Depois de muito queimar neurônios pra encontrar um assunto e colocá-lo aqui, lembrei que eu havia pensado, semanas atrás, em comentar algumas séries da tv a cabo. As que são consagradas provavelmente não serão comentadas, como CSI e Lost. Primeiro porque CSI continua mantendo um excelente nível nos episódios e não foi à toa que deu origem a CSI: Miami e CSI: New York. Já Lost não merece comentários pela total falta de rumo da série, que não conseguiu prender minha atenção além do episódio 15, da segunda temporada. Se eu ficar sabendo que as pontas soltas foram solucionadas, provavelmente eu me darei ao trabalho de procurar os episódios seguintes ao que parei.
Começando, então, pelas que não me agradam:
The Office é uma delas. Só consegui assistir a um episódio e pra mim bastou. Não achei graça no estilo documentário adotado para narrar o dia-a-dia de um escritório. Segundo o IMDB, é recomendada para aqueles cujo chefe é um idiota. Redundâncias à parte, pois todo funcionário em algum momento considera seu chefe um idiota, talvez eu tenha dado azar no episódio ao qual assisti, mas não sei se sou capaz de dar uma segunda chance à essa porcaria estereotipada.
My Name Is Earl foi outra decepção. Transmitida pelo canal FX, bem como The Office, esta conta a história de um típico loser americano, que compra um bilhete de loteria e ganha uma bolada, mas ao ser atropelado em seguida, perde seu bilhete. No hospital, ele reflete sobre a situação e chega à conclusão de que a razão para sua má sorte é apenas uma: karma. Para reverter o seu, ele lista suas más ações do passado e passará a tentar zerá-las, reconquistando o direito de gozar uma vida mais afortunada. Apesar premissa interessante e da excelente caracterização de Jason Lee como o protagonista, não consegui achar muita graça. Porém existe a possibilidade de eu tentar assistir a outro episódio, para me certificar de que há potencial na história.
Monk, que garantiu a Tony Shalhoub nada menos do que quatro indicações consecutivas ao Emmy, das quais ele venceu 3, é outra que não me passou uma boa primeira impressão. Talvez por detestar o tipo do personagem central, que sofre de TOC (ou algo do gênero), essa série não tenha me empolgado.
No gênero animação, Family Guy, aquela que todo mundo taxa de cópia deslavada de Os Simpsons, a coisa não é favorável também. Apesar de normalmente apresentar sacadas divertidas, os personagens não tem carisma e fico admirado pela longevidade do desenho.
Definitivamente meu humor para algumas comédias anda 8 ou 80, tanto em relação à minha paciência, quanto para a sua qualidade. Por vezes eu prefiro rir de imbecilidades à la Jackass do que tentar dar uma chance a comédias cujo tipo de humor é tão raso quanto sentar num carrinho de golf e sair se arrebentando por aí. Mas pelo menos os caras no carrinho de golf não tem a pretensão de soar inteligentes.
Mas, em se tratando de futilidade, acho difícil aparecer algo do calibre de Simple Life, “estrelada” pelas intragáveis Paris Hilton e Nicole Richie, duas mega particinhas cuja cabecinha de vento serve apenas como ornamentação. Qualquer pessoa de bom senso não passa mais do que 5 minutos na frente da tv, assistindo a esse programa. Mas, em tempos onde celebridades famosas por qualquer bobagem são admiradas por uma parcela do público, não espanta um show desses estar no ar.
Mudando para o lado não tão negro da Força (aliás, não lembro de ter ouvido em nenhum dos filmes de Star Wars qual é a cor do lado oposto ao negro da Força. Que coisa mais preconceituosa):
House, que você pode assistir no Universal Channel, é a melhor série médica que já vi. Humor sem a preocupação de ser politicamente correto e um mix de situações sobre a investigação de doenças faz dessa série uma das que você TEM que assistir pelo menos uma vez.
Extras, transmitido pela HBO, é baseada no cotidiano de um ator que só consegue fazer figurações até ter seu programa lançado por uma rede de tv inglesa. Conta com participações especiais de nomes consagrados do show bizz e tem um texto inteligente, com boas doses do humor inglês que muitas vezes soa mais agradável do que o americano. Só consegui assistir a dois episódios, infelizmente, mas um deles, com a presença de David Bowie, foi excelente. Como não cultivo mais o hábito de ser fiel a nenhum programa na tv, fato que lamentei após assistir a um dos episódios, não garanto que lembrarei de acompanhar a série. Mas ela aparentemente vale a visita.
Roma, também da HBO, estreiará sua segunda temporada no Brasil a partir de 25 de março. Se eu afirmei no parágrafo anterior que não era fiel a nenhum programa de TV, esse aqui é o responsável por eu queimar a língua. A primeira temporada foi muito boa, com a reconstituição quase impecável do período histórico narrado, com um elenco afiadíssimo e um roteiro que dava gosto de ver; fatores que só aumentam a expectativa pelo retorno da série. Hoje em dia a HBO possui um dos padrões de produção mais elevados na tv, o que geralmente pode ser traduzido por satisfação garantida.
Aliás, por apresentar esse alto padrão em suas produções, uma coisa que poderia ter muito sucesso nas mãos da HBO seria a adaptação de Watchmen. Apesar de Zack Snyder ter se saído muito bem lá fora com 300, e com potencial para arrebentar por aqui também, acredito que toda a complexidade da história de Watchmen não deveria ser compactada em três horas de filme. Uma série de 12 episódios, com 2 horas cada, poderia transmitir toda a genialidade da obra, sem o comprometimento de sua qualidade na transposição de mídias. Mas isso eu comentei ano passado, na Era Dourada... Não vem ao caso agora.
Battlestar Galactica é uma série que eu não entendo a razão para a pouca atenção a ela dispensada. Mesmo sendo de ficção científica, ela não é aborrecida como Star Trek ou fantasiosa ao extremo como Star Wars (mesmo esta não sendo uma série de tv, ainda). Esta também conta com uma produção de qualidade e um time de atores que dá credibilidade às situações de cada episódio. Se você nunca teve a oportunidade de assistir, principalmente por ser exibida no TNT, mais conhecido pelos reprises de filmes em versão (argh!) dublada, passe na locadora mais próxima e se divirta com os episódios disponíveis em DVD. Se você não gostar, bem... Não posso fazer nada. Mas eu recomendo!
Apesar das resenhas safadas e da pouca variedade de séries que eu gosto e me sinto à vontade para recomendar, vale lembrar que tem muito mais coisa nos canais da tv paga. Reforçando o que eu disse linhas acima, se você não tem tv a cabo, mas gostaria de assistir a programas de qualidade, basta recorrer às prateleiras das locadoras. Alguma coisa que fará suas horas livres mais divertidas você encontrará, com certeza.
House é muito bom mesmo. E Heroes... bem, eu estou recém no 3ª episódio da 1ª temporade e por enquanto tá bom!
ResponderExcluirAinda nem assisti Heroes, mas o hype em cima da série está me fazendo esperar apenas uma "maratona" do mesmo, para poder conferir tudo desde o começo.
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