domingo, 8 de março de 2009
Watchmen - O Filme
segunda-feira, 2 de março de 2009
Liga da Justiça: A Nova Fronteira

domingo, 15 de abril de 2007
Personagens em quadrinhos no cinema
Porém não me incomodou em nada a transposição de alguns personagens da Marvel para o cinema, salvo as excessões Demolidor, Elektra (que não me dei ao desserviço de assistir), Hulk, Quarteto Fantástico (infantil demais, mesmo para uma adaptação de quadrinhos) e a maior porcaria do corrente ano, Motoqueiro Fantasma. O sucesso das franquias X-Men e Homem-Aranha se deve em boa parte pelo carisma dos personagens e pela competência atrás das câmeras, provando que diretores que conhecem o universo dos quadrinhos podem realizar trabalhos que agradam a leigos e fanáticos.
Aproveitando que dia 4 de maio teremos a estréia do 3o. Filme do Cabeça-de-teia, registro alguns pontos: nunca fui muito com a fachada do elenco dos dois primeiros filmes, em geral. Se salvam Tia May, interpretada por Rosemary Harris; J.J. Jameson, competentemente interpretado por J.K. Simmons; Dr. Octopus, com Alfred Molina e só.
O restante do time em frente às câmeras me parece deslocado, James Franco com aquela cara de “ó vida, ó azar” quase permanente, Kirsten Dunst (uma excelente atriz) mas até onde me lembro dos gibis, Mary Jane era pra ser uma baita modelo gostosa, não uma aspirante a atriz com uma personalidade irritante. Mas a cereja do bolo fica por conta da cara de bocoió do Tobey Maguire. Em nada ele me lembra Peter Parker e só faço votos para que ele não esteja presente num eventual quarto filme da série, bem como Kirsten Dunst. Duvido que não existam pessoas melhores qualificadas para esses papéis.
Se bem que Homem-Aranha não é o único filme que me desagradou na escolha do elenco. Entendo perfeitamente a necessidade de colocar atores competentes nos papéis de destaque, evitando erros passados como a escalação de Sylvester Stallone para Juiz Dredd, Dolph Lundgren em Justiceiro e/ou Mestres do Universo (He-Man) e a heresia de colocar Keanu Reeves no papel de Constantine, para ficar só nos mais gritantes. Tá, a escalação mais gritante, bizarra e descabida seria Nicolas Cage como Superman, mas não quero gastar tempo comentando sobre esse ser.
Ainda assim não engoli direito a cara de chupa-ovo do Christian Bale como Bruce Wayne, por exemplo. Bale é um excelente ator, colocou o peso necessário no papel, mostrou de maneira soberba a dualidade do personagem, mas ele tem cara de faxineiro da WayneTech...
Preconceitos à parte, não me resta dúvida de que estamos numa era que será lembrada no futuro como a melhor em termos de adaptações. Não sei prever quanto tempo vai levar até as platéias do mundo se cansarem de super-heróis nas telonas, mas que ainda tem muita bala na agulha pra ser queimada, ah isso tem. E que a Marvel está bem mais adiantada do que a Distinta Concorrência em termos cinematográficos, também.
Mas eu acho que a DC ainda possui uma gama de personagens muito mais conhecidos e admirados pelo grande público. Ou vai me dizer que você iria ao cinema para assistir a um filme do Mercúrio invés de um filme com o Flash? É bem verdade que uma produção ruim afunda até mesmo o melhor personagem em quadrinhos de todos os tempos (né, Joel Schumacher?), mas um filme da Mulher-Maravilha tende a ser mais atraente do que um da Mulher Hulk...
sábado, 10 de março de 2007
Asilo Arkham
Lançada no Brasil em dezembro de 1990, essa obra densa e inquietante, onde o casamento entre a arte de Dave McKean e a loucura escrita por Grant Morrison tornou-a indispensável na gibiteca de qualquer amante de quadrinhos.Através de suas páginas somos levados a conhecer o fundador da instituição, Amadeus Arkham, e o que o levou a transformar a mansão de sua família no principal asilo para tratamento de criminosos psicologicamente perturbados em Gotham City.
Interligada à origem do Asilo, Morrison nos conduz a uma das piores experiências vividas pelo Homem Morcego, em meio a uma rebelião no asilo comandada pelo Coringa, onde a única exigência feita pelos internos para que não ocorra uma carnificina é a presença de Batman, e este se vê obrigado a confrontar sua própria insanidade.
Entre flashbacks sobre a vida de Amadeus Arkham, a situação criada pelos criminosos amotinados e citações da obra de Lewis Carrol, percebe-se que é possível criar uma história de super-herói onde a ação não se torna imprescindível. Aqui o importante é a dissecação da personalidade de um personagem de ficção, cuja mitologia está fortemente enraizada na cultura popular mundial.
A cena do assassinato dos pais de Bruce Wayne mais uma vez é explorada, porém não de maneira gratuita. Nas duas passagens onde o leitor é remetido a essa cena, Batman se mostra extremamente frágil, a ponto de infligir dor física em si para amenizar a dor psicológica trazida à tona pelas provocações do Coringa.
Nessa obra não vemos um Batman infalível, capaz de sobrepujar seus oponentes facilmente. Ele passa por maus momentos, sofre com suas escolhas e busca entender melhor seu papel no mundo, muito diferente do Batman atualmente retratado nas HQ's, cujo processo de "enfodecimento" pode ter sido acentuado na fase de Morrison na revista da Liga da Justiça, publicada no Brasil pela Editora Abril, sob o título de Melhores do Mundo.
Apesar de ser uma das HQ's mais discutidas por sua densidade emocional, transmitida pela arte e pelo texto, o final não me agradou. Depois de toda a condução realizada por Morrison, eu esperava por um final diferente do mostrado. Achei a saída simplista, em desacordo com o que se espera do Batman, mesmo depois deste ter passado por momentos terríveis. Não houve o triunfo da lei e da justiça, como aconteceu no final de Piada Mortal, quando Batman ouve o apelo do comissário Gordon para que o Coringa veja que um dia ruim não justifica atos insanos, que ele deve pagar por seus crimes de acordo com o sistema.
Em Asilo Arkham não há condenação do ato final da dra. Ruth Adams, que salva a vida do Homem Morcego. Batman não se reergue como um defensor da justiça, mas sim como um maníaco conivente com a insanidade apresentada pelos internos do Arkham.
Mesmo não que eu não tenha gostado do rumo final da história, não deixo de recomendá-la. É uma excelente referência sobre obras de grande qualidade nos quadrinhos.