quarta-feira, 4 de março de 2009
Sobre a situação no Senado
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Mais um desabafo (ainda que inútil)
Não bastasse termos colocado no poder um partido que teatraliza sua preocupação com os destituídos e, agindo assim, aumenta seu paquidérmico aparelhamento estatal, ainda temos que engolir a corrupção de uma corja de bandidos, assassinos e ladrões que usurparam as cadeiras do legislativo. Cada Real desviado dos cofres públicos e destinado para o bolso desses senhores pode e faz falta para completar os orçamentos de órgãos e autarquias que efetivamente deveriam cuidar das necessidades populares.
Há tempos ando quieto em relação aos desmandos desse governo, o qual eu poderia definir com os piores e mais baixos adjetivos que me vêm à mente. Mas continuo de saco tão ou mais cheio do que quando escrevi algo contra Lula e seus asseclas. Ando enojado com a maneira como a política nacional rasteja, em todas as esferas.
Mas o que mais me irrita é a inércia de todos nós. A última grande manifestação cívica, aquela organizada para mostrar que os jovens não eram alienados (os cara-pintadas) só serviu pra muito adolescente matar aula de dar uns malhos. Tanto isso é verdade que essa geração hoje é composta por trintões que não estão fazendo nada pra reclamar. Se fomos capazes de “derrubar” um presidente tido como corrupto, por que não estamos nos rebelando contra toda essa situação atual? Ou melhor, por que os jovens de hoje não pintam as caras e saem às ruas gritando palavras de ordem?
Simples: a UNE (principal organizadora do movimento que culminou com a queda do Collor) é uma das instituições beneficiadas com a chegada do PT ao poder. Hoje a UNE ou qualquer movimento estudantil não precisa fazer oposição, pois aquilo que os estudantes de esquerda queriam aconteceu. O “povo” chegou lá! Lula lá! Agora vamos nos locupletar com todas as vantagens adquiridas com o novo posto político. Vamos invadir universidades com projetos sérios e que estão preocupados com a efetiva melhoria das condições do país. Vamos fazer de conta que todos os benefícios sociais que o PT está disponibilizando são viáveis a longo prazo, que esses mesmos benefícios têm a capacidade de tornar o Brasil um país mais justo.
É de uma simplicidade tão irritante o plano petista que admira a apatia dos neoliberais de oposição ao governo. É irritante ver a corja do PT lambuzar os beiços com o dinheiro arrecadado de maneira legalmente extorsiva, via impostos injustos, e surgirem apenas focos isolados de revolta a cada notícia de corrupção que a imprensa noticia. A preocupação de cada brasileiro hoje com seu próprio sustento a curto prazo é tamanha que não abre espaço para a revolta construtiva, aquela que faz um povo decretar greves justas, passeatas honestas e, com essas atitudes, demonstrar todo seu descontentamento com a situação.
A classe média, principal prejudicada com a má distribuição do bolo, só desperta no Presidente Lula um pinguinho de preocupação, sendo por esse senhor destratada de maneira pejorativa. O que falta ainda para que aconteça uma verdadeira manifestação por essa parcela tão importante da população?
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Matemática para entender o Governo Lula
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Conivência
Demorou, mas vim encher os pacová de vocês com assunto mais "sério". O texto abaixo recebi por e-mail. Já na metade da leitura lembrei de um fato que ocorreu na época de faculdade.
Conivência
Autor: Equipe do site www.momento.com.br
Atualmente, as informações circulam de forma livre e célere.
Por conseqüência, é possível ter uma noção de conjunto dos valores e hábitos da humanidade.
Certas ocorrências repetem-se com tanta freqüência, nos mais diversos locais e ambientes, que chamam a atenção.
E a observação do que ocorre no mundo por vezes causa estarrecimento.
Uma das coisas que impressionam é a audácia das pessoas desonestas.
Elas parecem ter uma habilidade incomum para colocar-se nas posições mais relevantes.
Na política, na educação, nos meios jurídico e empresarial, a imprensa não cessa de apontar focos de corrupção e desonestidade.
Já é bastante ruim haver tantas pessoas desleais.
Mas o que causa estupefação é como elas assumem facilmente posições de liderança.
Ninguém consegue disfarçar sua essência por muito tempo.
Quem não possui um nível ético satisfatório evidencia isso em inúmeras oportunidades.
Ninguém se corrompe de repente.
Uma pessoa genuinamente honesta não acorda um dia disposta a apoderar-se do que não lhe pertence.
O ser humano revela suas mazelas morais ao longo do tempo.
Sendo assim, como é possível que seres viciosos tornem-se tão influentes?
Em todo e qualquer ambiente, há homens íntegros e inteligentes.
Por que esses não agem, para obstar a influência perniciosa?
À primeira vista, parece pouco caridoso evidenciar os vícios de um semelhante, para limitar sua ascensão.
Ocorre que a caridade não possui como bandeira a ingenuidade e a conivência.
Constitui equívoco imaginar que o homem bondoso deve ser tolo e falho de percepção.
A criatura íntegra e generosa procura ser um fator de progresso e bem-estar no mundo.
Mas age com critério e discernimento, não de forma piegas.
Nessa delicada questão, importa considerar o móvel da ação e quanto bem ela pode produzir.
Certamente é condenável divulgar os defeitos do próximo por malevolência, com o fito de denegri-lo.
Mas também é censurável prestigiar a comodidade de um único ser, em detrimento de inúmeros outros.
A corrupção que atinge um ambiente prejudica a todos os que se vinculam a ele.
O dinheiro público surrupiado por alguns faz falta na construção de hospitais e escolas.
O desfalque realizado em uma empresa talvez seja a causa de sua falência.
Trata-se da vantagem desonesta de uma pessoa causando a penúria de muitas outras.
A compaixão não justifica a inércia perante esse tipo de situação.
Nada há de louvável em assistir-se silenciosamente a atos desonestos que prejudicam o meio social.
Na verdade, a timidez e a acomodação dos homens íntegros favorece a preponderância dos desonestos.
Grande parcela de culpa pela corrupção que grassa no mundo se deve às pessoas honestas.
Caso estas desejassem, preponderariam.
Quando o vício for combatido, sem ódio, mas firmemente, ele encontrará pouco espaço para proliferar.
É preciso ter compaixão pelo delinqüente, mas jamais compactuar com seus atos.
Assuma, pois, sua responsabilidade perante o mundo em que você vive.
Por timidez ou preguiça de desempenhar tarefas e ocupar postos, não permita que eles caiam em mãos indignas.
A título de ostentar virtude, não simule ignorância e nem seja conivente.
O ocorrido, lá pelo ano de 1999, foram as eleições para o C.A. de Agronomia. A disputa era polarizada entre os fanáticos por Che Guevara e pelo PT e entre os alunos mais abonados da faculdade, que não tinham preocupações ideológicas.
Entre os “petistas”, havia aqueles que se sentiam na época da ditadura, que julgavam os alunos todos como “alienados” porque se importavam mais em estudar para as provas do que com a situação política do país, que julgavam necessário todo aluno da faculdade de Agronomia ser filiado a algum movimento social, só porque era assim no passado. Eram os extremistas defensores de uma causa perdida desde a queda do Muro de Berlim. E o pior, eram os chatos que quando estavam no comando do C.A., pintavam a parede do centro com a cara do Che e viviam com seus bonezinhos do MST.
Já a turma dos abonados só queria saber de usar o C.A. pra organizar festas e mais festas, campeonatos de futebol e coisas fúteis. A vida deles em nada foi difícil, estudaram nos melhores cursinhos preparatórios e, ao entrar na Federal, a maioria ganhou do papai um carro zero.
O que faltava na disputa era uma corrente moderada, que soubesse organizar politicamente o curso, sem que isso representasse o envolvimento com um partido político. Essa organização deveria servir para melhorar aquilo que os alunos e o curso em si precisavam, promover maior integração entre os alunos, quer fosse por festas, quer fosse por eventos mais direcionados a assuntos ligados à realidade da área de atuação dos futuros engenheiros agrônomos.
Eu poderia ter formado essa corrente. Nunca me considerei um extremista a ponto de achar que o socialismo vai acabar com as mazelas do mundo, tampouco um cabeça-de-vento interessado apenas em bebedeiras e festas. Só que sempre fugia desse tipo de responsabilidade. Eu sabia qual era a coisa mais correta a ser feita e, ainda assim, deixava tudo passar. Mais por preguiça do que por falta de aptidão.
E esse tipo de comportamento estou tentando aos poucos (afinal não sou de ferro) modificar. Não vou ficar aqui tecendo loas pelo meu comportamento. Nem vou ficar dizendo o que você deve ou não fazer. A única coisa importante de todo esse blablabla que coloquei aqui é: o que cada um de nós está fazendo para que a situação mude. E não precisa ser coisa grande. Perto da sua casa deve ter algo que você e/ou outras pessoas deveriam estar fazendo e está só esperando o primeiro a arregaçar as mangas para ser resolvido.