Se pra muita gente 2009 pode vir a ser um ano pesado, 2008 vai deixar saudade em vários aspectos. Foi um excelente ano em termos de cinema nerd, houve muita coisa bacana rolando nas séries de TV (House continua sendo o que há de melhor). Nos quadrinhos não me meto a falar, pois estou afastado dessa mídia há mais tempo do que gostaria.
Mas não fiquei alheio. Sei muito bem da quizumba que o Morrison anda aprontando na vida do Batman e espero ser surpreendido positivamente depois que toda essa zona acabar. Mas segundo fontes fidedignas, essas mega-sagas da DC estão cada vez mais exigindo um conhecimento enciclopédico sobre o UDC. E isso não aumenta a quantidade de fãs, pois hoje em dia a molecada mal tem paciência pra escrever direito, o que dizer de pesquisar em revistas de 20 anos atrás detalhes para compreender sagas que se passam hoje. A impressão que fica é de que a DC vai acabar sendo tragada pela sua própria mitologia.
Se nos quadrinhos os tiros no pé são corriqueiros na casa do Superman, ao menos no cinema eles mostraram uma das melhores direções a ser seguida. Levar um personagem de HQ à sério, respeitando sua história e aproveitando aquilo que há de melhor em sua mitologia fez de Cavaleiro das Trevas uma unanimidade em se tratando de filmes baseados em quadrinhos. Não vou chover no molhado falando sobre as qualidades e os poucos defeitos do filme. O que esse filme fez foi aumentar ainda mais a pressão sobre Watchmen. Por mais competente que o Snyder tenha se mostrado em 300 e por mais água na boca que os trailers de Watchmen traga, ainda há de se ficar com o pé atrás. Trailers competentes ajudaram a esconder verdadeiras bombas no passado.
Em terras nacionais, a imprensa musical parece que resolveu elevar a uma condição que ainda não consegui identificar corretamente uma guria de 16 anos, que não me parece ter nadinha na cabeça. Ao menos é essa a impressão (nadinha na cabeça) que se tem quando a gente vê entrevistas com a fedelha. Isso que dá namorar membro dos Loser Manos (ou coisa que o valha): fama desmerecida. Mas poderia ser pior. Ela poderia ser famosa apenas por ser herdeira multimilionária de alguma família ou resolver zanzar pelas ruas mostrando a perereca depois de baladas regadas a drogas e bebidas... Ou então ter seu primeiro CD elogiado por ser cria de alguma grande diva falecida da MPB, como aconteceu anos atrás, e não passar de uma chata. Mas as possibilidades disso são grandes: lembre-se que ela namora um membro da banda mais (sem pé nem) cabeça do rock nacional da década. Felizmente eles só vão se encontrar pra tocar nos shows, sem previsão de voltar com a banda. Benza Deus que assim seja.
Pra que você tenha uma leve noção do que estou falando (sobre a menina, não sobre a banda) tem um vídeo rolando no YouTube da participação dela no Altas Horas. Constrangedor. Procure e confira, pois dessa vez não estou a fim de bancar guia turístico cibernético de ninguém. Aliás, nem tive paciência de visitar a página da moça no MySpace. Mas isso é culpa da falta do que falar que ela expressa nas poucas (duas na verdade) entrevistas que tentei assistir. Pode até ser que nas suas composições exista algo merecedor de atenção. Se você me convencer sobre essa possibilidade, talvez eu dê uma chance à pirralha.
Mas quem sou eu pra julgar, se muitas vezes minha verborragia blogueira passou longe de algo aproveitável, não é verdade?
No âmbito “política internacional” temos uma guerra entre povos que se julgam preferidos por Deus, mas que pelas suas atuais ações não passam de escória, pois terra nenhuma vale tamanho derramamento de sangue. Até porque se realmente houvesse essa história de Terra Prometida, Deus teria feito o mundo bem menor. E não teria mandado a famosa frase “Crescei e multiplicai-vos”. Mas eles que são terroristas que se entendam (sim, Israel é tão terrorista quanto o Hamas em diversos aspectos).
E eu estou ansioso pra ver o que o primeiro presidente negro dos EUA vai fazer em seu primeiro ano de mandato. Além de pegar um pepino grosso, juntamente com um abacaxi daqueles pra descascar, há ainda a pressão de ter que ser aquilo que todo norte-americano espera de seu presidente. Ou seja, o cara sifu (usando as palavras do nosso amantíssimo comandante-em-chefe). Mas de repente o Sr. “Yes, We Can” mostra serviço, coloca a locomotiva mundial nos trilhos (que sejam verdes!) e o mundo volta a ser um lugar onde as pessoas apresentem mais otimismo. Do contrário o último que sair nem precisará se preocupar em apagar a luz...
Ou então a humanidade acorda, percebe que viver preocupada com a economia norte-americana é furada e cria por si novos mecanismos para que haja o tão almejado desenvolvimento sustentável mundial. Eu aposto mais nessa opção, apesar de perceber que tem muito mais gente preferindo que os americanos salvem o dia novamente.
No mais, o meu negócio é estudar as reformas da “noça língoa portugueza”, manter a fé de que Deus é brasileiro, tomar a prancha pra surfar na “marolinha” da crise (Lula é gênio. Gênio!!!) e aguardar o Imax de Curitiba – porque o de São Paulo saiu antes.
é meu caro..2009 promete mesmo..a garota em questao eu sei o nome, mas nunca vi nada dela...mas realmemte a credencial de estar com um "hermano" nao me agrada...fora que nao pega nada ela ter apenas 16 anos ?? nesse caso pode ?
ResponderExcluirgrande abraco....
Cara, um ano que começa com um disco novo do Morrissey só pode ser muito bom.
ResponderExcluirMallu Magalhães é uma coisa assim... Musicalmente, o pouco que eu conheço não a credencia para encabeçar listas de melhores do ano, como deu na Rolling Stone. É apenas simpática e, felizmente, foge das fórmulas emo ou "rock de skate" que caracterizam a música "jovem" brasileira de hoje.
Mas aquele agudinho sacal, o cabelinho esquisito, as roupas masculinas e,, PRINCIPALMENTE esse providencialmente polêmico namoro com Marcelo Camelo, justamente quando ambos estão começando (descontada, claro, a história do hermano com sua banda) me fazem olhar pra moça com certa antipatia.
Amor verdadeiro ou não, só lamento que uma menina tão jovem esteja abrindo mão de atracar-se com rapazes mais jovens, mais bonitos e menos chatos, apenas para poder demonstrar uma pretensa maturidade ou, sei lá, uma inteligência emepebística.
E eu pensando que certas coisas já estavam definitivamente fora de moda...