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domingo, 2 de novembro de 2008

Dicas e sugestões

Quando estive de molho em função da cirurgia, não podia fazer nada. Ou quase. Para diminuir o tédio, aproveitei para terminar a série Crônicas de Artur, que eu havia começado meses atrás e que até indiquei o primeiro livro aqui. Um tempo depois li O Inimigo de Deus, segundo livro e este é ainda melhor que o primeiro. Uma das melhores coisas dessa série é a maneira como Lancelot é retratado. Diferentemente daquilo que estamos acostumados, Lancelot não passa de um covarde e comete atos macabros e terríveis no decorrer da série. O Inimigo de Deus pode ser considerado O Império Contra-ataca de Bernard Cornwell nessa trilogia. Começa já embalado e termina deixando o leitor com muita vontade de começar a ler Excalibur, terceiro volume da série, que encerra a narração de Derfel Cadarn, companheiro de Artur e que nos serve como testemunha dos feitos de Artur e aqueles que o cercavam. Nesse terceiro volume Artur tenta se recuperar da traição sofrida no segundo volume e manter a união da Britânia, seu maior objetivo. Como nos dois primeiros volumes, o estilo narrativo de Cornwell nos prende em todas as batalhas e faz com que seja possível imaginar de maneira quase palpável o que se passou naqueles instantes sangrentos. E não dá pra deixar de imaginar o que um diretor competente poderia fazer utilizando os livros como roteiro para o cinema. Aliás, Artur não recebe um filme decente e digno desde Excalibur, de 1981. Eu recomendo os três livros.

Após ter devorado Excalibur, novamente estava eu sem ter o que fazer. Eis que surge minha superesposa com dois novos jogos para PS2: Shadow Of The Colossus e Lego Indiana Jones. Shadow é meio chatinho, mas Indiana Jones é muito, mas muito divertido. Tomando algumas liberdades com relação aos filmes originais, somos levados pelos cenários de todos os três e contamos com algumas passagens adicionais. O jogo é engraçado, gostoso de jogar, com gráficos bem feitos e que vicia, principalmente quem é fã do arqueólogo destruidor de relíquias. Cada personagem tem uma função específica, o que torna a jogabilidade ainda mais atraente.

Dias atrás, já recuperado, fui presenteado com um item inusitado: a guitarra para jogar Guitar Hero no PS2. Eis aqui uma série de jogos que entra para o rol de grandes idéias. Além de ser facilmente renovada, o lançamento de novos jogos tende a aumentar sempre o número de jogadores. O game que estou jogando é o Guitar Hero III: Legends of Rock, onde boa parte das músicas é conhecida do público, o que aumenta ainda mais o prazer de jogar. Grandes bandas de rock já perceberam no jogo a possibilidade de aumentar sua divulgação e renovar o número de fãs. Particularmente não vejo a hora, se é que essa vai chegar, de lançarem Guitar Hero: Queen.