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quinta-feira, 17 de maio de 2007

De tudo e mais um pouco

Passado mais tempo do que eu gostaria, vamos fechar o assunto Homem Aranha 3. Realmente é um filme controverso, do tipo ame ou odeie. Teve fã com orgasmos múltiplos depois de assistir. Teve aqueles, mais comedidos, que acharam o filme divertido e só. E teve gente que se revoltou (eu entro aqui), pois confiava em Sam Raimi e imaginava que a espera pelo terceiro filme valeria a pena.

Dentre os orgasmáticos, há pessoas que perderam um pouco o meu respeito, visto que mesmo sendo fã, deve-se manter uma certa lógica. Sou batmaníaco de carteirinha e não saí por aí dizendo que os filmes do Morcegão da década de 90 foram todos maravilhosos. Esse adjetivo coube apenas a Batman Begins, onde tudo foi explicado, o roteiro segue um compasso lógico e até o uniforme foi confeccionado de maneira plausível, coisa que nem de longe aconteceu no primeiro filme do Aranha, mas que ainda assim não tirou seu mérito. Os que acharam o filme divertido, ligaram o “foda-se” e saíram do cinema satisfeitos com o que viram e não há muito o que comentar.

Já nós, os indignados, que se sentiram lesados com um filme tão mal acabado, não sabem o que esperar da franquia, que simplesmente virou uma máquina de fazer dólares. O filme é sobre um personagem inverossímil? Sim! Mas ainda é possível conseguir uma certa “confiabilidade fantástica” nesse tipo de diversão. A origem do Dr. Octopus, em Homem Aranha 2, é uma mostra disso. Já as origens de Venom e do Homem Areia, neste infame longa, nem de longe conseguem convencer. Só desligando o cérebro pra aceitar o que acontece no filme com eles. Principalmente no caso de Edie Brock. “Senhor, eu vim pedir pra você matar Peter Parker”.
Tá, isso foi forçado, mas nem tanto quanto o fato dele estar fazendo esse pedido na MESMA igreja onde Peter Parker resolve se livrar do simbionte. Porra, Nova York é uma cidade gigantesca! É mais fácil ganhar na Mega Sena ou ter o pedido aceito por Deus para que ele te livre de um inimigo do que encontrar esse próprio inimigo na mesma igreja e, ainda por cima, se contaminar com o simbionte que estava alojado no dito. Haja paciência!

O roteiro foi um erro enorme e que tirou o brilho da trilogia, pois ofendeu sobremaneira a inteligência da platéia e fez com que a espera pelo filme se tornasse inglória. Como eu disse antes, é questão de opinião. Focando agora na necessidade da renovação do elenco, afirmo que é possível dar continuidade com o personagem no cinema por muitos anos, de maneira atemporal. Com James Bond foi assim, vários foram seus intérpretes. Ainda que Sean Connery tenha se tornado o 007 definitivo, outros assumiram o papel e deixaram sua marca, para o bem ou para o mal da franquia. Acredito piamente que existe um intérprete melhor para Peter Parker do que Tobey Maguire. É uma tarefa difícil, uma vez que esse ator marcou os fãs como a encarnação mais emblemática do alter ego do Homem Aranha.Essa tarefa de apontar o próximo a encarnar o personagem não cabe a mim, nem aos fãs que rezam pela permanência do diretor e da base de seu elenco nos próximos filmes. Fica nas mãos dos cartolas da indústria cinematográfica, que por várias vezes decepcionaram (e, por que não, ainda decepcionam) os fãs, pois focavam apenas o retorno de bilheteria e nem sempre se preocupam com a qualidade daquilo que produzem. Mas chega de falar do filme. Águas passadas, dinheiro jogado no lixo, enfim...

Nem pude comentar a passagem do Papa pelo Brasil. Até porque isso já foi esmiuçado de maneira exaustiva pela imprensa. Mas deixo registrado que foi legal ver a reação do povo à passagem do Santo Padre pelo Brasil. Cada vez mais o Papa Panzer mostra que não é tão Panzer como foi pintado. Não sou católico, não acredito na Igreja Católica (ou em qualquer outra igreja), mas é indiscutível a necessidade de uma religião para o ser humano lembrar sempre de sua finitude e da necessidade de evoluir espiritualmente.

Porém essa evolução é emperrada quando os “pastores” percebem que é melhor manter seus fiéis na ignorância, facilitando a sua manipulação através de argumentos “sagrados”. Um dia ainda escrevo um tratado sobre isso nesse blog. É só uma questão de tempo.

Indo agora para o setor esportivo. Nada como perceber que a Fórmula 1 está em vias de voltar a ter um período de grandes corridas, pelos próximos anos. Finalmente temos um brasileiro fazendo bonito, sem ter que ouvir a ladainha de todo início de temporada de um certo piloto da Honda, que sempre afirmava ter condições de brigar pelo título e nunca conseguir chegar perto disso. Pensando bem, esse senhor sequer foi digno do legado que assumiu após a morte de Ayrton Senna. Temos novamente um piloto inglês que, se pouco lembra o inigualável Nigel Mansel, deve ser motivo de orgulho para os súditos da Rainha. Só faltava um francês habilidoso para que a década de 80 se repetisse novamente... Algo que em termos trará isso será ouvirmos os nomes Piquet e Senna nos circuitos, em breve. A diferença é que talvez a segunda geração não tenha tantas rusgas como a primeira. Mas relembrando o que acontecia no período de alfinetadas entre Piquet e Senna, até que era muito divertido toda aquela palhaçada. Vai dar gosto de acordar cedo nos domingos para ouvir o ronco dos motores. Pena que isso tenha que vir misturado com a narração imbecil do Galvão Bueno, mas, com sorte, Deus ouve os pedidos da audiência e faz esse cara perder a voz. Nem que tenhamos que ir para uma igrejinha na pequena cidade de Nova York e nela encontrar o narrador-magda sendo infectado por um simbionte alienígena para que isso aconteça.


"Argh! Nunca mais vou poder gritar: Rrrrrrrronaldiiiiiiiinhooooo!!!!"