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domingo, 14 de setembro de 2008

Buenos Aires - Parte 1

Recém casado e recém chegado de lua-de-mel, pessoal! Posso dizer que agora o negócio aqui volta ao normal e a primeira coisa que gostaria de fazer é um relato turístico. Vejam abaixo qual foi minha impressão sobre Buenos Aires (em partes).

A Re havia pesquisado algumas informações úteis para que a viagem corresse a contento e uma das coisas que foram frisadas nas comunidades do Orkut relativas a Buenos Aires era a necessidade de fazer proteção das bagagens antes do embarque, pois diversos foram os relatos de malas cujo conteúdo fora subtraído. Não sei dizer se isso acontece nos aeroportos daqui ou nos de lá. De qualquer forma essa precaução foi tomada.

Pousamos no Aeroporto Internacional de Ezeiza por volta das 15:30 do dia 7 de setembro. Fila da imigração, carimbos nos passaporte, troca de dólares por pesos no Banco de La Nación (conforme recomendado) e o primeiro imprevisto. A agência de turismo que era responsável pela nossa viagem retirou, por motivos que não descobrimos, nossos nomes da reserva no hotel onde ficaríamos. Felizmente resolveram o problema rapidamente e nos alocaram no Hotel Principado, melhor do que o que estava programado inicialmente. Se bem que a Re não gostou muito do quarto. Pra mim, como aquilo seria apenas pra dormir, estava de bom tamanho. O importante foi que esse hotel estava muito bem localizado e ficava relativamente perto de todos os locais que tínhamos programado conhecer.

Após o check-in e subida ao quarto, fomos ao shopping Buenos Aires Design de decoração (escolha da Re) e fizemos as primeiras compras. Nesse mesmo Shopping fica o Hard Rock Café Buenos Aires, mas nem um moletonzinho básico deu vontade de levar, pois os preços estavam extorsivos. Do shopping saímos em direção ao bar Locos por el Fútbol. Comida deliciosa, experimentei uma Quilmes (muito boa, por sinal) e retorno ao hotel. Para primeiro dia, as expectativas estavam a contento, exceto pelos preços de algumas coisas, que eu imaginava ser menor. A cotação aproximada do real em relação ao peso era de aproximadamente R$ 1,00 para AR$ 1,70. Ou AR$ 1,00 = R$ 0,57. Algo por aí...

Segunda-feira estava programado um tour pela cidade. Foi o único passeio que fizemos com guia turístico e valeu para balizar se a programação criada aqui em Curitiba poderia ser seguida ou se precisava ser revista. O passeio começou pelo centro novo de Buenos Aires, área de prédios novos, sede de companhias multinacionais e algo muito sem graça, pois isso se vê em qualquer lugar do mundo, em qualquer grande cidade.

Seguimos então para a sede do poder argentino: a Casa Rosada. Antes de chegarmos à Plaza de Mayo, passamos por diversas outras, incluindo uma que relembra aos argentinos a surra que eles levaram em 1982, quando resolveram cutucar a Inglaterra com vara curta por causa daquelas ilhas onde só moram pingüins... O bacana é que foi aí que meu preconceito para com os portenhos começou a diminuir, pois a guia não passou a imagem que muitos temos dos argentinos: a de um povo babaca, que se acha pra cacete. Na verdade não vi nenhum argentino com pose de pavão, pra ser bem sincero.

A Plaza de Mayo, por motivos de controle de manifestações (que ultimamente são quase diárias em Buenos Aires), tinha cercas de metal com quase dois metros de altura. Felizmente não cruzamos com as mães da praça de maio, pois as tias só aparecem nas quintas.

Tiramos as obrigatórias fotos em frente à Casa Rosada (que na verdade não é tão rosada assim) e fomos conhecer a primeira igreja da cidade, La Catedral Metropolitana, local que em nada lembra a idade que tem, pois sua arquitetura externa não se parece com uma catedral. Nessa igreja ficam os restos mortais de Don José de San Matin, libertador da Argentina (ou seja, o D. Pedro I deles).

Continua...