segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
100º Post
Não é à toa que existe um abismo entre a Polícia Federal e as Polícias Civis.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Pensar ou não pensar, eis a questão
Se tem uma coisa que eu sempre quis com um blog foi causar discussão sobre os temas escolhidos como base para textos. Sinto que há um enorme espaço a ser preenchido nas cabeças de muita gente que simplesmente aceita o comportamento de manada e não se preocupa em analisar o mundo à sua volta. Essa sensação em grande parte existe porque eu mesmo, muitas vezes, agi de acordo com esse tipo de comportamento e ainda me pego aceitando algumas coisas rápido demais.
Admito ser uma pessoa que algumas vezes necessita de alguém cujo comportamento questionador esteja presente, para me alertar dos perigos que determinados textos, livros, reportagens etc. implicam se forem aceitas apenas em sua primeira versão. Fazendo isso está sendo dado o primeiro passo para o radicalismo idiota (como todo radicalismo, afinal). Somente depois de analisar os lados mais diversos de uma questão podemos tomar partido e defender um ponto de vista, ainda que essa defesa possa causar indignação naqueles contrários à opinião expressa.
Mas não é isso que põe o ser humano no caminho da evolução? Não foi o fato de existir mais de uma forma de analisar o que acontece à nossa volta que levou à criação e/ou queda de sistemas de governo, teorias científicas e obras de arte que nos mostraram quanto somos capazes de criar?
Muitas vezes essa defesa de um ponto de vista também nos levou para a beira do abismo, com assassinatos, guerras e horrores cometidos em nome de uma causa nem sempre nobre, mas se essas coisas ruins aconteceram foram para alertar aqueles que possuem uma visão mais otimista sobre o mundo que é necessário estar sempre alerta, sempre questionando onde tais idéias podem nos levar.
Engraçado como um texto cômico pode também nos levar a pensamentos mais profundos. Afinal o humor também é importante quando nos leva a analisar o quanto somos patéticos frente a algumas situações sérias e o quanto de ironia e comédia pode também existir em tragédias. Ou seja, tão importante quanto os textos sérios, há de se saber onde um texto bem humorado pode ou quer nos levar.
O simples fato de ler sem buscar o que realmente há por trás daquilo que foi escrito é uma escolha daquele que tem preguiça de pensar, o que é uma pena, mas no mundo de hoje, com cada vez mais informações chegando em nosso dia-a-dia, quanto mais mastigadinho o conhecimento vier, aparentemente é melhor. Alienar-se virou uma boa opção para boa parte da população e o que vemos com esse comportamento está estampado nos noticiários: a ignorância vem vencendo a civilização.
Nesses momentos heróis e grandes personagens da História são criados. Estamos em plena era de transformações que ditarão muito do que viveremos nas próximas décadas. Sorte(?) daqueles que viverem o suficiente para saber aonde esses acontecimentos todos nos levarão.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Iniciando a caminhada
Se pra muita gente 2009 pode vir a ser um ano pesado, 2008 vai deixar saudade em vários aspectos. Foi um excelente ano em termos de cinema nerd, houve muita coisa bacana rolando nas séries de TV (House continua sendo o que há de melhor). Nos quadrinhos não me meto a falar, pois estou afastado dessa mídia há mais tempo do que gostaria.
Mas não fiquei alheio. Sei muito bem da quizumba que o Morrison anda aprontando na vida do Batman e espero ser surpreendido positivamente depois que toda essa zona acabar. Mas segundo fontes fidedignas, essas mega-sagas da DC estão cada vez mais exigindo um conhecimento enciclopédico sobre o UDC. E isso não aumenta a quantidade de fãs, pois hoje em dia a molecada mal tem paciência pra escrever direito, o que dizer de pesquisar em revistas de 20 anos atrás detalhes para compreender sagas que se passam hoje. A impressão que fica é de que a DC vai acabar sendo tragada pela sua própria mitologia.
Se nos quadrinhos os tiros no pé são corriqueiros na casa do Superman, ao menos no cinema eles mostraram uma das melhores direções a ser seguida. Levar um personagem de HQ à sério, respeitando sua história e aproveitando aquilo que há de melhor em sua mitologia fez de Cavaleiro das Trevas uma unanimidade em se tratando de filmes baseados em quadrinhos. Não vou chover no molhado falando sobre as qualidades e os poucos defeitos do filme. O que esse filme fez foi aumentar ainda mais a pressão sobre Watchmen. Por mais competente que o Snyder tenha se mostrado em 300 e por mais água na boca que os trailers de Watchmen traga, ainda há de se ficar com o pé atrás. Trailers competentes ajudaram a esconder verdadeiras bombas no passado.
Em terras nacionais, a imprensa musical parece que resolveu elevar a uma condição que ainda não consegui identificar corretamente uma guria de 16 anos, que não me parece ter nadinha na cabeça. Ao menos é essa a impressão (nadinha na cabeça) que se tem quando a gente vê entrevistas com a fedelha. Isso que dá namorar membro dos Loser Manos (ou coisa que o valha): fama desmerecida. Mas poderia ser pior. Ela poderia ser famosa apenas por ser herdeira multimilionária de alguma família ou resolver zanzar pelas ruas mostrando a perereca depois de baladas regadas a drogas e bebidas... Ou então ter seu primeiro CD elogiado por ser cria de alguma grande diva falecida da MPB, como aconteceu anos atrás, e não passar de uma chata. Mas as possibilidades disso são grandes: lembre-se que ela namora um membro da banda mais (sem pé nem) cabeça do rock nacional da década. Felizmente eles só vão se encontrar pra tocar nos shows, sem previsão de voltar com a banda. Benza Deus que assim seja.
Pra que você tenha uma leve noção do que estou falando (sobre a menina, não sobre a banda) tem um vídeo rolando no YouTube da participação dela no Altas Horas. Constrangedor. Procure e confira, pois dessa vez não estou a fim de bancar guia turístico cibernético de ninguém. Aliás, nem tive paciência de visitar a página da moça no MySpace. Mas isso é culpa da falta do que falar que ela expressa nas poucas (duas na verdade) entrevistas que tentei assistir. Pode até ser que nas suas composições exista algo merecedor de atenção. Se você me convencer sobre essa possibilidade, talvez eu dê uma chance à pirralha.
Mas quem sou eu pra julgar, se muitas vezes minha verborragia blogueira passou longe de algo aproveitável, não é verdade?
No âmbito “política internacional” temos uma guerra entre povos que se julgam preferidos por Deus, mas que pelas suas atuais ações não passam de escória, pois terra nenhuma vale tamanho derramamento de sangue. Até porque se realmente houvesse essa história de Terra Prometida, Deus teria feito o mundo bem menor. E não teria mandado a famosa frase “Crescei e multiplicai-vos”. Mas eles que são terroristas que se entendam (sim, Israel é tão terrorista quanto o Hamas em diversos aspectos).
E eu estou ansioso pra ver o que o primeiro presidente negro dos EUA vai fazer em seu primeiro ano de mandato. Além de pegar um pepino grosso, juntamente com um abacaxi daqueles pra descascar, há ainda a pressão de ter que ser aquilo que todo norte-americano espera de seu presidente. Ou seja, o cara sifu (usando as palavras do nosso amantíssimo comandante-em-chefe). Mas de repente o Sr. “Yes, We Can” mostra serviço, coloca a locomotiva mundial nos trilhos (que sejam verdes!) e o mundo volta a ser um lugar onde as pessoas apresentem mais otimismo. Do contrário o último que sair nem precisará se preocupar em apagar a luz...
Ou então a humanidade acorda, percebe que viver preocupada com a economia norte-americana é furada e cria por si novos mecanismos para que haja o tão almejado desenvolvimento sustentável mundial. Eu aposto mais nessa opção, apesar de perceber que tem muito mais gente preferindo que os americanos salvem o dia novamente.
No mais, o meu negócio é estudar as reformas da “noça língoa portugueza”, manter a fé de que Deus é brasileiro, tomar a prancha pra surfar na “marolinha” da crise (Lula é gênio. Gênio!!!) e aguardar o Imax de Curitiba – porque o de São Paulo saiu antes.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Estômago

Como nunca se fecha uma cena em apenas um dia de filmagem, o ator precisa encontrar meios de permanecer com a essência do personagem sempre ativa até o próximo dia de trabalho. Isso implica em mergulhar profundamente no universo daquele ser que está sendo interpretado. Bom, se eu fosse ator (e acredito que os bons atores assim o façam) iria me tornar meu personagem até o último take do filme.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Novo Layout
Como não atualizo esse blog com a freqüência necessária para criar essa curiosidade, aceitei a sugestão de The Batman e mudei (aliás, ele criou) o novo banner.
Ainda pode ser que role uma postagem fazendo a retrospectiva de 2008, mas isso fica pra mais tarde.
Adieu!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Chegaram!!!

Sim! O melhor filme nacional dos últimos tempos, em sua versão original, porque pirataria é crime e eu não colaboro com essa prática. Mas o melhor vem a seguir...
Exato, pequeno gafanhoto!!! O melhor filme inspirado em quadrinhos de todos os tempos!!! Com uma camiseta e, apesar de não aparecer na imagem, uma caneca. E o DVD é duplo!!!
Não fiquem com inveja, afinal nem todo mundo tem a sorte de ser casado com uma mulher como a minha... Mas vocês podem continuar pedindo pra Santo Antônio uma parecida.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Mais uma no país dos absurdos
Leiam a reportagem da Globo.com e tirem suas próprias conclusões. Da minha parte, sinto vontade de encher isso aqui de palavras de baixo calão, mas manda o bom senso que eu seja comedido nesse sentido. Afinal, esse povo ligado ao Direito se julga acima do bem e do mal e sai processando quem estiver incomodando, com razão ou não.
Será que seria unanimidade se o sujeito fosse um pé-rapado qualquer? Será que comprariam a idéia de legítima defesa se fosse um operário da construção civil?
Vergonha de ser brasileiro.
domingo, 23 de novembro de 2008
Alterado sob protestos
domingo, 2 de novembro de 2008
Dicas e sugestões
Quando estive de molho em função da cirurgia, não podia fazer nada. Ou quase. Para diminuir o tédio, aproveitei para terminar a série Crônicas de Artur, que eu havia começado meses atrás e que até indiquei o primeiro livro aqui. Um tempo depois li O Inimigo de Deus, segundo livro e este é ainda melhor que o primeiro. Uma das melhores coisas dessa série é a maneira como Lancelot é retratado. Diferentemente daquilo que estamos acostumados, Lancelot não passa de um covarde e comete atos macabros e terríveis no decorrer da série. O Inimigo de Deus pode ser considerado O Império Contra-ataca de Bernard Cornwell nessa trilogia. Começa já embalado e termina deixando o leitor com muita vontade de começar a ler Excalibur, terceiro volume da série, que encerra a narração de Derfel Cadarn, companheiro de Artur e que nos serve como testemunha dos feitos de Artur e aqueles que o cercavam. Nesse terceiro volume Artur tenta se recuperar da traição sofrida no segundo volume e manter a união da Britânia, seu maior objetivo. Como nos dois primeiros volumes, o estilo narrativo de Cornwell nos prende em todas as batalhas e faz com que seja possível imaginar de maneira quase palpável o que se passou naqueles instantes sangrentos. E não dá pra deixar de imaginar o que um diretor competente poderia fazer utilizando os livros como roteiro para o cinema. Aliás, Artur não recebe um filme decente e digno desde Excalibur, de 1981. Eu recomendo os três livros.
Após ter devorado Excalibur, novamente estava eu sem ter o que fazer. Eis que surge minha superesposa com dois novos jogos para PS2: Shadow Of The Colossus e Lego Indiana Jones. Shadow é meio chatinho, mas Indiana Jones é muito, mas muito divertido. Tomando algumas liberdades com relação aos filmes originais, somos levados pelos cenários de todos os três e contamos com algumas passagens adicionais. O jogo é engraçado, gostoso de jogar, com gráficos bem feitos e que vicia, principalmente quem é fã do arqueólogo destruidor de relíquias. Cada personagem tem uma função específica, o que torna a jogabilidade ainda mais atraente.
Dias atrás, já recuperado, fui presenteado com um item inusitado: a guitarra para jogar Guitar Hero no PS2. Eis aqui uma série de jogos que entra para o rol de grandes idéias. Além de ser facilmente renovada, o lançamento de novos jogos tende a aumentar sempre o número de jogadores. O game que estou jogando é o Guitar Hero III: Legends of Rock, onde boa parte das músicas é conhecida do público, o que aumenta ainda mais o prazer de jogar. Grandes bandas de rock já perceberam no jogo a possibilidade de aumentar sua divulgação e renovar o número de fãs. Particularmente não vejo a hora, se é que essa vai chegar, de lançarem Guitar Hero: Queen.
sábado, 1 de novembro de 2008
Feliza Dia das Bruxas!

domingo, 26 de outubro de 2008
Buenos Aires - Final
Mas deixemos de lado as desculpas e vamos finalmente finalizar meu paseio por Buenos Aires. E farei isso da maneira mais direta possível. Parei o post anterior na nossa segunda-feira em B.A. Na terça o programa era passear pelo Jardín Japonés, pelo Parque 3 de febrero, almoçar e dar uma passadinha no MALBA. Depois disso um pouco de compras e à noite conhecer um restaurante chamado Te Mataré Ramirez. Porém com os problemas que aconteceram durante a programação - Parque 3 de febrero fechado para reformas e o MALBA fechado (isso numa terça, diferente de qualquer museu que se preze, que fecha às segundas) - modificamos a agenda.
Fizemos mais um passeio pelos shoppings da cidade, compramos algumas quinquilharias, jantamos na pizzaria Piolla, muito boa, por sinal. Mas antes do jantar eu fiz questão de passar pela loja CAMELOT. Coisa de deixar muito nerd por aqui babando e sem saber por onde começar a comprar (isso se o bolso permitir). Tiramos algumas (pouquíssimas) fotos, que estão logo abaixo. A loja em si é minúscula, mas aluga outros espaços numa galeria para poder abrigar todo o acervo. Nesse caso, para quem aprecia essas coisas (quadrinhos, filmes e séries) dá pra tirar uma tarde inteira ali que vai certamente encontrar algo inusitado.
Como vocês puderam perceber, passamos longe dos típicos programas de índio de turistas que vão até Buenos Aires (show de tango, visita aos túmulos de Eva Perón e de Carlos Gardel) e tivemos sorte de não cruzar com as mães da Plaza de mayo, como eu comentei anteriormente. De qualquer forma, o balanço geral sobre Buenos Aires é o seguinte: a cidade já viveu tempos melhores. Nem mesmo os bairros mais ricos, com exceção de Puerto Madero, escaparam de uma decadência facilmente visível. As opções culturais são diversas, mas nada que precise de mais de 3 dias e 4 noites na cidade para aproveitar tudo. Apesar da fama, nenhum portenho veio cantando de galo pra cima da gente.
Além disso Buenos Aires tem a vantagem de não possuir um período de alta temporada, diferente de outros destinos escolhidos para passar uma lua-de-mel, como Gramado, que só um casal infeliz vai conhecer em pleno verão, por exemplo. De qualquer forma vá para lá despido de preconceitos alimentados pela mídia. Fazendo isso você se diverte e aproveita o que a cidade tem de melhor.
Nota para a viagem? 10, mas isso porque foi minha lua-de-mel e eu estava muitíssimo bem acompanhado; do contrário um 7,5 seria mais adequado.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
E ainda quer ser prefeita de São Paulo...

Lamentem moradores de São Paulo, lamentem!!! Acredito que o Kassab seja menos pior. Ao menos ele não saiu por aí pedindo pra população "relaxar e gozar".
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Pra relaxar
Pam parararã... Pam pam!
Serviço de utilidade pública
Caso você tenha sido aliviado do fardo de possuir um veículo por algum amigo do alheio e deseje reaver seu automóvel, fique menos preocupado. A Polícia Rodoviária Federal possui em seu site um link onde você pode registrar a ocorrência e facilitar a recuperação do veículo.
Acesse DRPF e obtenha maiores informações.
Aproveite para divulgar esse serviço oferecido.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Atraso na casa
Corre tudo bem comigo, obrigado por perguntar. E assim que possível, volta tudo ao normal por aqui (outra vez).
domingo, 21 de setembro de 2008
Buenos Aires - Parte 2
Até chegarmos ao Caminito, passamos por mais alguns monumentos “interessantes” sobre a história do país, vimos ao longe uma Igreja Ortodoxa Russa e passamos ao lado do famoso estádio do Boca Juniors, La Bombonera. Não chegamos a entrar no estádio, muito menos no museu existente lá.
Enfim chegamos ao tal do Caminito, região portuária às margens do Rio da Prata. Minha impressão: se o Pelourinho fosse argentino, seria daquele jeito. Na verdade não. Mas em função da quantidade de cores utilizadas nos barracos, eu não estranharia se um argentino chegasse falando mansamente “Que pasa, mi rey...”
A imagem que eu tinha desse local era diferente da que encontrei. Imaginava mais sujo e mal cuidado. Mas foi diferente. Tudo na mais perfeita ordem (ao menos o trajeto originalmente percorrido pelos turistas, pois do ônibus deu pra perceber diversos pontos que fugiam dessa regra). Por ter sido uma parada curta, a imagem que guardamos desse local foi muito positiva. O chato era aturar aquele bando de turista da terceira idade de outras excursões se engraçando para as dançarinas de tango que circulam pelo local. Deprimente.
Saindo do Caminito seguimos em direção ao novíssimo bairro Puerto Madero, ainda na região portuária, mas a diferença entre esse bairro e o Caminito, além do valor estratosférico do metro quadrado (US$3.000,00), é o fato de ser muito mais limpo e chique. O bairro é, de longe, aquilo que se esperava de toda a cidade de Buenos Aires: limpo, bonito e seguro. Pena que essas qualidades não se aplicam à cidade como um todo, exceto pela segurança, uma vez que em raros locais nos sentimos desprotegidos, ainda que o número de moradores de rua seja grande.
Porém, antes de chegarmos a Puerto Madero, passamos por algumas favelas, que em nada devem às favelas brasileiras, exceto o fato de que seus habitantes hablam español. Mas curiosamente essas favelas lá são as “bichas”. Hmmm... Casa Rosada, tango dançado por homens, bichas como favelas. Ta dando pra entender muito bem essa proximidade que o povo gaúcho quer ter com o povo argentino.
Mas voltemos ao passeio.
Depois de Puerto Madero seguimos em direção do shopping Paseo Alcorta, no bairro Palermo, onde finalizamos o city tour e almoçamos. Foi aí onde começamos a jornada de bate-perna por Buenos Aires. Fomos verificar se havia veracidade nos rumores que ouvimos sobre os preços caros dos produtos argentinos. Sim, eram caros. Aliás, na mesma faixa de preço que seus similares brasileiros, mas com um problema: se comprados, teriam que ser trocados antes de voltarmos ao Brasil. Dessa forma, não realizamos compras de itens que poderiam gerar esse problema.
Voltamos ao hotel no final do dia, com o objetivo de manter a agenda, que para a segunda-feira previa passeio mais detalhado em Puerto Madero e jantar no Siga La Vaca e em seguida uma passada no Casino Cirsa.
Sobre o Siga La Vaca só digo uma coisa: evite. Evite porque nós ouvimos duas opiniões divergentes sobre o local, mas uma foi dita por uma pessoa que efetivamente jantou no local e nos sugeriu deixar passar a oportunidade e outra por uma pessoa que não chegou a entrar no restaurante em função da fila que havia para comer lá, ou seja, não experimentou a droga da comida oferecida e ficou mais com a imagem positiva pela situação do que com a imagem realista do restaurante. A carne é sonsa, você deve temperá-la no seu prato e, por mais que o litro de bebida individual e a sobremesa esteja incluso no preço do jantar, prefiro mil vezes o churrasco de final de semana na casa do meu pai do que aquilo que eles chamam de “autentica parrilla argentina”.
Com relação ao cassino, outra decepção. Eu imaginava o ambiente muito mais divertido do que aquilo que presenciamos. O ar dentro do local era algo tão denso que dava pra cortar com faca. Não pela fumaça dos cigarros, mas pela energia negativa que emanava das pessoas. A vantagem é que no cassino você só paga se efetivamente gastar, não há preço de entrada. Chegamos a jogar um pouco, mas nada interessante ou próximo daquilo que esperávamos. Nos restava apenas voltar para o hotel e esperar que a terça-feira fosse mais divertida.
Continua...
domingo, 14 de setembro de 2008
Buenos Aires - Parte 1
A Re havia pesquisado algumas informações úteis para que a viagem corresse a contento e uma das coisas que foram frisadas nas comunidades do Orkut relativas a Buenos Aires era a necessidade de fazer proteção das bagagens antes do embarque, pois diversos foram os relatos de malas cujo conteúdo fora subtraído. Não sei dizer se isso acontece nos aeroportos daqui ou nos de lá. De qualquer forma essa precaução foi tomada.
Pousamos no Aeroporto Internacional de Ezeiza por volta das 15:30 do dia 7 de setembro. Fila da imigração, carimbos nos passaporte, troca de dólares por pesos no Banco de La Nación (conforme recomendado) e o primeiro imprevisto. A agência de turismo que era responsável pela nossa viagem retirou, por motivos que não descobrimos, nossos nomes da reserva no hotel onde ficaríamos. Felizmente resolveram o problema rapidamente e nos alocaram no Hotel Principado, melhor do que o que estava programado inicialmente. Se bem que a Re não gostou muito do quarto. Pra mim, como aquilo seria apenas pra dormir, estava de bom tamanho. O importante foi que esse hotel estava muito bem localizado e ficava relativamente perto de todos os locais que tínhamos programado conhecer.
Após o check-in e subida ao quarto, fomos ao shopping Buenos Aires Design de decoração (escolha da Re) e fizemos as primeiras compras. Nesse mesmo Shopping fica o Hard Rock Café Buenos Aires, mas nem um moletonzinho básico deu vontade de levar, pois os preços estavam extorsivos. Do shopping saímos em direção ao bar Locos por el Fútbol. Comida deliciosa, experimentei uma Quilmes (muito boa, por sinal) e retorno ao hotel. Para primeiro dia, as expectativas estavam a contento, exceto pelos preços de algumas coisas, que eu imaginava ser menor. A cotação aproximada do real em relação ao peso era de aproximadamente R$ 1,00 para AR$ 1,70. Ou AR$ 1,00 = R$ 0,57. Algo por aí...
Segunda-feira estava programado um tour pela cidade. Foi o único passeio que fizemos com guia turístico e valeu para balizar se a programação criada aqui em Curitiba poderia ser seguida ou se precisava ser revista. O passeio começou pelo centro novo de Buenos Aires, área de prédios novos, sede de companhias multinacionais e algo muito sem graça, pois isso se vê em qualquer lugar do mundo, em qualquer grande cidade.
Seguimos então para a sede do poder argentino: a Casa Rosada. Antes de chegarmos à Plaza de Mayo, passamos por diversas outras, incluindo uma que relembra aos argentinos a surra que eles levaram em 1982, quando resolveram cutucar a Inglaterra com vara curta por causa daquelas ilhas onde só moram pingüins... O bacana é que foi aí que meu preconceito para com os portenhos começou a diminuir, pois a guia não passou a imagem que muitos temos dos argentinos: a de um povo babaca, que se acha pra cacete. Na verdade não vi nenhum argentino com pose de pavão, pra ser bem sincero.
A Plaza de Mayo, por motivos de controle de manifestações (que ultimamente são quase diárias em Buenos Aires), tinha cercas de metal com quase dois metros de altura. Felizmente não cruzamos com as mães da praça de maio, pois as tias só aparecem nas quintas.
Tiramos as obrigatórias fotos em frente à Casa Rosada (que na verdade não é tão rosada assim) e fomos conhecer a primeira igreja da cidade, La Catedral Metropolitana, local que em nada lembra a idade que tem, pois sua arquitetura externa não se parece com uma catedral. Nessa igreja ficam os restos mortais de Don José de San Matin, libertador da Argentina (ou seja, o D. Pedro I deles).
Continua...
domingo, 24 de agosto de 2008
Sem assunto
Até lá, deixo vocês, meus 3 leitores fiéis, com o pessoal da lista ao lado, que provavelmente tem coisas interessantes enquanto estou de molho.
domingo, 3 de agosto de 2008
Cinco Filmes
Eis minha lista:
Filme de 1990, com elenco de jovens astros em início de carreira. Normalmente eu gosto de bons filmes de guerra, ainda mais se ambientados na Segunda Grande Guerra, no teatro de operações europeu. Baseado em um evento histórico real, que retrata a 25ª e última missão da tripulação do B-17 do título, o filme é mais emotivo do que documental. Porém isso não tira o prazer de assistí-lo. Não é nenhum Resgate do Soldado Ryan, mas fica difícil não torcer para o pessoal do Memphis sair ileso da última grande missão antes do retorno para casa. O filme garante a diversão para aqueles que gostam de ver os mais belos aviões de todos os tempos singrando os céus em grandes batalhas, afinal aqueles que não têm interesse em aviação esquecem dele com a mesma facilidade com que esquece o que comeu no café da manhã.
Eis a minha lista, cumpri com o solicitado pelo Marlo e posteriormente reforçado pelo Chang, porém não tenho uma lista de cinco blogueiros para colocar na roleta e assim solicitar as suas cinco produções que merecem menção. Dessa forma, jogo a batata para meu padrinho e camarada Sérgio e para minha noiva Re, que precisa tirar o pó de seu blog, que há muito não vê material novo por lá...
sábado, 19 de julho de 2008
Batman - The Dark Knight

Não tem resumo da história, não tem spoiler, não tem comentários sobre as atuações ou aspectos técnicos. Você já leu sobre esses pontos em diversos sites. A única coisa que eu faço aqui é endossar o coro dos hipercontentes e dizer que TDK é tudo aquilo que os filmes da Marvel gostariam de ser e tudo aquilo que os demais filmes que a DC vai rodar precisam ser. O patamar que TDK alcançou é elevadíssimo e serve de parâmetro para mostrar que filmes baseados em quadrinhos podem sim ter conteúdo e manter um ritmo alucinante.
Aliás, vou abrir parênteses aqui: Heath Ledger está muito bem como o Coringa, mas Aaron Eckhart está muito melhor como Harvey Dent. Encheram demais a bola do Ledger e esqueceram de enaltecer o quanto Eckhart contribui para o excelente resultado final do filme. Benefícios que uma morte precoce rende (se é que isso pode ser considerado benefício...).
A nota é 9,8 e você vai assistir a esse filme sem sentir o tempo passar. Vale cada centavo gasto para ver e rever quantas vezes quiser. E que venha o terceiro!