quarta-feira, 14 de março de 2007

Os Trapalhões - 30 anos

Ontem, dia 13 de março, Os Trapalhões estariam comemorando 30 anos. Infelizmente, como todos sabem, o quarteto se desfez com a morte prematura de Mauro Gonçalves, o Zacarias. Os três membros restantes tentaram continuar alegrando o final das tardes de domingo, até que Mussum morreu. Daí em diante Didi e Dedé, os remanescentes do grupo, se afastaram da TV e desde então apenas a lembrança dos áureos tempos do grupo nos acompanha. Durante toda a década de 80 eles foram responsáveis por divertidas sessões de humor pastelão na TV e por filmes que marcaram a memória de quem tem mais de 25 anos, como Os Saltimbancos Trapalhões e Os Trapalhões na Serra Pelada, entre tantos outros sucessos.

Renato Aragão concedeu entrevista ao G1, site de notícias da Globo.com, onde conta curiosidades sobre o surgimento do grupo, a importância de amigos coadjuvantes como Tião Macalé e Roberto Guilherme, e o impacto das mortes de seus antigos parceiros. Enquanto a entrevista se atém ao passado, não há razão para críticas. Renato trata com respeito a memória do grupo e deixa claro que não há nenhum atrito entre ele e Dedé Santana, como muitos acreditam e outros tantos insistem em alardear.

Porém, ao comentar sobre sua atual fase, Renato pisa na bola quando fala de seu programa. Diz ele que, ao decidir retornar para a TV, a Globo pediu um programa que em nada lembrasse Os Trapalhões. Não é de hoje que eu critico a Turma do Didi. Qualquer pessoa que tenha assistido aos Trapalhões percebe que existe uma semelhança entre os programas: a tentativa frustrada de formar um novo quarteto nos moldes do antigo. Ali está o galã, o baixinho e o negão, todos escadas para o humor, hoje insosso, do ex-trapalhão Didi Mocó.

Quem teve oportunidade de assistir ao Pânico na TV, na época da estréia do último filme de Renato Aragão, pôde perceber que ele ainda guarda fortes resquícios do antigo Didi, aquele que fazia piadas politicamente incorretas de maneira inocente, sem a intenção de ofender. Ele embarcou nas maluquices de Sílvio e Vesgo e se divertiu muito com aquilo. Não é compreensível, então, sua atual fase “não cheira nem fede” na Rede Globo. Talvez um retorno às suas origens como comediante podesse trazer novamente o trapalhão que todos conheceram.

Quanto a Dedé, não encontrei nada, nenhuma entrevista dele sobre o aniversário dos Trapalhões. Um lamentável fato, pois para comemorar os 20 anos do programa da Xuxa, a imbecilizadora, a Globo fez um estardalhaço que não condiz com a importância dessa apresentadora.

Uma boa pedida para os fãs seria o lançamento de um belo box em DVD com todos os programas do grupo, com direito a depoimentos, erros de gravação e tudo aquilo que faz a alegria de quem quer saber tudo sobre seu show favorito.

Como isso implicaria no pagamento de direitos de imagem para Dedé Santana e para as famílias de Zacarias e Mussum, podemos ter certeza de uma coisa: dificilmente esse box sairá um dia. Menos mal que temos o YouTube e alguns vídeos disponibilizados no site da Globo com ótimos momentos dos Trapalhões.

Não é a melhor maneira de manter a memória dos Trapalhões, mas diminui um pouco a saudade que sentimos dos divertidos finais de tarde dos velhos domingos.


Seguem links para a entrevista na íntegra e para a página da Globo.com, onde estão alguns vídeos selecionados por Rentato Aragão, entre os seus preferidos.

Entrevista

Vídeos

4 comentários:

  1. Um dos melhores programas dos anos 80.

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  2. Com certeza! Quem vê Renato Aragão em seu ridículo programa hoje mal acredita que, um dia, ele já possa ter sido um cara legal. Zacarias e Mussum eram, para mim, os mais engraçados do quarteto.

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  3. Pois é, Gerlande. Pena que idéias assim não apareçam com maior freqüência na TV brasileira.

    Marlo, Didi só tinha o destaque no quarteto porque foi o idealizador. A alma do grupo era, definitivamente, a dupla Mussum e Zacarias.

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  4. gostei da ideia do Box !!! tem box de tudo hj em dia..
    Abs

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