quinta-feira, 30 de agosto de 2007

OCC homenageia Oscar Niemeyer e Brasília

American Chopper é um dos reality shows que teve ótimos momentos, mas que atualmente não me atrai mais. Eu curtia assistir o programa pra verificar até onde iria o mau gosto dos donos da OCC (Orange County Choppers) quando criavam suas choppers, além da vida familiar dos donos da fábrica. Choppers são aquelas motos esquisitas, onde normalmente só cabe o piloto e mais ninguém, com o garfo comprido, aparentemente desconfortável de se pilotar, mas que ainda assim tem um certo charme.

Já faz alguns meses que parei de acompanhar as aventuras de Paul Senior, Paul Junior, Mike & Cia. Só fiquei sabendo que eles estariam no Brasil porque li algumas notas a respeito em alguns sites e mesmo assim não achei nada excepcional nisso. Porém, navegando pelo UOL, pude ver a moto que a OCC fez para homenagear Brasília.

Não é novidade que norte-americanos têm uma forte queda pelo kitsch. A OCC leva essa queda ao extremo em suas motos temáticas. Quem acompanha American Chopper sabe bem do que estou falando. Mas eles não conseguiram isso com a chopper que pretendia ser a cara de Brasília. Veja as fotos e perceba: faltaram na pintura da moto referências ao mar de lama que existe no Planalto Central, referências às malas de dinheiro e aos corruptos que circulam pela Praça dos Três Poderes, entre outras peculiaridades relativas à Capital Nacional.

O mais sacana nisso foi a desculpa esfarrapada para explicar a simplicidade da moto, se comparada com outras já realizadas pelos caras. Segundo a acessoria da OCC, a moto tem linhas simples como a arquitetura de Brasília, coisa que mostra o interesse deles pelo projeto, que usou fotos da cidade para servir como referência artística na concepção do modelo “100 anos de Oscar Niemeyer”.

O curioso é que eles ainda não sabem o destino da moto depois que a apresentarem no Brasília Music Festival Moto. Só espero que não doem para o Fome Zero nem deixem nas mãos do Lula. Apesar de feia, eu aceitaria a moto de bom grado.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Os Simpsons - O Filme



Eles fazem parte da cultura ocidental desde 1989, já gravaram um cd de blues, estão em alguns títulos de games e estampam vários produtos mundo afora, mas só agora lançaram um longa baseado no desenho.

Eu não acompanho os episódios na TV há um bom tempo, nunca fui fã ardoroso dos Simpsons mas gosto muito do estilo de humor que é empregado na série. Isso fez com que o filme não tivesse para mim o jeitão de episódio mais extenso, coisa que muitos fãs da série falam sobre o filme. Não que isso seja uma reclamação daqueles que curtem os Simpsons. Pelo contrário, quem é fã sai do cinema admirado com o que foi feito. A única ressalva que fazem é o aproveitamento reduzido de muitos personagens como Sr. Burns, Barney e Crusty, por exemplo. Eu vejo nisso um ponto positivo, pois abre espaço para novas incursões (leia-se continuações) no cinema. E cacife pra isso os produtores conseguiram com esse filme.

Fica difícil escrever algo que já não tenha sido dito em outros blogs, principalmente o fato de muitas piadas terem sido comentadas em algumas resenhas (malditos spoilers!), mas reafirmo que a sucessão de piadas e gags vai do começo ao fim da projeção e o filme consegue dentro de sua proposta tirar sarro de muita coisa, sem se preocupar com o politicamente correto (graças a Deus!). De religião, política, costumes e sátira ambiental, tudo e mais um pouco entra no rol de piadas, só que de maneira mais ácida do que nos episódios convencionais. Não cabe aqui comentar passagens do longa, pois isso só tira a graça do que acontece durante a exibição.

O filme merece nota 8,5 com louvor! Pode ir ao cinema sem medo de se arrepender.

Se tem alguma ressalva, ela entra aqui e relaciona-se com a dublagem, que conforme sugestão de Marcelo Hessel, do Omelete, é preferível, face a grande quantidade de piadas e situações que podem ser perdidas caso seu inglês esteja enferrujado. Eu já comentei num post anterior que nerd é uma classe desunida. Os Simpsons – O Filme mostra que isso é verdade. Em função da saída de Waldyr Sant'Anna da equipe de dublagem, muita gente reclamou. Waldyr é o Homer no Brasil! Difícil engolir outro no seu lugar, ainda que o novo dublador, Carlos Alberto, tenha se saído bem.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Depois do Pastor Highlander...

Mestre Chang, do Catapop!, me mandou essa daqui via MSN. E eu achando que o pastor que voltou do mortos era bom... Nesse ramo das Igrejas Evangélicas SEMPRE tem alguém mais poderoso. Só os frequentadores dos cultos continuam se deixando enganar. Mas só porque esse povinho "góóóstchia"!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Cérebro em exercício

Reciclagem é algo que anda na moda quando o assunto é entretenimento. Marvel e DC reciclam suas Guerras e Crises, a cada dia aparece um boato ou notícia sobre o uso de algum elemento de sucesso da década de 80 pela indústria cinematográfica, como aconteceu com Miami Vice, Transformers, Rocky Balboa, futuramente com John Rambo e, no momento, John McClane. Steven Seagal só não está aproveitando a onda porque seus filmes, atualmente feitos direto para a TV (segundo a lenda), devem estar dando conta de pagar as despesas de casa, além do mais, assim ele não corre o risco de pagar mico nas telonas. E Arnold Shwarzenegger gosta mais de ser o “Governator” do que atuar(?) em Hollywood.

Em breve devem sair mais notícias sobre o filme CHiP'S, que divertiu muito garoto que hoje é um tiozinho, Armação Ilimitada e, pasmem!, Voltron. Esse último li hoje no Omelete.

Para o bem ou para o mal, não dá pra dizer que isso é algo passageiro. Ainda existem muitos dólares para se ganhar com outros elementos oitentistas, de maneira safada ou honesta.

Exemplos? Oras, aos borbotões! Existe a possibilidade de sair filme do Esquadrão Classe A, Supermáquina e Comandos em Ação, sem falar num novo filme do He-Man. Mas a lista poderia crescer.

Piazada, atire a primeira pedra quem não lembra de MotoLaser, Águia de Fogo, Trovão Azul ou Manimal. Desenterrei, hein? Mas se quer dar uma boa relembrada não apenas nas séries, mas também em outros itens que podem ou poderiam se tornar o próximo blockbuster, existem alguns sites fartos de material, como o InfanTv (não, não estou levando um jabazinho por fora). É diversão garantida e uma forcinha pro cérebro fazer um exercício.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Libertad - Velvet Revolver


Acabo de ouvir o novo álbum do Velvet Revolver, Libertad. Pra quem não sabe, o Velvet é formado pelos ex-Guns 'N' Roses Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, Dave Kushner (ex-Wasted Youth) e Scott Weiland, ex-vocalista do Stone Temple Pilots. A banda lançou em 2004 seu primeiro álbum, Contraband, sob grande expectativa e não decepcionou. Apesar de ser menos hard rock do que o esperado, Contraband mostrou que Axel Rose fez uma baita besteira em desmanchar o Guns. Tanto por ter criado a lenda urbana mais famosa da história do rock, o álbum Chinese Democracy, quanto por ter perdido músicos do calibre de Slash e Matt Sorum.

Menos mal, a criação do Velvet Revolver preencheu bem a lacuna e caminha para uma carreira interessante e promissora, pois o novo álbum demonstra que foi dado um passo à frente na sonoridade da banda, ainda que o som esteja menos pesado do que em Contraband. Mérito do produtor? Brendan O'Brien, conhecido pelo seu trabalho com o Pearl Jam e Red Hot Chili Peppers, entre outras bandas de renome da década de 90, certamente tem sua parcela de “culpa” pelo tom mais ameno do novo álbum, que em nada prejudica o trabalho de Slash e cia. Muito pelo contrário: traz de volta lembranças dos excelentes momentos do Guns dos anos 80 e do Stone Temple Pilots dos anos 90.

Libertad é mais redondo na harmonia entre o vocal e o som da banda, sem excessos de nenhuma das partes, como seria de se esperar de uma banda formada por grandes “divas” do rock. Ninguém puxou pra si o rótulo de estrela, ao menos até o momento. Percebe-se isso no site e nos vídeos do Velvet. O ego de cada um tem espaço suficiente pra se esparramar e quem ganha com isso são os fãs do bom e velho rock'n'roll.

Apesar de ser mais light, faltou em Libertad uma boa balada, daquelas onde Weiland demonstra ter mais força, como You Got No Right, presente no primeiro álbum e de longe a música que mais gosto de ouvir quando coloco Contraband no cd player. Tudo bem, apenas acabei de ouvir Libertad pela primeira vez mas farei questão de comprar o cd, pois baixei o álbum para saber se valeria a pena colocá-lo junto de minha coleção, coisa que estou mais do que convencido.

domingo, 5 de agosto de 2007

Fiasco

É, não foi dessa vez que Brasília ouviu o que devia. E o pior: a manifestação contra o Governo Lula além de ter sido ridículamente inexpressiva, atraiu gente do pior tipo, como separatistas e pessoas de extrema direita. Pior do que isso, só se exigissem a Ditadura de volta.

Em pesquisa de popularidade realizada pelo Datafolha, Lulinha e seu governo incomPTente se mantém bem na foto, com 48% de aprovação. Isso tudo porque pobre continua morrendo nas estradas remendadas mal e porcamente, a bordo de ônibus piratas, paus-de-arara e carros sucateados, nas filas dos hospitais públicos e essas mortes causam menos comoção do que as mortes da classe média, que ultimamente tem muitos motivos pra adiar ao máximo qualquer viagem de avião.

Parabéns, Lula. Parabéns, Marta Suplicy. Parabéns, PT. O Brasil continua sua caminhada para o fundo do poço e você se mantém firmes no comando.

PS: Já que ficar indignado não adianta, vai uma piadinha?

Gente, fico chateado quando usam a Internet para espalhar informações que não procedem. Recebi hoje um e-mail dizendo que o sangue do nosso Presidente é do tipo A-peritivo, e o dos eleitores dele é do tipo AB-estalhados. É muita sacanagem e falta de ética usar a Internet para passar esse tipo de coisa. Temos que divulgar informações corretas! O sangue do Presidente é do tipo B-bum e o dos eleitores O-tário.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Manifestação Cívica

Comentei dias atrás que esse tal de "Fora Lula" não é bem o caminho pras coisas entrarem nos eixos. Errei. Reavaliando minha posição, o "Fora Lula" é válido no sentido de mostrar pra corja do PT que nem todo brasileiro se deixa levar pela demagogia do "partido do povo". É válido pra acordar aqueles que ainda não entenderam a gravidade da situação. No final desse post há um link para a manifestação programada para este dia 04/08.

A vaia na abertura dos Jogos Panamericanos foi o início. O acidente da TAM, ainda que não seja culpa direta do Governo Federal, tem no descaso das autoridades várias das pequenas causas para a tragédia ter terminado com mais de 190 mortos, o que causou comoção e indignação pelo tratamento dado ao fato pelo Governo LLulla. Como a maioria da população carente não viaja nem de ônibus, que dirá de avião, pra essa fatia do povo brasileiro está tudo excelente. Foram comprados com esmola e bravatas populistas do Presidente.

Não bastasse esses eventos recentes, temos que lembrar que há uma lista imensa de escândalos protagonizados desde 2003 por mensaleiros, sanguessugas, aloprados, ministros, membros do Congresso Nacional entre outros, tudo porque o Presidente NÃO SABIA DE NADA e foi apunhalado pelas costas, segundo ele adora alardear. Entre os vários escândalos sem explicação ou mal explicados, temos:

- Escândalo do Propinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha);

- Irregularidades do Fome Zero;

- Expulsão de Políticos do PT contrários aos desmandos do Governo, acarretando na fundação do PSOL, numa clara operação "abafa";

- Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula, também conhecido como Caso Waldomiro Diniz);

- Recuos do Governo Federal na Lei de Responsabilidade Fiscal, como na prestação de contas na Prefeitura de São Paulo durante a gestão Marta 'Relaxa e Goza' Suplicy;

- Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos);

- Escândalo da ONG Ágora;

- Conselho Federal de Jornalismo, mostrando que há interesse do PT em amordaçar a imprensa;

- Escândalo dos Vampiros;

- Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho);

- Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo);

- Escândalo do SEBRAE, ou Caso Paulo Okamotto, amigão do Lula que pagou dívidas do Presidente;

- Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula);

- Escândalo dos Dólares na Cueca;

- Escândalo da Gamecorp-Telemar, ou Caso Lulinha. Nunca na história desse país uma pessoa se deu tão bem no mundo empresarial;

- Escândalo das Cartilhas do PT;

- Escândalo dos Grampos na Abin;

- Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins);

- Escândalo do Mensalinho;

- Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula);

- Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados;

- Escândalo dos Grampos no TSE;

- Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula - petistas pegos com malas de dinheiro para compra de um dossiê falso);

- CPI do Apagão Aéreo;

- Operação Xeque-mate (envolvendo o irmão do presidente Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, indiciado por tráfico de influência e o compadre do presidente Dario Morelli Filho, denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica);

- Escândalo no Senado (envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros - PMDB, por falta de decoro parlamentar)

Ufa! E tem muito mais, pois as operações deflagradas pela Polícia Federal mostram que a corrupção desse Governo pode ter sido herdada de outros, mas continua sendo alimentada. E bem alimentada.

Caso você esteja cansado disso tudo e tem o privilégio de morar em uma das cidades constantes na lista abaixo (clique na imagem), não deixe de exercer sua cidadania. Cobre dos governantes decência, ética, bons princípios e respeito, principalmente.


Photobucket - Video and Image Hosting

terça-feira, 31 de julho de 2007

Sangue de Jesus tem PODER!!! Ou o Pastor Highlander


Cara, essa eu queria muito estar presente para ouvir. Deve ter sido a MAIOR cascata. Isso prova que tem gente que, além de não se incomodar em ser ignorante, acha lindo ser enganado. Esse pastor deve ser uma comédia. Só falta alguma emissora de TV descobrir. Com certeza deve ser mais engraçado que Zorra Total, o que, convenhamos, não é nada difícil.

domingo, 29 de julho de 2007

Curtas

- Acabou o Pan. Nada de ruim aconteceu durante o evento. Pergunto: qual foi a oferta feita à bandidagem do Rio para que a paz reinasse tanto tempo?

- A participação brasileira no Pan foi excelente. Competir em casa fez muito bem aos atletas. Pena que isso não acontecerá numa Olimpíada. Pan é Pan, Olimpíadas são outros 500.

- A mídia, principalmente a Rede Globo, escondeu muito bem as falhas que aconteceram no evento, inclusive os atrasos e a corrupção que comeu solta nas obras.

- Lulinha não vai colocar a cara a tapa novamente no Pan, durante seu encerramento. As vaias recebidas na abertura ainda estão fresquinhas na sua memória. Ele prefere esperar um evento populista, onde somente beneficiários do Bolsa-Miséria, digo, Bolsa-Famíllia, estejam presentes.

- O Governo LLulla acabou, no decorrer dessa semana, de pedir arrego novamente ao governo de FHC. Não bastasse seguir à risca a cartilha econômica dos tempos do PSDB, agora pediu pinico pro Nelson Jobim. Para o bem de todos os brasileiros, espero que esse senhor consiga controlar o caos.

- Mesmo que não consiga fazer nada, Nelson Jobim pode ficar tranqüilo no cargo, pois o Lula não tem culhão pra demitir ninguém. Ele espera o cara ser triturado pela opinião pública e pedir demissão. Ou você lembra dele ter mandado embora o Zé Dirceu, o Palocci, o Gushiken?

- Apesar de ser oposição, não concordo com esse negócio de "Fora Lula", que aconteceu no ato promovido em São Paulo, em memória das vítimas do acidente da TAM. Ele foi eleito democraticamente. Cobrem o serviço que ele DEVE fazer, ou seja GOVERNAR esse país. Exigir que ele saia não fará com que as coisas mudem. Exigir que ele trabalhe, isso sim, pode ser que surta algum efeito. Se bem que trabalhar nunca foi a dele... Viajar com o dinheiro dos brasileiros é muito mais divertido, né, Presidente?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Transformers - com spoilers



Depois do trauma causado por Homem Aranha 3, aquela bomba escondida sob um "filme", resolvi que era hora de voltar aos cinemas. A maldição do terceiro filme me fez passar longe de Piratas do Caribe e Shrek. Assisti-los-ei em casa, com direito a pausa na hora que for conveniente e comendo pipoca feita por mim, que é muito melhor do que a vendida nos cinemas. Em termos de culinária acabam aí meus méritos, mas isso não interessa no momento.

O importante é comentar o filme do intragável Michael Bay. Infelizmente ele continua sendo um diretor que privilegia apenas UM aspecto nas histórias que conta: os efeitos especiais de destruição. Essa "resenha" poderá ser melhor aproveitada caso você já tenha assistido Transformers.

O filme começa surpreendentemente bem, com um ritmo divertido, bem estilo pipocão e valendo o ingresso. O primeiro ataque dos Decepticons, realizado por Blackout na base do Qatar, é de cair o queixo. O ataque de Scorponok aos sobreviventes da base norte-americana perde um pouco o ritmo, mas ainda assim o filme se mantém interessante.

Enquanto isso, nos EUA, vemos as peripécias de Sam Witwicky para conseguir seu primeiro carro. Aqui as piadas são bobinhas, mas divertidas, a atuação de Shia LaBeouf (eita nomezinho desgraçado, viu) mata a pau, a presença de Megan Fox durante o filme todo só servirá de colírio - mas que colírio - e a expectativa em relação à primeira aparição dos robozões não chega a ser cansativa. A primeira aparição de Bumblebee no mercado de carros usados garante muitas risadas para quem está na sala de exibição. Há uma razão para que o robô faça todo o esforço para ser comprado por Sam, mas esse spoiler prefiro não comentar. Já nesse ponto percebe-se que LaBeouf está totalmente à vontade em seu papel e que os elogios ao guri são totalmente cabíveis.

Após conseguir ser "comprado" por Sam, Bumblebee vai para um local afastado a fim de continuar sua missão, mas não sem ser perseguido por Sam, que chamou a polícia, achando que estavam roubando seu precioso carro. Chegando a esse local, vemos Bumblebee em sua forma robótica, enviar um "batsinal" para o espaço, chamando outros Autobots.
Nesse meio tempo, uma nova tentativa dos Decepticons em obter dados sobre o Projeto Homem de Gelo acontece em pleno ar, abordo do Força Aérea Um, pelo Smeagol dos robôs - Frenzy. Impossível não notar a semelhança entre o fanático pelo Um Anel e os resmungos de Frenzy.
A chegada de Optimus Prime e cia. mostra "como e porque" eles assumem formas de veículos (dá-lhe GM, numa das melhores jogadas de marketing cinematográfico do ano) e tudo até aí faz com que você ache que o melhor do filme está por vir.

É aí que Michael Bay te quebra as pernas. O roteiro, que antes era fraquinho, vira uma porcaria. Surge a agência secreta Setor 7, que ficaria menos ridícula se fosse uma paródia assumida dos MiB. O envolvimento dos militares na história tira todo o ritmo do filme, que começa a se arrastar. Os furos do roteiro, antes perdoáveis, tomam contornos irritantes. Um robô de Cybertron pode viagar nas temperaturas absurdamente baixas do espaço sideral numa boa, mas se cair no Círculo Polar Ártico, finou-se. Vai virar picolé e pode ser subjugado.

O mapa para encontrar o artefato que causa a vinda dos Transformers para a Terra foi impresso nos óculos do tataravô de Sam, que encontrou o picolé Megatron em sua expedição ao Ártico no século XIX. Esse cubo, chamado de Allsparks, já está em nosso planeta há milênios, mas só os poderosos e onipresentes EUA puderam garantir sua guarda a salvo de outros povos. Allsparks têm o poder de conferir vida a objetos inanimados, especificamente transforma em Gremlims eletrônicos todo e qualquer artefato eletro-mecânico. Nota-se aí um pouco da influência de Spielberg no filme. Se ele tivesse assumido a direção, talvez as derrapadas do roteiro fossem menos sentidas.

Quando descobre-se a conexão dos robôs com o cubo, decide-se levar esse artefato até uma cidade (sabe-se lá o motivo) para que Megatron e seus Decepticons não se apossem do dito. E é aí que Bay começa o espetáculo que enche olhos e ouvidos. Destruição e mais destruição em efeitos que nos fazem esquecer por alguns momentos o quão ruim é a história do meio até aqui.

Claro que os mocinhos vencem, Optimus Prime faz um discurso pra lá de piegas e todos vivem felizes para sempre. Felizmente somos poupados de uma cena com a bandeira norte-americana tremulando ao pôr-do-sol, mas não de um possível gancho para uma seqüência. Sabendo que o filme está arrecadando horrores mundo afora, em breve deve sair notícia de Transformers 2 por aí.

Sabendo esse pouco sobre o filme, você me pergunta: - Quanto vale o show?

Resposta: Vale quanto pesa. O ingresso se justifica se você era uma criança feliz na década de 80 e naquela época queria muito ver seus personagens criarem vida no cinema. Como os efeitos eram limitadíssimos naquele tempo, aceita-se o filme feito hoje. E que nos deixa com vontade de comprar pelo menos uma miniatura de um dos robôs. Malditos engravatados...

Nota: 6,5 (Seria nota 10 se o filme acabasse na primeira hora de projeção)

domingo, 22 de julho de 2007

Diretor de museu britânico defende menos filhos contra aquecimento

O novo diretor de um dos principais museus britânicos, o Museu da Ciência, defende uma nova arma no combate ao aquecimento global: o controle de natalidade. Em reportagem publicada neste domingo pelo jornal The Observer, Chris Rapley argumenta que uma população menor no futuro significará "menos dióxido de carbono jogado na atmosfera, porque haverá menos pessoas para usar carros e eletricidade". Rapley, que assume oficialmente o cargo no dia 1º de setembro, alega que "para atingir esse objetivo você só precisa gastar uma fração do dinheiro que seria necessário para desenvolver soluções tecnológicas, novas usinas nucleares ou produzir combustíveis renováveis". "Porém, todos decidiram ignorar o assunto silenciosamente", afirma Rapley, que antes de ser escolhido diretor do museu era o chefe da missão britânica na Antártida. Para ele, é importante uma ação para evitar que a população mundial se aproxime dos 10 bilhões. Segundo dados recentes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a população mundial deve crescer dos atuais 6,6 bilhões para cerca de 9 bilhões em 2050. Agumento semelhante ao de Rapley já havia sido defendido recentemente pela organização não-governamental britânica Optimum Population Trust (OPT), dedicada a defender o controle de natalidade. Em maio, a ONG lançou um relatório afirmando que, mesmo com uma redução de 60% nos níveis de emissões de CO2 até 2050 em relação aos níveis de 1990, seguindo a recomendação do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), isso seria praticamente anulado pelo crescimento populacional no período.

Fonte: BBC Brasil.com

Quem lia meu antigo blog sabe que sou amplamente a favor do controle de natalidade, principalmente nos países de baixo IDH. É loucura deixar a população atingir 9 bilhões de pessoas até 2050. Medidas fáceis e eficazes existem. E o melhor: gastanto menos assim do que remediando a situação que o aumento populacional acarreta.
Faça a sua parte: tenha no máximo dois filhos. Se já tem mais de dois, ensine-os a serem cidadãos responsáveis e consumidores racionais. O Planeta agradece.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Bahia de luto. E o Inferno com medo


Grande André Dahmer. Essa ilustração não é inédita, mas cai como uma luva. Agora só falta se juntarem ao Toninho Malvadeza os senhores Sarney, Barbalho, Roriz, Lula, Quércia, Collor... Putz, a lista é imensa. Mas a cada um desses patifes que se vai, menos pior fica essa terra.
Só pra constar: engraçado como viram santos depois que morrem, né?

terça-feira, 17 de julho de 2007

Sinais de vida

Bem amigos, desculpem por não estar fazendo a lição de casa direitinho ultimamente. Tenho andado um tanto quanto ocupado, mas não abandonei o Buraco. Em alguns dias a situação volta ao normal. Ao menos é o que espero.

O chato de ter ficado fora esse tempo foi ter perdido a "fenomenal" escolha do Cristo Redentor como uma das Maravilhas do Mundo. Bairrismo puro, uma vez que havia escolhas melhores na lista. A única coisa bonita no Corcovado é a vista que se tem do Rio lá de cima. Aquela estátua do Cristo em si não tem nada de maravilhoso. Incrível como brasileiro se organiza quando o assunto é fútil. Se fosse um povo sério, teria usado a internet pra entulhar os servidores do Congresso Nacional com mensagens de repúdio a tudo que acontece por lá. Mas não, melhor clicar no botãozinho que elege o Cristo como maravilha...

Outra coisa bacana que aconteceu foi a recepção ao LLulla durante a abertura do Pan. Tem gente que diz que criticar o LLulla é como chutar cachorro morto. Se esse cachorro estivesse mesmo morto, todos poderíamos estar em melhor situação. Herdar um país em vias de entrar nos trilhos (a crise gerada antes das eleições de 2002 foi em função do medo e incerteza do que seria feito em um governo do PT) e só manter o que a cartilha econômica prega é fácil, bem como é fácil manter o povão nas rédeas quando se oferece assistencialismo de quinta. Fácil também é sentar atrás de um Macintosh e chamar de classe média quem critica o "cachorro morto". Ser rico, diferentemente de ficar rico, hoje no Brasil é fácil. Ser pobre, se tornou cômodo. E nós, da Classe Média, é que levamos o país nas costas, debaixo de uma carga tributária surreal.

Sobre as fotos da Bandeirinha que estão rolando pelos e-mails, nota-se que ela é boa, mas todo o alarde feito foi um belo golpe de marketing. Não acredito que ela teria vendas relevantes se fosse de outra maneira. Mas o que esperar de uma revista que colocou em sua capa uma mulher tão feia, mas tão feia quanto a da edição de janeiro? Repare no artifício de esconder a feiúra da moça debaixo de seus cabelos...

Outra coisa que aconteceu recentemente e já dá pinta de ter sido roubada foi o lançamento do iPhone. O aparelho é bonito, cool e cheio de marra, mas faltam nele muitos útilitários que provavelmente estão presentes no seu celular. E como a tecnologia avança a braçadas largas, mal o iPhone saiu já tem neguinho prometendo um concorrente que vai além do que o telefone da Maçã oferece.

A nota triste fica por conta de uma tragédia anunciada: o acidente com o vôo JJ3054, da TAM.
Um ministro da Defesa incompetente, mantido no seu cargo até agora não se sabe o porquê. Um presidente da Infraero incompetente, mantido no seu cargo até agora não se sabe o porquê. Um Presidente da República com o rabo preso (tem outra explicação pra manter esses senhores em seus cargos?) e poucos têm coragem de perguntar o porquê. Um governo assistencialista que entrará para a História como um um dos mais corruptos e incapazes de governar para todos desde o retorno da Democracia.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Matemática para entender o Governo Lula

Ainda atordoado com os impropérios político-governamentais lançados quase que diariamente sobre nossas cabeças (ao menos daqueles que acompanham os noticiários), cheguei à uma conclusão: nunca, na istória deçe paíz, houve tanta corrupção, tanto aparelhamento partidário do Estado, tanta cara-de-pau quanto no Governo Lula.

Aliás, relembrando capa da revista Veja de 2005, quando estourou o escândalo do Mensalão e Lula foi comparado a Collor, fiz uma equação que pode explicar nossa situação atual:

1o. mandato de Lula + corrupção = Lulla (segundo a Veja)
2o. mandato de Lula + (corrupção2 + cargos comissionados nas mãos do PT) = (segundo este que voz escreve)

O que mais desespera é que ainda estamos no início do segundo semestre do PRIMEIRO ANO desse segundo mandato e essa equação, tenho certeza, receberá novos dados. Que Deus nos ajude.
Outra coisa importante a ser dita sobre o aparelhamento: nos cargos comissionados, a maioria dos funcionários está filiado ao PT. Como uma parcela do salário desses funcionários vai para o partido, pode-se dizer, de maneira superficial, que o Governo está financiando o PT. Isso serve pra reforçar aquele texto que todo mundo já deve ter recebido, que lido num sentido dá a entender que os governos de esquerda procuram o bem do povo, mas lido ao contrário, mostra a real face desse tipinho de gente.
Mas a piada da semana é o ultimato dado pelo "projeto de ditador" que preside a Venezuela. Aquele senhor, que não por acaso é da mesma linha de um certo Partido dos Trabalhadores, quer interferir na nossa soberania. Pior do que isso só aturar o garoto de recados do Chaves, Evo Morales, criticando os biocombustíveis. De repente, não é só o Brasil que é um circo. A América Latina também.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Brasil: o maior circo do mundo

E a tenda do circo já vem armada não é de hoje. Quando você nasceu o picadeiro já estava montado. E ainda assim, as atrações nunca se esgotam ou tornam maçantes o espetáculo. Diga-se de passagem, ultimamente nós, povo brasileiro, estamos dando um show para o mundo. Somos os maiores palhaços da face da Terra.

Vem ministro dizer pra relaxar e gozar nos aeroportos, seguido por outro ministro, ressaltando que o excesso de problemas encontrados no sistema aéreo brasileiro só pode ser em função da pujante economia, que abriu oportunidade para muita gente viajar de avião. E os palhaços na população aceitam numa boa, afinal foram declarações infelizes. É só pedir desculpas e tudo bem, podem gozar da nossa cara e continuar no cargo que ocupam.

Tem presidente do Senado dizendo-se vítima de um “esquadrão da morte moral”, mas ainda assim ele afirma que permanece no cargo de presidente, pois não é de fugir de briga. Além do mais, se diz tranquilo, porque “a verdade prevalecerá”. Não bastasse a cara de pau desse senhor, ele se solidariza com outro senador, que foi flagrado negociando a módica quantia de R$ 2,2 milhões. Ladrão que apóia ladrão é o que?

Aliás, os senadores estão de parabéns pelo corporativismo demonstrado. Só quem tem o rabo muito preso pra querer absolver um colega que está com tanta lama impregnando em suas ações. Só se salva um ou outro naquele pardieiro que demonstrou ser o Senado. Estão buscando se nivelar com a Câmara, talvez? E o povo, palhaço que só ele, não se preocupa em cobrar satisfações.

E o que falar do pai de um dos agressores da empregada doméstico, no Rio de Janeiro, que condenou a prisão do seu filho, pois é injusto colocar um rapaz de caráter, que estuda e trabalha, no mesmo ambiente onde se encontram verdadeiros marginais. Até onde eu sei, a lei é para todos e quem se colocou no patamar de bandido foram os agressores, que deveriam ter pensado nas consequências de seus atos ANTES de cometer a covardia. Ao conceder a infeliz entrevista, onde ele tenta defender seu filho, esse pai foi mais um a colocar na cara de cada um de nós um lindo e lustroso nariz de palhaço.

E pensar que algumas semanas atrás eu acreditava que esse país tinha jeito.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A Arca foi pro saco

O site A Arca finou-se. Pra mim não fará tanta falta, pois seus colaboradores eram extremamente tendenciosos (bom, o pessoal do Omelete também é), pagavam pau exageradamente para os filmes da Marvel (os MdM também, mas fazem isso por pura safadeza), e o visual do site era um dos mais feios entre os ditos “especializados” em cultura nerd.

O problema desse tipo de site, na minha opinião, parece ser a dificuldade em filtrar as toneladas de informações que caem na rede todo dia, publicá-las de maneira interessante e bem humorada, abrir espaço para os comentários dos leitores e aprimorar o site fazendo uso das críticas e sugestões que podem surgir – convenhamos que essa última parte é praticamente impossível, pois não tem raça mais descontente e sem unidade que os nerds. Agradar aos fãs de quadrinhos, polarizados entre a Marvel e a DC; aos otakus dos mangás e a todos aqueles que consomem qualquer coisa relativa aos universos criados pela fantasia e imaginação dos autores é tarefa inglória.

A nota triste pelo “falecimento” do supracitado site fica pelo fato de ser o segundo com temática nerd a perecer no espaço de um ano, pois o Sobrecarga sucumbiu em janeiro desse ano. A continuar assim, a cada semestre vai pra vala uma página dessas.

Será?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

A Invasão dos Filmes Dublados

Pode ser apenas impressão, mas ultimamente a quantidade de cópias dubladas nas salas de cinema está maior do que nunca. Ou melhor, parafraseando nosso egocêntrico e ingênuo Presidente, nunca na história desse país foram lançados tantos filmes com cópias dubladas nos cinemas.

Isso demonstra, ao menos para meu chutômetro social, que a renda da população aumentou o suficiente para abrir a possibilidade de maiores gastos com lazer. Como assim? Ora, há hoje mais pessoas das classes média-baixa e baixa frequentando as salas de exibição. Uma vez que o nível educacional de boa parte dessas pessoas é fraco, elas tendem a procurar seus filmes favoritos dublados, pois as mesmas possuem dificuldade em acompanhar as legendas. Sem falar que boa parte das legendas se tornam ilegíveis, em função da cor infeliz utilizada nas mesmas (o que me lembra: qual a razão das legendas dos cinemas serem brancas e nas cópias em DVD e VHS serem amarelas?).

Isso seria uma boa notícia para os dubladores, não fosse a mania infeliz de convidar “celebridades” para dublar alguns filmes, como no caso da turma do Pânico que dublou o último lançamento de Asterix e Obelix nos cinemas. Também poderia ser uma boa notícia se houvesse o devido respeito para com os dubladores, mas nem sempre os estúdios pagam os valores que deveriam para esses profissionais.

Um caso emblemático e que deixou muito fã decepcionado aconteceu com Waldyr Sant'Anna, responsável pela voz de Homer Simpson. Por motivos trabalhistas, Waldyr está processando a Fox pelo não-pagamento e uso não autorizado de sua voz nos DVD's dos Simpsons e está fora da série e do longa-metragem. Esse é o tipo de notícia que decepciona, pois Os Simpsons na versão nacional é tão bom quanto a versão original, se não melhor.

Eu alimento o sonho de um dia, ainda que seja mesmo apenas por um dia, poder participar da dublagem de desenho animado. Mas sabendo de todo o desrespeito com que os estúdios tratam seus dubladores, fica difícil fazer por onde esse sonho acontecer. E o problema de dublagem é apenas um dentre os muitos que envolvem direitos devidos aos artistas.

Por mais que telespectadores e fãs reclamem, dificilmente os estúdios se incomodarão em respeitar o público e os bravos dubladores brasileiros, que, sabe-se há um bom tempo, estão entre os melhores do mundo.

Só espero que a proporção de filmes dublados, mesmo aqueles que possuem dublagens excelentes (nem todos se encaixam nessa categoria) não supere muito a de filmes com áudio original. Por maior que seja minha vontade de ter minha voz emprestada para personagens, não sou o tipo de cara que vai ao cinema assistir filme dublado. Já desenho animado é outra história...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Vou, Macho e Volto!

Chegou a hora de mostrarmos com quantos paus se faz uma canoa. Para isso, varões de todo Brasil, temos que manter nossos músculos rijos e lutar pelo direito de termos costeletas e cabelos no peito.
A moda vive um eterno vai-vém. As tendências caem com a mesma velocidade que sobem. O que era moda nos anos 50, volta nos 80, o que era nos 40, também foi nos 60... Uma panacéia geral.
Porém, tudo tem suas vantagens. O estilo macho, por exemplo, há algum tempo tão “demodê”, ressurge agora como novidade. Não para as mulheres, mas para os homens. Afinal, também temos o direito.
No entanto, a coisa não é tão simples: depois de anos desbundando, o homem terá que se adaptar aos novos tempos. Foram décadas de lutas femininas, o comportamento sexual do planeta é outro e a dona Aids chegou não sei de onde, feito uma camisa-de-força, ou camisa-de-vênus?
Mas eu, machão irrecuperável, tenho algumas dicas para ajudar homens embananados a falar grosso.

1.Muito bem... pra começar, jogue fora seu batom, tire o brinquinho e, antes de tudo, esqueça esse “babydolzinho” que você está usando.

2.Deixe a barba por fazer, crescer as costeletas e ressalte os músculos. Vá até a padaria mais próxima e mexa com a primeira mulher que entrar. Menos com a minha, é claro!

3.Se você não tem cabelos no peito, arranje-os imediatamente. Pode ser peruca, implante, uma vassoura colada... qualquer coisa. Desde que seja pêlo e fique à vista.

4.Pra se tornar um macho de verdade, é bom contar com os serviços de dois profissionais. Primeiro, uma amante; segundo, um detetive particular, para descobrir se sua mulher anda fazendo o mesmo.

5.Realmente, depois de tantas conquistas da mulher, o homem ficou numa situação terrivelmente desconfortável. Tipo barata zonza. Não sabe se vai pra lá ou se vem pra cá. Totalmente desnorteado. A solução é simples. Basta arranjar uma bússola. Sim, uma bússola! Ou pensa que só mulher pode ter bússola?

6.Você já bateu em mulher? Não? Então é hora de experimentar essa prática machista, há algum tempo combatida. Pois bem, pegue sua mulher ou qualquer outra, tanto faz, e desça o braço umas duas ou três vezes por dia. Porém, muito cuidado! Durante esse tempo em que o homem esteve recolhido, a mulher fez musculação, ginástica, caratê... algumas têm até cabelo no peito. Todo cuidado é pouco.

7.Não permita que mulher alguma faça amor com você. É você quem tem que fazer com ela.

8.Se você é um sujeito educado, não coça abaixo da “linha do Equador” em público, não cospe no chão e nunca beliscou mulheres em ônibus, está marcando, pois isso é macho pacas. O perigo é confundir tudo: beliscar abaixo da linha do Equador, coçar o chão e cuspir em mulheres no ônibus.

9.Todo macho tem que ser um eterno caçador. Ao entrar num bar, jogue a isca para a primeira mulher. De cara, lance olhares fulminates, depois pisque insistentemente, ofereça uma bebida... se nada der resultado, dê um soco no estômago dela, uma chinelada, jogue-a nas costas e leve pra cama.

10.Nunca fique por baixo de uma mulher. O lance é estar sempre por cima. Agora, para os baixinhos, recomendo um banquinho ou um tiro na cabeça.

11.Macho que é macho não chora. Portanto, nada de assistir filmes melados e nem show do Gonzaguinha, ou uma lágrima pode rolar e sua moral junto. O negócio é “Rambo”, meu irmão! O 1, o 2, o 3 e o 4, se pintar. De quebra, um showzinho do Agepê vai bem. Mó sambão!

12.Caso você queira ser um machão moderno, um “new machão”, não tem crise. Faça tudo igualzinho, só que com topetão, camisa psicodélica, óculos “tchans” e muito Bruce Springsteen rolando, falô?!

(Texto publicado originalmente em fevereiro de 1986, republicado em The Best of Chiclete com Banana no.2)

Lei perdida de Fang
A humanidade pode ser melhor entendida se dividirmos as pessoas em três classes:
a- aquelas que pensam;
b- aquelas que não pensam;
c- aquelas que fariam melhor se não pensassem.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Viagem ao fundo do pote de Hellmann`s

Atualmente quem é nerd não tem muito do que reclamar. Filmes baseados em quadrinhos são anunciados a cada mês que passa, as editoras estão colocando nas bancas o que há de melhor e, no caso da Pixel, com muito respeito ao leitor e séries de TV usam a mitologia dos super-heróis para conseguir ampliar sua audiência e garantir mais grana no bolso dos executivos.

Heroes é uma das séries que melhor define essa inspiração nos seres superpoderosos e só não bebe da fonte dos criadores dos universos Marvel e DC porque descaradamente chupou destas editoras os conceitos com os quais trabalha. Mas e daí? É tão divertida ou mais do que Lost, que para ser compreendida precisa ser pesquisada na internet, de maneira tal que chega a irritar um pouco. Felizmente parece que o pessoal dos “perdidos” encontrou o rumo novamente e a série volta a ser divertida.

A razão para eu citar Heroes aqui é simples e todo mundo já deve ter feito essa pergunta, ainda que apenas para si, uma vez na vida: e se fosse possível? E sendo possível, qual seria o poder que você gostaria de possuir?

O mais difícil nesse exercício de viagem na Hellmann's é saber exatamente o que aconteceria no mundo com uma população de super seres zanzando por aí. Várias foram as HQ's que mostraram isso, algumas com bons argumentos, até. Por ser essa parte da brincadeira a mais difícil e chata, eu passo. Vamos para a diversão, ora pois!

Se fosse possível a existência de pessoas com poderes (tomando Heroes como base) e havendo a possibilidade da escolha dos meus poderes (supondo que o máximo de poderes que alguém pode ter são dois, por quaisquer razões que você imagine) eu escolheria: do Hiro e da Claire. Os outros até que são interessantes, mas esses dois são os que me interessam no momento.

O do Hiro é fácil entender, n'est pas? Manipular o espaço-tempo é algo muito útil, ainda que bastante confuso. Se bem que eu não usaria esse poder apenas de maneira honrada e focada no bem geral. De vez em quando eu iria me sentir tentado a usá-lo em benefício próprio. Hey! Eu sou humano, pô! E pra piorar, humano brasileiro... Mas deixemos as questões éticas de lado.

Podendo ir para o futuro e passado, eu colocaria ordem naquelas coisas que me parecem fora de lugar. Itália - Campeã do Mundo em 82? Wroooooooong! Brasil - Tetracampeão do Mundo em 82! Não quero saber daquele negócio de “campeões morais” na copa de 78. Eu tinha apenas 2 anos e meio e nem sabia o que era futebol. Já na de 82... Eu chorei muito quando fomos eliminados. Logo, isso deve ser remediado.

No Natal de 87 eu não ganhei o presente que queria: o caça dos Comandos Em Ação. Segundo meus pais, por causa do meu baixo desempenho escolar. Sem essa! Eles estavam ferrados de grana e não puderam comprar. Logo, eu daria um jeito de cair na conta do meu pai o valor suficiente pra ter o objeto do desejo daquele ano. E teria sido mais feliz com mais um item da minha vasta coleção dos Comandos, que perdura até hoje e que ninguém vai colocar o dedinho. Mas se eu fosse esperto mesmo, dava um jeito de descolar um prêmio de loteria bem gordinho pra minha família nessa época. Aí sim, todos os problemas financeiros iriam por água abaixo e eu teria a coleção COMPLETA dos Comando em Ação... Bwuah-ah-ah-ah-ah! Quem lia as revistas da Liga na década de 90 sabe bem o que é esse “Bwuah-ah-ah-ah-ah”! Quem não lia, fique à vontade para perguntar.

E eu não deixaria que meu “eu” de 1988 reprovasse a sétima série. Não iria trapacear, mas obrigar o pequeno Rodrigo a estudar desde o começo do ano, pra não precisar passar pelo processo exaustivo da recuperação. É, nessas horas eu percebo como sou velho. Aqui caberia o infame “no meu tempo”...

Mudando agora para pontos de interesse geral da nação, eu não deixaria que o Tancredo morresse. Lá por 84 eu daria um jeito do tio realizar exames de rotina, esperando que fosse detectado antecipadamente o problema que causou sua morte e impedindo o mesmo de acontecer. Eu não ia muito com a cara dele na época, mas era coisa de criança. Eu achava que ele não tinha “cara de presidente”, mas também chorei quando ele morreu, porque senti que ali o Brasil estava ficando atrasado na história por mais alguns anos. Pelas minhas contas, nosso atraso foi de mais ou menos 20 anos. Ficando o Tancredo, não teríamos que aturar o Zé Sarney com aquela voz irritante dizendo “brasileiras e brasileiros”. Aliás, minha professora de EMC e posteriormente de OSPB(?!) era fã dele só porque ele colocava as brasileiras antes dos brasileiros. Outro que eu não deixaria morrer é o Dilson Funaro. Acho que, apesar de ter seu plano econômico boicotado pela cabecinha pequena do setor empresarial da época, ele tinha muita capacidade para comandar o Ministério da Fazenda.

Talvez com a manutenção do Tancredo na Presidência da República o desastre chamado Collor não aconteceria em 1990. Talvez as instituições políticas hoje seriam bem menos corruptas. Mas eu acho difícil que a história recente do país tivesse sido pior do que foi.

No âmbito mundial, eu pensaria se evitava a ascensão de Hitler, Mussolini e Stálin ao poder, evitando assim a II Guerra Mundial e, conseqüentemente, a Guerra Fria. Mas, ao impedir o acontecimento da II Guerra Mundial, eu sei que estaria decretando uma certa morosidade nos avanços tecnológicos. É algo que li numa reportagem numa Superinteressante, anos atrás. Eles convidam um especialista de determinada área e jogam uma pergunta do tipo “E se...” pro cara. No caso da II Guerra eles perguntaram o que aconteceria se o Eixo tivesse sido vitorioso. Segundo o especialista, viveríamos ainda como na década de 50, com pouquíssima liberdade de expressão, a internet dificilmente teria sido criada e muitas minorias étincas teriam sido dizimadas. O mundo nem de longe seria como o conhecemos hoje.

Não sou especialista em II Guerra, mas suponho que se ela não tivesse acontecido avanços como microondas, radar, sonar, refinamentos na química e na comunicação iriam demorar mais tempo para serem obtidos. Mas o lado bom é que não haveria genocídio de judeus, não haveria Estado de Israel (nada contra, mas os palestinos merecem um país pra eles também, o que poderia diminuir os conflitos na região), não haveria Muro de Berlim, não haveria as tragédias de Hiroshima ou Nagasaki. Acho que o atraso tecnológico é suportável quando pensamos na supressão dessas feridas.

Mas supondo que não seria uma boa idéia tirar a II Guerra da história, o que podria ser feito em benefício do Brasil, nesse caso? Bom, evitar que o Vargas declarasse guerra ao Eixo seria uma boa. O Brasil seria massacrado pelos EUA, poderíamos acabar entre os beneficiários de algum plano semelhante ao Plano Marshall, nosso crescimento econômico seria igual ao dos países ricos e muita coisa na nossa história seria diferente. O comunismo não iria criar a paranóia que criou na década de 60, não haveria o golpe de 64, não teríamos vivido a ditadura e hoje você poderia comprar um Ipod ou um PlayStation 3 pelo preço justo.

A contrapartida desses benefícios todos seria que nossos ecossistemas (Mata Atlântica, Cerrado e Floresta Amazônica em maior escala) teriam ido para o vinagre em uma velocidade muito maior do que estão indo hoje, o efeito estufa seria antecipado em décadas e talvez a humanidade estivesse bem pior do que já está.

Incrível como mexer na História pode criar tantos novos rumos, não?

Esses parágrafos sobre possuir o poder de Hiro justificam (ou não) a razão para tê-los, mas qual a razão para possuir os poderes de Claire? Simples, pequeno gafanhoto. De que adianta poder ir para o futuro ou para o passado se eu continuaria envelhecendo na mesma velocidade que você e outros humanos normais? Suponho que o envelhecimento de uma pessoa que pode se regenerar deve ser bem mais lento do que as demais pessoas (Wovôlverine que o diga). Assim sendo, eu poderia mexer na História e ainda por cima teria tempo de vida suficiente para aproveitar os acertos e desfazer os erros.

É, amigo. Não dá pra dizer que eu viajo mal na maionese...

Hiro: "翼をかえるだけでタイ-ファイターのパーツが使えるので、つい作ってしまったタイ-インターセプター。"
Ando: "ペーパークラフト作品第1号です。イメージを崩さずに、いかにかっこ良くかつ容易に組み立てれるかに挑んだ作品です。悩んだあげく、難易度の高い球形を多角形にし、羽と本体をつなぐパーツもタイファイターのシルエットが破綻しないぎりぎりまでシンプル化しました。 "
Rodrigo: Não entendi lhufas o que esses japas estão falando...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Consumidor sincero

Não lembro de ter comentado nem aqui nem na Era sobre a minha preferência por esta ou aquela marca de veículos. Eu tenho uma leve tendência a preferir carros da GM e da FIAT (justiça seja feita, os caras evoluíram uma barbaridade). Mas uma marca que eu não tenho a intenção de adquirir é Volskwagen.

Motivos pra isso? Bom, tivemos alguns carros da marca aqui em casa e nenhum deles era digno de ser chamado de "um bom veículo". Por mais que se diga que sua mecânica é uma das melhores, nem isso é válido mais. Em recente pesquisa nas oficinas mecânicas de várias cidades do país, a Volks ficou muito aquém do esperado, sendo desbancada pela Honda, GM e FIAT, se não me engano.

Só resolvi escrever sobre isso em virtude de uma foto que recebi. Não é o primeiro dono de Fox que eu vejo insatisfeito. Uma amiga, advogada, comprou um desses, zero km também, e só teve aborrecimentos. De nada vai adiantar eu ficar contando aqui a história dela, pois a foto abaixo é mais reveladora que mil palavras, ainda que o dono do veículo fotografado as tenha usado de maneira muito apropriada.






Eu ainda acho que o cara pegou leve... VW nem de graça.