domingo, 23 de março de 2008

Entre a fé e a religião

Páscoa deveria ser um período de reflexão, como toda data religiosa cristã que temos o costume de celebrar. Digo cristã porque a maioria dos brasileiros é fiel aos Evangelhos e segue a Bíblia como livro sagrado. O problema, como em toda data religiosa, é que o povo passa apenas aqueles dias sendo bonzinho e nos demais dias do ano a hipocrisia, o orgulho e o egoísmo voltam a imperar.

Desde que comecei a me dedicar ao estudo de questões relativas ao Cristianismo, meu ceticismo com relação a tudo que nos é contado na Bíblia aumentou, exceto minha fé em Deus, que continua no mesmo caminho há alguns anos.

O grande trunfo da Bíblia, segundo tudo que se percebe nela, é realmente a bússola moral que ela representa. Realmente teríamos problemas menores se aqueles que nela vêem um exemplo a ser seguido efetivamente colocassem em prática boa parte do que está inscrito nos livros que a compõem.

É pedir demais, afinal esse mundo a cada dia surge um novo charlatão que usa as palavras tidas como sagradas para alcançar benefício próprio. Mas o que acontece em todo período de festas religiosas é um saco, pois todo o blábláblá que envolve essas datas, ano vem ano vai, não muda nunca.

A população está cada vez mais perdida e minha fé no ser humano não tem previsão de ser restaurada. Exemplos de pessoas que são falsas existem aos borbotões. Sei de um cara que casou na igreja (não católica), seguindo os rituais que sua religião prega, mas tem no pensamento a idéia de que é “melhor faltar caráter que faltar mulher”. Qual a razão, além do casamento pra inglês ver, de seguir uma religião se os preceitos morais que ela prega são relegados por esse “omem” (assim mesmo, sem H) a planos abaixo da luxúria, cobiça e inveja?

Dessa forma, prefiro não seguir religião alguma, mas procurar sempre que possível seguir os conselhos que a Bíblia e os ensinamentos que ela passa. Buscar Deus não em presentes ou ovos de chocolate, em juras a sacerdotes nas cerimônias celebradas, mas nas ações benéficas que pautam meu dia-a-dia. Estou no mesmo barco que os praticantes religiosos de ocasião, pois a crítica que fiz nesse post me enquadra entre pecadores, pois soberba e orgulho não devem ser alardeados como qualidade. Se não há diferença entre a minha maneira de agir e a daqueles que seguem uma religião, me pergunto qual será o critério definitivo para julgar os bons e os maus quando a hora chegar. Opinião pessoal? Acredito definitivamente que nossas ações deverão justificar a ida para o Inferno, Paraíso ou qualquer que seja o lugar onde nossas almas encontram destino após a morte. Questão de fé, não de religião.

2 comentários:

  1. Concordo com voce Rodrigo..A melhor coisa a fazer é cada um seguir seu livre-arbitrio e no final de nossas vidas, alguém irá fazer o balanço e assim determinar o nosso destino final.
    Uma boa Pascoa para vc, Grilo e ambas as familias ok ?
    Super beijo em todos..

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  2. Livre-arbítrio! Essa foi a palavra-chave que ficou faltando no post, Sérgio. Bem lembrado! Obrigado pelos votos de Feliz Páscoa. Espero que a sua e de sua família tenha sido tão boa quanto a nossa aqui.

    Abraço!

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