes baseados em quadrinhos. Não vou chover no molhado falando sobre as qualidades e os poucos defeitos do filme. O que esse filme fez foi aumentar ainda mais a pressão sobre Watchmen. Por mais competente que o Snyder tenha se mostrado em 300 e por mais água na boca que os trailers de Watchmen traga, ainda há de se ficar com o pé atrás. Trailers competentes ajudaram a esconder verdadeiras bombas no passado.
Em terras nacionais, a imprensa musical parece que resolveu elevar a uma condição que ainda não consegui identificar corretamente uma guria de 16 anos, que não me parece ter nadinha na cabeça. Ao menos é essa a impressão (nadinha na cabeça) que se tem quando a gente vê entrevistas com a fedelha. Isso que dá namorar membro dos Loser Manos (ou coisa que o valha): fama desmerecida. Mas poderia ser pior. Ela poderia ser famosa apenas por ser herdeira multimilionária de alguma família ou resolver zanzar pelas ruas mostrando a perereca depois de baladas regadas a drogas e bebidas... Ou então ter seu primeiro CD elogiado por ser cria de alguma grande diva falecida da MPB, como aconteceu anos atrás, e não passar de uma chata. Mas as possibilidades disso são grandes: lembre-se que ela namora um membro da banda mais (sem pé nem) cabeça do rock nacional da década. Felizmente eles só vão se encontrar pra tocar nos shows, sem previsão de voltar com a banda. Benza Deus que assim seja.
Pra que você tenha uma leve noção do que estou falando (sobre a menina, não sobre a banda) tem um vídeo rolando no YouTube da participação dela no Altas Horas. Constrangedor. Procure e confira, pois dessa vez não estou a fim de bancar guia turístico cibernético de ninguém. Aliás, nem tive paciência de visitar a página da moça no MySpace. Mas isso é culpa da falta do que falar que ela expressa nas poucas (duas na verdade) entrevistas que tentei assistir. Pode até ser que nas suas composições exista algo merecedor de atenção. Se você me convencer sobre essa possibilidade, talvez eu dê uma chance à pirralha.
Mas quem sou eu pra julgar, se muitas vezes minha verborragia blogueira passou longe de algo aproveitável, não é verdade?
No âmbito “política internacional” temos uma guerra entre povos que se julgam preferidos por Deus, mas que pelas suas atuais ações não passam de escória, pois terra nenhuma vale tamanho derramamento de sangue. Até porque se realmente houvesse essa história de Terra Prometida, Deus teria feito o mundo bem menor. E não teria mandado a famosa frase “Crescei e multiplicai-vos”. Mas eles que são terroristas que se entendam (sim, Israel é tão terrorista quanto o Hamas em diversos aspectos).
E eu estou ansioso pra ver o que o primeiro presidente negro dos EUA vai fazer em seu primeiro ano de mandato. Além de pegar um pepino grosso, juntamente com um abacaxi daqueles pra descascar, há ainda a pressão de ter que ser aquilo que todo norte-americano espera de seu presidente. Ou seja, o cara sifu (usando as palavras do nosso amantíssimo comandante-em-chefe). Mas de repente o Sr. “Yes, We Can” mostra serviço, coloca a locomotiva mundial nos trilhos (que sejam verdes!) e o mundo volta a ser um lugar onde as pessoas apresentem mais otimismo. Do contrário o último que sair nem precisará se preocupar em apagar a luz...
Ou então a humanidade acorda, percebe que viver preocupada com a economia norte-americana é furada e cria por si novos mecanismos para que haja o tão almejado desenvolvimento sustentável mundial. Eu aposto mais nessa opção, apesar de perceber que tem muito mais gente preferindo que os americanos salvem o dia novamente.
No mais, o meu negócio é estudar as reformas da “noça língoa portugueza”, manter a fé de que Deus é brasileiro, tomar a prancha pra surfar na “marolinha” da crise (Lula é gênio. Gênio!!!) e aguardar o Imax de Curitiba – porque o de São Paulo saiu antes.