Depois da baita decepção com Motoqueiro Fantasma, agora a recompensa: 300. Vale a pena ir até uma sala de exibição pra assistir a esse filme, com toda a certeza. Primeiro porque não tem Nicolas Cage (o que já é uma grande coisa), segundo porque toda a parte técnica do filme é impecável e não está embasada apenas nos efeitos especiais (que foi a muleta de Motoqueiro Fantasma), terceiro porque o elenco é excelente. Além de tudo, o filme diverte sem ser pretensioso. Não cheguei a ler a revista 300, mas isso em nada diminui a graça do filme, muito pelo contrário. Por saber que a essência da HQ está retratada de maneira fiel, não existe a preocupação de buscar a fonte para gostar do filme. Porém em alguns momentos, lá pelo meio do filme, cheguei a ficar cansado das lutas e batalhas. Uma coisa que senti falta nesse filme, que alguns membros da imprensa rotularam de neo-épico, são cenários mais ricos. Se bem que, em se tratando de um filme sobre espartanos, economizar nos cenários não deixa de ser algo coerente.
Mas uma coisa que não é economizada no filme é a violência. Desde o comecinho o espectador é apresentado ao “spartan way of life”, mostrando que o pessoalzinho da cidade grega não está ali de brincadeira. Quando o bicho pega pra valer, as batalhas são coreografadas num ritmo que só se tornou cansativo pra mim porque comecei a sentir falta de um pouco mais de conteúdo. Só porrada, porrada, porrada enche. Mas felizmente isso é algo passageiro.
Ponto máximo de diversão é quando Leônidas e Xerxes batem um papinho, onde o primeiro tem que aturar a soberba do persa, numa cena que arrancou risos da platéia por seus diálogos de duplo sentido, ao menos para as mentes mais despudoradas.
E se você é fã do Rodrigo Santoro e quer assistir ao filme apenas pela presença do moço, bom, pelas fotos do filme que circulam há tempos na internet já se pode antever que sua decepção nesse ponto pode ser grande, uma vez que o brasileiro está bem diferente da maneira como a mulherada está acostumada a vê-lo. O que as damas mais comentam ao final da sessão é sobre o excesso de “tanquinhos espartanos” em cena. Umas ficam se indagando quanto tempo de musculação foi necessário pra atingir aquele poder todo, outras afirmam que a computação gráfica fez maravilhas nos corpos dos guerreiros de Esparta e por aí vai. Enfim, elas esquecem totalmente as cabeças e membros decepados no filme, a sangria desatada das batalhas e tudo aquilo que deixou a parcela masculina da audiência satisfeita, incluindo aí a presença de Lena Headey como a Rainha Gorgo, belíssima, mesmo sem ser voluptuosa (leia-se trio bocão-peitão-bundão, que não fez falta, dada a presença da moça em cena).
Por tudo isso, diminuiu um pouco o meu receio da adaptação de Watchmen para o cinemas, nas mãos de Zach Snyder. Competência o menino demonstrou em 300, basta agora que ele siga em ascendente e nos brinde com mais um filmaço baseado em quadrinhos.
Tenho calafrios em relação a Watchmen, mas Zach Snyder merece crédito.
ResponderExcluirUma boa seqüência que não foi descrita em imagens na HQ foi a morte do filho do "Capitão".
ResponderExcluirNos quadrinhos fora citada a "baixa", mas não como.
Sem falar na batalha política que a Rainha trava nos bastidores.
Fantástica!
"Os tanquinhos" me lembraram os uniformes emborrachados das versões "live action" do Flash e Batman nos anos 90. Um tanto exagerados.
ResponderExcluirEu gostei muito. Nada como duas horas de violência insana pra deixar a gente numa boa! Cheguei a comprar o gibi no lançamento da Abril, mas, pelo que dizem, a versão widescreen da Devir é tão superior que faz parecer outra revista.
ResponderExcluirPenso que Watchmen tem sido bem cuidado. Só fera se meteu na adaptação, até agora: Darren Aronofsky, Paul Greengrass e, por fim, Zach Snyder. Acho que vai sair coisa que preste, embora fidelidade total a uma série tão longa e prolixa, em duas ou três horas, é tarefa de Hércules. Veremos.
Gerlande, a fazer: esperar e rezar. Watchmen é um fardo, mas tenhamos fé.
ResponderExcluirL.U.W.I.G, o filme realmente é um desbunde. Todo e qualquer elogio é mais do que merecido. Se bem que eu vi que alguns críticos "especializados" acharam o filme fraco em relaçào à revista. Frutinhas malditos...
Reginaldo, cê tem razão. Houve um certo exagero, mas complementou de maneira bem colocada a fantasia toda do filme.
Marlão, se me fosse possível no momento, compraria com gosto a versão "definitiva" de 300. Enquanto isso não acontece, me dou por satisfeito por ter ido ao cinema e me divertido com esse filmaço. Quanto a Watchmen, o recado é o mesmo que dei pro Gerlando... Oremos! Hehehehehe...