domingo, 11 de novembro de 2007

Tropa de Elite


Quem assistiu não tem dúvidas: Tropa de Elite é uma das melhores produções realizadas no país. As falhas são mínimas e não comprometem em nada o filme. Dentre as poucas existentes, cito o fato do filme se passar em 1997, mas em algumas cenas mostradas estão rodando veículos modelo 2005/06, bem como uma ou outra propaganda da Skol descendo redondo, coisa que em 97 não havia. O que mais irrita, porém, é o fato de Tihuana ser a banda escolhida para a música tema. Não é possível que não exista nenhuma melhorzinha na galeria nacional.

Mas vamos ao que interessa. Todo o auê em cima do filme se justifica, quer seja pela pirataria que “lançou” o filme, quer seja pelos temas abordados. Existem aqueles que defendem a teoria de que as cópias piratas apareceram nas ruas como golpe de marketing e esses são, no mínimo, malucos. Ninguém daria um tiro no pé nessas proporções, ainda mais quando havia tanta grana envolvida no orçamento do filme. Outros, que defendem a pirataria como modo de “popularizar a cultura”, são os mesmos babacas que não vêem o usuário de drogas como culpado direto pela maneira como o crime organizado se desenvolveu. E o usuário de drogas é, sim, criminoso sob meu ponto de vista. A sua descriminalização, conforme a Lei de Tóxicos (11.343/06), é equivocada. Eu vejo as coisas sob o mesmo prisma do Capitão Nascimento: usuário e traficante são duas faces da mesma moeda. O tratamento para ambos deve ser igual, pois um não existe sem o outro, a exemplo do que acontece no esquema ladrão-receptador.

As cenas de tortura por parte dos policiais do BOPE mostram que mesmo uma polícia bem treinada também comete excessos. Mesmo levando em conta que o combate à criminalidade deve ser encarado como uma guerra, a tortura é uma mancha que os policiais “especiais” deveriam abominar tanto quanto a corrupção. Existem maneiras de lutar uma guerra sem o uso desse expediente. Estatísticas demonstram que uma polícia que se mostra mais próxima à população e menos violenta traz mais benefícios e é mais respeitada do que uma truculenta e temida. Respeito não se impõe, se conquista. E não tem como negar: Wagner Moura consegue transmitir toda a dualidade do Capitão Nascimento de maneira soberba em suas cenas.

O que mais admira, no mundo real, é saber o valor do soldo de um policial militar no Rio de Janeiro, que é de R$ 900,00 aproximadamente e o dos membros do BOPE é de R$1.400,00. Em uma cidade cujo custo de vida não permite viver bem com menos de R$5.000,00 mensais, quem sobrevive com essa merreca e arrisca o pescoço pra manter a segurança da população é herói e deveria ser muito respeitado. Penso que médicos, professores e policiais deveriam ser os mais bem pagos na folha do funcionalismo público. Com baixos salários, policiais vivem em áreas ocupadas por bandidos e, nessa situação, é como o filme fala: ou se omite, ou se corrompe.

O tom utilizado em entrevistas e eventos sobre o filme pelo diretor José Padilha, amenizando as críticas aos usuários e defendendo a legalização do comércio de drogas soa como hipocrisia ou pressão de algum poderoso que não gostou da forma como os usuários foram retratados, afinal só quem tem grana pode se dar ao luxo de sair por aí se entupindo de cocaína. Ora, Padilha... Sabemos que existem drogas legais e socialmente aceitas, mas a legalização do consumo de maconha, cocaía e demais entorpecentes em nada vai diminuir a violência nesse país. Se a população não sabe fazer uso das drogas legais, especialmente o álcool, o que dizer sobre outras, mais pesadas? Além do mais, não há estrutura para coibir eventuais excessos, conforme já se observa em festas e no trânsito.

Deixando a parte polêmica de lado é fácil afirmar que Tropa de Elite em nada deve às produções americanas, até porque tem capital gringo na produção. O ritmo é bem conduzido, as situações não são mastigadinhas ao ponto da audiência se sentir estúpida e o filme não cansa. Dá pra ver e rever algumas vezes, porque as interpretações estão afiadas, o roteiro é interessante e a cada vez que se revê o filme, só aumentou a repulsa aos métodos utilizados pelos policiais na obtenção de informações (ao menos no meu caso, que já vi o filme 3 vezes). Não é à toa que a imprensa escrita aproveitou o bonde do filme e colocou nas bancas material abordando temas ligados ao filme, pois isso vende que é uma beleza. Porém, de todos os textos que li relativos ao filme, o melhor foi na Rolling Stone, que conseguiu manter um pouco da parcialidade necessária na abordagem dos temas espinhosos, diferente da linha editorial da Veja, por exemplo. Lamento não ter lido nada a respeito na Carta Capital, que é a linha de frente na defesa de gente que nem sempre prima pela ética e pelo respeito às leis e instituições democráticas, pois nela volta e meia se lê defesa de gente que deve muito e paga pouco pelos crimes cometidos. O embate idealista entre Veja e Carta Capital é algo divertido de se ver, pois uma é a antítese da outra, com raras cabeças moderadas a escrever em suas colunas. Mas isso já é outra história.

Pra terminar, aproveitei a dica do b0by e fui ver quem eu seria no filme.



Nota 8,5

domingo, 4 de novembro de 2007

Quando faltam palavras...


Final de semana perfeito, fechado com chave de ouro e ao lado da mulher (muito) amada, curtindo o Rio de Janeiro, com direito a pedido de casamento e alianças, conforme manda o figurino. Foi curto, intenso e marcante, deixando gostinho de quero mais. O que é melhor: logo, logo vai ser assim todo dia.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Agora não falta mais nada

Isso aqui mostra como a concorrência no mercado "informal" está acirrada.

Só não vale gritar "Pega ladrão".

domingo, 28 de outubro de 2007

From China, with love



Em setembro passado meu irmão foi para a China, participar de um seminário, realizar cursos e fazer um pouco de turismo (afinal não é todo dia que se vai pra China) em mais ou menos 20 dias. Inicialmente ele penou com o fuso horário, coisa que em uns dois dias resolveu-se. O problema maior foi com a peculiar culinária local, pois aqui em casa o máximo de comida chinesa que a gente encara é um frango-xadrez ou um yakisoba, e olha lá.

Passada a adaptação com a comida, o negócio era aproveitar o curso e o seminário. O guri investiu na carreira de fisioterapeuta-acupunturista e essa viagem enriqueceu sua capacidade profissional, ampliando seus já abrangentes conhecimentos. Sem falar que o estímulo em melhorar a arte, conhecendo a terra natal da mesma, só tende a gerar bons frutos.

Porém não ficarei rasgando seda pra ele aqui. A intenção com o post é apenas encher lingüiça até semana que vem, quando finalmente vou assistir Tropa de Elite e poder escrever tudo que tenho vontade sobre o filme e a temática que o envolve.

Voltando então à encheção de lingüiça, meu irmão contou que a China tem muita mulher feia, muita porcaria (no sentido próprio da palavra) eletrônica e, como não era diferente de se esperar, muitas peculiaridades em relação ao nosso universo ocidental. Mas pelo que percebi pelo material que ele trouxe como bugiganga de lá, os hábitos regionais estão bastante ocidentalizados. No clip das artistas chinesas contido no mp4, por exemplo, nota-se que o pop chinês é semelhante ao fabricado por estas bandas, com beldades curvilíneas cantando refrões grudentos (ainda que em mandarim).

Porém, ele não soube aproveitar as compras. Por falta de um espírito mais consumista, ele deixou de aproveitar o fato de estar na fonte da muamba que brasileiro compra no Paraguai e não fez a festa. Ainda assim, fez boas compras.

Na ânsia de encontrar material interessante, acabou comprando a edição de outubro da FHM chinesa. Tudo bem que não dá pra entender lhufas do que está escrito lá, mas um artigo em especial chamou minha atenção.


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O Brasil não é famoso apenas pelo trio Carnaval-futebol-mulher gostosa. Agora também estamos entre aqueles cujos assaltos a banco estão entre os maiores do mundo. Mais um motivo de orgulho, torcida brasileira!

domingo, 21 de outubro de 2007

EU JÁ SABIA!!! (ou não)

Não foi como eu gostaria, mas seria pedir demais que os bons tempos voltassem em apenas uma temporada. Ao menos a decisão do título foi surpreendente, pois só um doido apostaria na vitória de Kimi Räikkönen, que esteve ameaçada até a última volta, caso Nico Rosberg e Robert Kubica se envolvessem em um acidente e saíssem da prova. Pra tornar tudo mais emocionante só faltou chover.

Para o próximo ano, a coisa deve ser ainda melhor: a Ferrari mantém a mesma equipe, o que teoricamente dá um ligeira vantagem sobre as rivais; Nelsinho Piquet entrará em uma grande equipe segundo boatos e Hamilton terá motivos de sobra pra mostrar que os resultados desse ano não foram em função de uma eventual puxação de brasa pro seu lado, por parte da equipe ou apenas pura sorte de principiante. Alonso deverá estar mordido por justamente ter sido preterido pela McLaren e não acredito que ele continue na equipe, preferindo uma que o trate como estrela. Por maior que seja o talento, sua vaidade é muito maior do que a habilidade demonstrada nas pistas. A impressão que esse espanhol passa é de ser uma pessoa de difícil trato.

De qualquer forma, esse foi um dos campeonatos mais equilibrados que pude acompanhar e o fato dos brasileiros não terem se dado melhor foi mais por culpa de suas equipes do que por falhas de pilotagem. Isso vale mais para o Barrichelo do que para Felipe Massa, que poderia ter conseguido melhores resultados nas primeiras provas se não tivesse sido tão afoito.

No caso do eterno perdedor Barrichelo, a equipe foi responsável pela pior temporada do piloto, que finalmente pode colocar a culpa pelas péssimas apresentações no carro, depois de vários anos correndo em escuderias competitivas e sempre começando o ano dizendo que “agora será possível brigar pelo título”. É uma pena saber que ele deixará a Fórmula 1 sem nunca ter levado um título de campeão mundial, pois o que ele transmite é ser incapaz de forçar a equipe a colocar o melhor carro em suas mão, afinal bom piloto ele é. Só que nunca deu sorte...

No mais, é esperar a próxima temporada e torcer pra que as emoções desse ano venham dobradas.

domingo, 14 de outubro de 2007

Será que sou só eu?

Se vivêssemos em uma cultura similar à islâmica em termos de defesa dos cânones quadrinhísticos ou nérdicos, eu seria condenado à morte pelo que vou escrever a seguir.

Não é de hoje que esse senhor é enaltecido por ser uma das maiores figuras da ilustração nos quadrinhos dos últimos tempos e por seu estilo inconfundível. Sua acensão nos quadrinhos aconteceu depois do lançamento de Marvels, há mais de 10 anos, e se consolidou com Reino do Amanhã.

Realmente as histórias que Alex Ross ilustra beiram a perfeição e sua obsessão por detalhes nas pinturas é algo que agrega muito às histórias que ele desenha. Porém, segundo os experts, ele é uma mala sem alça e que, devido à veneração que os fãs têm por seu trabalho, acredita piamente poder se dar ao luxo de esnobar esses mesmos fãs nas convenções de quadrinhos América do Norte afora.

Foi quando soube desse traço negativo da personalidade do sr. Ross que comecei a ser mais crítico com suas obras. Basicamente existem duas características artísticas dele que me incomodam: a saturação das cores de suas pinturas, sempre com cara de envelhecidas, com baixo contraste; e a mania besta de fazer as máscaras do Batman e do Flash completamente erradas.

Em relação às cores, ele poderia deixar efetivamente mais realistas como fazia no inícoi da carreira. Geralmente os artistas evoluem suas capacidades, mas eu não vejo isso nos materiais recentes do sr. Ross.

Quanto às máscaras do Batman e do Flash, basta levar em consideração que a arte de Alex Ross é elogiada pelo foto-realismo empregado. Muito bem, se fosse assim, as máscaras de ambos remeteriam àquelas utilizadas nos filmes (caso do Batman) e no seriado (caso do Flash).

A máscara do Batman, por exemplo, parece ser confecionada com a mesma borracha utilizada em luvas cirúrgicas de látex, o que explicaria o cenho franzido tão perfeitamente desenhado debaixo de uma máscara que deveria, além de esconder a identidade civil do herói, ser uma proteção contra ataques.

Já a máscara do Flash parece ter sido feita por uma criança e nem de longe seu uniforme lembra um dos melhores já construídos para uma adaptação live-action, ficando superior até ao uniforme do Homem-Aranha, em minha humilde opinião. Quem assistiu ao seriado dos anos 90 sabe que é verdade.

Outra coisa que incomoda, mas nem tanto, é a preferência desse desenhista pela fase pré-Crise, quando ilustra personagens da DC. Eu era muito pequeno e não acompanhava quadrinhos de super-heróis até 1990/91, por isso não tenho condições de afirmar se aquilo que existia antes do trabalho primoroso de Marv Wolfman e George Pérez era tão bom quanto o sr. Ross defende. Ainda assim, quando ele resolve incorporar elementos pré-Crise em suas ilustrações, o faz de maneira não-ofensiva e, justamente por isso, passa desapercebido na maioria das vezes.

Assim, peço aos defensores e fãs ferrenhos do sr. Ross que me poupem de um apedrejamento sumário e arbitrário, defendendo seu ídolo de maneira coerente e com bons argumentos. Para ajudar na minha defesa, coloco abaixo algumas ilustrações que corroboram com minha opinião.








As imagens acima ilustram apenas a questão da máscara do Batman, mas pegue suas edições de Marvels, Reino do Amanhã e outras publicações ilustradas pelo sr. Ross e compare as diferenças. Note que a máscara do Robin vermelho é muito parecida com a máscara utilizada no filme Batman, de Tim Burton. Repare também nas rugas da testa do Batman desenhado para a capa da Wizard. Na minha opinião Alex Ross já foi muito melhor...

domingo, 7 de outubro de 2007

A música Eduardo e Monica, da Legião Urbana, esconderia uma implicância com o sexo masculino?

Há tempos atrás, antes até de resolver criar um blog, recebi um e-mail cujo texto era deveras divertido, mas que ficou esquecido nas empoeiradas prateleiras eletrônicas de um cd-rom qualquer. Vasculhando arquivos antigos, reencontrei o texto e, como o material é interessante, mesmo para aqueles que já o tenham lido, resolvi colocar o mesmo aqui. Infelizmente não sei quem foi o autor da pérola, mas o cara é melhor que muito crítico musical (olha eu atacando os caras de novo) por aí.

O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava. E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso, como no caso da música Eduardo e Monica, do álbum "Dois" da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente; enquanto a feminina (Monica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos. Analisemos o que diz a letra.

Logo na segunda estrofe o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente: "Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram" ao mesmo tempo que tentar dar uma imagem forte e charmosa à Monica: "enquanto Monica tomava um conhaque noutro canto da cidade, como eles disseram". Ora, se esta cena tiver se passado de manhã, como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Monica revela-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.

Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura: "Festa estranha, com gente esquisita...". Bom, "festa estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade, com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. "Gente esquisita" é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa e as garotas mais horrorosas da Via-Láctea. Enfim, esta era a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como vemos a seguir. Assim temos: “Eu não estou legal. Não agüento mais birita”. Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios; bem ao contrário de Monica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground.

Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram: "E a Monica riu e quis saber um pouco mais sobre o boyzinho que tentava impressionar". Vamos por partes: em "E a Monica riu" nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Monica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente. Mais à frente é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se "quis saber um pouco mais", leia-se "quis dar para". É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Monica. A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho que tentava impressionar". É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho". Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Monica de bicicleta, como consta na quarta estrofe: "Se encontraram então no parque da cidade A Monica de moto e o Eduardo de camelo". Se alguém aí agiu como boy, esta foi Monica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Monica. E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos, na frente de todo mundo, ok?

Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Monica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo: "O Eduardo sugeriu uma lanchonete. Mas a Monica queria ver o filme do Godard". Atitude esta nada democrática para quem se julga uma liberal. Na verdade, Monica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto em geral), que acham que todo filme americano é ruim e que bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado para caralho e com bastante cenas de baitolagem.

Em seguida Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Monica: "O Eduardo achou estranho e melhor não comentar Mas a menina tinha tinta no cabelo". Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. À pouco vimos Monica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disso, se Monica pinta o cabelo ou é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril ou porque é uma baranga escrota mesmo. O autor insiste em retratar Monica como uma gênia sem par: "Ela fazia Medicina e falava alemão" e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo". Incomoda como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor respectivamente. Coitado do Eduardo, é um jumento mesmo...

Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois: "Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud". Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.As, muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. O sujeito mais normal dessa moçada aí, cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba ali que tem coragem de rimar "Êta" com "Tiêta" e neguinho ainda diz que ele é gênio. Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo e crianção: "E o Eduardo gostava de novela E jogava futebol de botão com seu avô". A bem da verdade Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não!, preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões. É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, que homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.

Continuando, temos: "Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação". Falava merda, isso sim. Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por quê? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo. É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Monica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto: "E o Eduardo ainda estava no esquema escola - cinema - clube - televisão". O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse bar da esquina - terreiro de macumba – sauna gay – delegacia? E qual é o problema de se ir a escola?

Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Monica: "Eduardo e Monica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar". Por ordem:

1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto;
2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo.
3) Quer saber? Teatro e artesanato são coisas de viado.

Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra: "A Monica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar". Mais uma vez, aquela lenga-lenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Monica trabalha na previsão do tempo? Não. Monica é geóloga? Não. Monica é professora de química? Não. Monica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada, alcoólatra e vadia pode ensinar sobre céu, terra, água e ar, que uma muriçoca não saiba? Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril, capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo camelô mais safado do mundo. Santa inocência...

Ainda em "Ele aprendeu a beber" não precisa ser muito esperto pra sacar com quem... É claro, com Monica, a campeã do alambique. Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis como o código Morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Monica. Grande contribuição!

Depois, temos "deixou o cabelo crescer". Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Monica na cabeça do iludido Eduardo. Sempre à frente em tudo, Monica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade: "E ela se formou no mesmo mês que ele passou no vestibular". Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Monica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel.

Outra prova da parcialidade do autor está em "porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação”. É interessante notar que é o filho do Eduardo, e não de Monica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta. O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. Bem típico de algum recalque homossexual do autor, talvez magoado com a natureza masculina. A verdade é que uma vadia pé-de-cana, maria-gasolina e porra-louca levou para o mau caminho um rapaz que tinha grandes possibilidade de andar pelas veredas do bem.

Como disse Lulu Santos: "Cada um tem um jeito de contar a mesma história".

domingo, 23 de setembro de 2007



Após alguns meses sem comprar a Rolling Stone, resolvi dar uma olhada no conteúdo da edição no. 12. A primeira coisa que me chamou atenção foi o fato de não ter sido estampado na capa o tal “edição de aniversário”, talvez um indicador de despreocupação com a idade e isso é muito bom. Nada de reportagens comemorativas ou desculpas afins, somente a manutenção da linha que tornou a revista popular. Talvez por não estar nas mãos da Editora Abril, que parece ter parado no tempo e nem as poucas boas idéias que tem consegue manter nas bancas.

A começar pela capa, essa edição está excelente, incluindo aí as cartas dos leitores. Aliás, se tem uma seção que eu sempre passo por primeiro, em qualquer revista, é a de cartas. Gosto de ver os pontos de vista diversos e enriquecer o meu com isso. É uma maneira rápida de sintetizar opiniões e formular uma nova.

Mas o que mais me atrai na Rolling Stone é o fato de ser uma revista eclética o bastante para abordar desde música até política, sem com isso levantar bandeiras. Essa imparcialidade, tão rara nas “Vejas” da vida, faz muita falta, principalmente quando o assunto é espinhoso, porque uma publicação não deve escrever aquilo que seus leitores querem ler, mastigadinho, mas sim informar sobre os fatos de maneira tal que o leitor crie sua própria visão do assunto. Todo mundo que tem um mínimo de consciência crítica sabe disso, estou sendo redundante, mas incrivelmente é algo que vem sido esquecido ou deixado de lado em jornais e revistas de grande circulação. Não digo com isso que a Rolling Stone é perfeita e passa incólume nesse quesito, pois nos primeiros números da revista eu pude constatar que um ou outro jornalista não se incomodou de colocar abertamente sua opinião sobre aquilo que estava sendo escrito. Só que nesse caso o leitor não se sente manipulado ou impelido a concordar plenamente; há espaço para questionamentos.

A única coisa que a Rolling Stone tem de similar aos demais veículos de imprensa está nas críticas. Na ânsia por mostrar erudição e/ou enriquecer o texto, os críticos continuam apostando em expressões que por vezes me incomodam. Se bem que isso também é algo que eu cometia, e ainda hei de cometer, em muitos textos que jogo no blog. Da minha parte espero poder diminuir esse tipo de escrita que soa pedante e incômoda em alguns casos, mas duvido que os críticos “especializados” abram mão desse expediente.

domingo, 16 de setembro de 2007

Mega-sagas versus Crossovers

Atualmente muitos leitores de quadrinhos estão chiando em função da atual mania da DC e da Marvel: as mega-sagas. Realmente é algo que enche o saco, principalmente pelo fato de que no Brasil alguns personagens participantes das ditas não têm espaço suficiente (se é que têm) nos mix das revistas publicadas. Isso pode gerar dois tipos de reação. A primeira, e menos comum, é o interesse em buscar por mais informações sobre aquele personagem que teve alguma participação relevante, mas que não é conhecido; ou abandonar a leitura porque se tem preguiça de procurar as informações necessárias.

Lá fora, nos EUA, essa onda de mega-sagas já deu sinais de estar perdendo o fôlego, principalmente pelo fato da DC estar amargando a perda de leitores em função da falta de habilidade na costura de suas sagas.

Esse é um processo natural, que deve desembocar em uma outra febre assim que seja usada uma artimanha que aumente as vendas e o interesse dos fanboys mundo afora. Na década de 90 a fórmula mágica de boas vendas foram os crossovers, histórias onde dois ou mais personagens que pouco tinham em comum se encontravam. O roteiro mais comum pra esses encontros era os heróis se encontrarem, não irem com a cara um do outro e quebrarem o pau, até se tocarem que havia uma ameaça que, para ser vencida, precisava de sua cooperação mútua. Clichê a dar com o pau, mas muita gente comprava essas revistas pra saber quais seriam as possibilidades exploradas pelos escritores e desenhistas; e nem sempre o resultado saía como o esperado.

De início, a idéia de um crossover pode ser uma excelente maneira de aumentar o público de determinado personagem. Basta fazer com que este se encontre com outro cuja popularidade já esteja consolidada. Isso fará com que aqueles que são fãs do popular conheçam o “novato” e possam se interessar pelas suas histórias. Mesmo quando acontece a reunião de dois medalhões, isso pode ser benéfico para ambos os personagens, pois os fãs de um podem também começar a curtir o outro, ampliando sua legião de seguidores.

No final da década de 70 e no início da década de 80 foram feitos crossovers entre os X-Men e os Novos Titãs, o Super-Homem e o Homem-Aranha, Batman e Hulk. Todos estavam com suas reputações em alta e provavelmente as histórias foram um sucesso de vendas. A Abril relançou esses encontros em meados da década de 90, justamente aproveitando a onda de crossovers que varria as grandes editoras.

Foi juntando um grande ícone dos quadrinhos com outro popular nos cinemas que, pode-se dizer, iniciou-se a nova era dos crossovers. Batman versus Predador foi uma boa história, com bons desenhos, que mostrou um caminho cheio de grana a ser trilhado. A fórmula era fácil, bastou que os detentores dos direitos sobre os personagens escolhidos entrassem em acordo e presto!, esvaziaram os bolsos dos fãs. Daí a sair publicando encontros a torto e a direito foi um pulo. Foram vários e nem sempre bem arquitetados, mas que nem por isso foram desprezados. Particularmente comprei diversos, principalmente aqueles que traziam o Batman na capa. Um que merece destaque foi o primeiro encontro do Morcegão com o Juiz Dredd. Apesar da história seguir a cartilha “mocinho-encontra-mocinho-e-se-quebram-pra-depois-se-unir”, ali havia a diferença na motivação pessoal dos personagens e, desse conflito, saiu uma revista divertida e de leitura agradável, com a arte de Simon Bisley surgindo como uma porrada visual para aqueles que estavam acostumados ao estilão americano de desenhar Hqs.

O ápice dessa febre dos crossovers veio com o grande confronto entre DC e Marvel. Era tudo que os fãs queriam, poder finalmente ver seus personagens favoritos de cada editora se encontrando em uma grande história. Mas nem de longe foi isso o que aconteceu. A idéia central da história ficou fraco e as editoras cometeram a burrice de deixar nas mãos dos leitores a decisão sobre quem venceria os embates principais entre os personagens, tornando a história um mero concurso de popularidade. Ou alguém que tenha lido a revista engoliu numa boa a vitória do Wolverine sobre Lobo? Nem mesmo o mais fanático fã do canadense tem argumentos consistentes para sustentar essa vitória. Aliás, foi um dos pontos mais patéticos da história. Como não havia uma maneira decente de mostrar a vitória de Wolverine sobre o Maioral, jogaram os dois pra trás de um balcão de bar e o Wolverine sai de lá como se nada tivesse acontecido. Lamentável.

Depois disso, ainda foram lançados mais dois grandes encontros entre as editoras, tentando remendar a bobagem que foi a primeira, mas sem sucesso. E DC versus Marvel foi o início do fim. Exemplo disso foi Spawn e Batman, em seus dois encontro, um pior que o outro. O primeiro, com os desenhos de Todd McFarlane e sob a batuta de Frank Miller, mostrando ali que, apesar de ser um dos membros da santíssima trindade dos quadrinhos, também ele era capaz de escrever lixo. Como eu sabia que ia demorar um certo tempo até essa história ser lançada por aqui e sem saber a porcaria que era, comprei a edição importada. Ao menos serviu pra aprimorar meu inglês. Já o segundo encontro foi um abacaxi místico muito pior do que a bobagem armamentista do primeiro e nem merece comentários.

Vieram ainda outras histórias mostrando grandes e consagrados personagens, como o Surfista Prateado, por exemplo, se encontrando com o Super-Homem, com o Lanterna Verde e como figurante no encontro entre Galactus e Darkseid. A maioria desses encontros foi simplesmente um desperdício de papel por parte das editoras e de tempo, por parte dos leitores. Exatamente como está acontecendo atualmente no mercado editorial com as mega-sagas.

Porém os efeitos nocivos em tempos de internet, scans de revistas e a atual perda de leitores das histórias em quadrinhos para mangás podem ser devastadores. Não é à toa que a DC virou saco de pancada e a tal Countdown está afundando a editora no mercado americano. Saber sair do palco enquanto se está sendo aplaudido é uma lição que nem todos aprenderam ainda.

domingo, 9 de setembro de 2007

Julio Cesar Schwab

Sexta, dia 07/09, perdi um primo em decorrência de um acidente de moto. Uma morte estúpida, como muitas o são, afinal todos esperamos morrer velhos, confortavelmente, numa cama e rodeados pelos parentes e amigos queridos. Mas dificilmente poderemos escolher a maneira como morreremos e estamos sujeitos a essa situação pela qual passou minha família.

Depois da tristeza de enterrar um homem com cabeça de criança, inocente ainda que pessoas assim sejam difíceis de se encontrar nos dias de hoje, resta agora manter as boas lembranças, as besteiras divertidas que ele fazia, a maneira exagerada de contar histórias e o jeito bonachão, largado, de um cara que se tornou folclórico aqui no bairro. Muita gente conhecia o “Bezai”, ainda que só de vista.

Vai ser duro passar na frente da locadora que o guri tocava junto com a esposa ou na frente da lanchonete que ele e sua mãe abriram recentemente. O Julio tinha o bicho-carpinteiro desde pequeno. E como é triste saber que ele não estará aqui pra saber se o filho, de pouco mais de um ano, herdou o jeitão agitado do pai.

Ironicamente sua morte serviu pra ensinar alguma coisa pra cada membro da família. Todos sabiam que ele não era perfeito, mas cada um tirou uma lição ao relembrar a maneira como ele encarava tudo na vida. Da minha parte notei que preciso ser menos ranzinza e reclamar menos das coisas. Fazer isso pela memória do guri que tinha um parafuso a menos, mas era muito mais feliz do que muita gente sã que anda por aí.

Difícil também foi encontrar palavras pra confortar meus tios, que enterraram o filho mais novo. Minha tia não entende como pessoas que sofreram acidentes piores conseguiram escapar. Minha tentativa de responder à dúvida foi lembrando a passagem bíblica onde Jesus afirma que apenas os inocentes como as crianças herdam o Reino dos Céus.

Acredito na existência de Deus, mas não sou católico e há algum tempo encaro a Bíblia, entre outros textos tidos como “sagrados”, como romances que guardam princípios morais valiosos. São textos que nos guiam na busca pela evolução espiritual e que mesmo na simplicidade de algumas palavras, ajudam a trazer conforto e fé nesses momentos onde o vazio imposto pela morte fica um pouco menos difícil de ser preenchido. Ajudam a erguer a cabeça e seguir em frente, sabendo que um dia será nossa vez de partir e que, quando esse dia chegar, nada melhor do que estar consciente de ter passado pela Terra de maneira completa, tendo feito tudo que estava ao nosso alcance para atingir a plenitude da existência.

E uma coisa que meu primo fez foi ter conseguido isso em muito pouco tempo, durante sua curta passagem por aqui.

Que Deus esteja contigo, Julio.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Faroeste caboclo ou coisa parecida



O que mais aterroriza nesse vídeo?

a) O fato de fazendeiros terem tomado conta do local e impedir que a lei seja cumprida.

b) O fato desse tipo de situação poder ser utilizada futuramente como pretexto para uma eventual incursão de forças armadas estrangeiras na região amazônica.

c) Ambas as alternativas acima.

d) Nenhuma das alternativas. Eu acho que meu mundinho está tranqüilo e durmo bem à noite sabendo que estou a salvo dessas ameaças inventadas por ambientalistas.

e) Outra. Especifique.

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O vídeo em questão foi encontrado no Blog do Josias, colunista da Folha de São Paulo, e deveria ser mais discutido pelos meios de comunicação. A simples leitura dos comentários relativos à postagem dele é de causar arrepios e mostra o quanto ainda é preciso evoluir no quesito democracia nesse país.

Particularmente eu acredito que não será feito absolutamente NADA a respeito e os fazendeiros, que têm todo o direito de defender seus interesses, desde que dentro dos limites legais, continuarão mandando e desmandando em outras "Juínas" Brasil afora.

domingo, 2 de setembro de 2007

Monkey Kick Off

Tempo livre? Querendo matar serviço?

Monckey Kick Off!

É divertido!

PS: Link já postado no blog que tirei do ar, mas meu novo recorde é superior ao antigo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

OCC homenageia Oscar Niemeyer e Brasília

American Chopper é um dos reality shows que teve ótimos momentos, mas que atualmente não me atrai mais. Eu curtia assistir o programa pra verificar até onde iria o mau gosto dos donos da OCC (Orange County Choppers) quando criavam suas choppers, além da vida familiar dos donos da fábrica. Choppers são aquelas motos esquisitas, onde normalmente só cabe o piloto e mais ninguém, com o garfo comprido, aparentemente desconfortável de se pilotar, mas que ainda assim tem um certo charme.

Já faz alguns meses que parei de acompanhar as aventuras de Paul Senior, Paul Junior, Mike & Cia. Só fiquei sabendo que eles estariam no Brasil porque li algumas notas a respeito em alguns sites e mesmo assim não achei nada excepcional nisso. Porém, navegando pelo UOL, pude ver a moto que a OCC fez para homenagear Brasília.

Não é novidade que norte-americanos têm uma forte queda pelo kitsch. A OCC leva essa queda ao extremo em suas motos temáticas. Quem acompanha American Chopper sabe bem do que estou falando. Mas eles não conseguiram isso com a chopper que pretendia ser a cara de Brasília. Veja as fotos e perceba: faltaram na pintura da moto referências ao mar de lama que existe no Planalto Central, referências às malas de dinheiro e aos corruptos que circulam pela Praça dos Três Poderes, entre outras peculiaridades relativas à Capital Nacional.

O mais sacana nisso foi a desculpa esfarrapada para explicar a simplicidade da moto, se comparada com outras já realizadas pelos caras. Segundo a acessoria da OCC, a moto tem linhas simples como a arquitetura de Brasília, coisa que mostra o interesse deles pelo projeto, que usou fotos da cidade para servir como referência artística na concepção do modelo “100 anos de Oscar Niemeyer”.

O curioso é que eles ainda não sabem o destino da moto depois que a apresentarem no Brasília Music Festival Moto. Só espero que não doem para o Fome Zero nem deixem nas mãos do Lula. Apesar de feia, eu aceitaria a moto de bom grado.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Os Simpsons - O Filme



Eles fazem parte da cultura ocidental desde 1989, já gravaram um cd de blues, estão em alguns títulos de games e estampam vários produtos mundo afora, mas só agora lançaram um longa baseado no desenho.

Eu não acompanho os episódios na TV há um bom tempo, nunca fui fã ardoroso dos Simpsons mas gosto muito do estilo de humor que é empregado na série. Isso fez com que o filme não tivesse para mim o jeitão de episódio mais extenso, coisa que muitos fãs da série falam sobre o filme. Não que isso seja uma reclamação daqueles que curtem os Simpsons. Pelo contrário, quem é fã sai do cinema admirado com o que foi feito. A única ressalva que fazem é o aproveitamento reduzido de muitos personagens como Sr. Burns, Barney e Crusty, por exemplo. Eu vejo nisso um ponto positivo, pois abre espaço para novas incursões (leia-se continuações) no cinema. E cacife pra isso os produtores conseguiram com esse filme.

Fica difícil escrever algo que já não tenha sido dito em outros blogs, principalmente o fato de muitas piadas terem sido comentadas em algumas resenhas (malditos spoilers!), mas reafirmo que a sucessão de piadas e gags vai do começo ao fim da projeção e o filme consegue dentro de sua proposta tirar sarro de muita coisa, sem se preocupar com o politicamente correto (graças a Deus!). De religião, política, costumes e sátira ambiental, tudo e mais um pouco entra no rol de piadas, só que de maneira mais ácida do que nos episódios convencionais. Não cabe aqui comentar passagens do longa, pois isso só tira a graça do que acontece durante a exibição.

O filme merece nota 8,5 com louvor! Pode ir ao cinema sem medo de se arrepender.

Se tem alguma ressalva, ela entra aqui e relaciona-se com a dublagem, que conforme sugestão de Marcelo Hessel, do Omelete, é preferível, face a grande quantidade de piadas e situações que podem ser perdidas caso seu inglês esteja enferrujado. Eu já comentei num post anterior que nerd é uma classe desunida. Os Simpsons – O Filme mostra que isso é verdade. Em função da saída de Waldyr Sant'Anna da equipe de dublagem, muita gente reclamou. Waldyr é o Homer no Brasil! Difícil engolir outro no seu lugar, ainda que o novo dublador, Carlos Alberto, tenha se saído bem.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Depois do Pastor Highlander...

Mestre Chang, do Catapop!, me mandou essa daqui via MSN. E eu achando que o pastor que voltou do mortos era bom... Nesse ramo das Igrejas Evangélicas SEMPRE tem alguém mais poderoso. Só os frequentadores dos cultos continuam se deixando enganar. Mas só porque esse povinho "góóóstchia"!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Cérebro em exercício

Reciclagem é algo que anda na moda quando o assunto é entretenimento. Marvel e DC reciclam suas Guerras e Crises, a cada dia aparece um boato ou notícia sobre o uso de algum elemento de sucesso da década de 80 pela indústria cinematográfica, como aconteceu com Miami Vice, Transformers, Rocky Balboa, futuramente com John Rambo e, no momento, John McClane. Steven Seagal só não está aproveitando a onda porque seus filmes, atualmente feitos direto para a TV (segundo a lenda), devem estar dando conta de pagar as despesas de casa, além do mais, assim ele não corre o risco de pagar mico nas telonas. E Arnold Shwarzenegger gosta mais de ser o “Governator” do que atuar(?) em Hollywood.

Em breve devem sair mais notícias sobre o filme CHiP'S, que divertiu muito garoto que hoje é um tiozinho, Armação Ilimitada e, pasmem!, Voltron. Esse último li hoje no Omelete.

Para o bem ou para o mal, não dá pra dizer que isso é algo passageiro. Ainda existem muitos dólares para se ganhar com outros elementos oitentistas, de maneira safada ou honesta.

Exemplos? Oras, aos borbotões! Existe a possibilidade de sair filme do Esquadrão Classe A, Supermáquina e Comandos em Ação, sem falar num novo filme do He-Man. Mas a lista poderia crescer.

Piazada, atire a primeira pedra quem não lembra de MotoLaser, Águia de Fogo, Trovão Azul ou Manimal. Desenterrei, hein? Mas se quer dar uma boa relembrada não apenas nas séries, mas também em outros itens que podem ou poderiam se tornar o próximo blockbuster, existem alguns sites fartos de material, como o InfanTv (não, não estou levando um jabazinho por fora). É diversão garantida e uma forcinha pro cérebro fazer um exercício.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Libertad - Velvet Revolver


Acabo de ouvir o novo álbum do Velvet Revolver, Libertad. Pra quem não sabe, o Velvet é formado pelos ex-Guns 'N' Roses Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, Dave Kushner (ex-Wasted Youth) e Scott Weiland, ex-vocalista do Stone Temple Pilots. A banda lançou em 2004 seu primeiro álbum, Contraband, sob grande expectativa e não decepcionou. Apesar de ser menos hard rock do que o esperado, Contraband mostrou que Axel Rose fez uma baita besteira em desmanchar o Guns. Tanto por ter criado a lenda urbana mais famosa da história do rock, o álbum Chinese Democracy, quanto por ter perdido músicos do calibre de Slash e Matt Sorum.

Menos mal, a criação do Velvet Revolver preencheu bem a lacuna e caminha para uma carreira interessante e promissora, pois o novo álbum demonstra que foi dado um passo à frente na sonoridade da banda, ainda que o som esteja menos pesado do que em Contraband. Mérito do produtor? Brendan O'Brien, conhecido pelo seu trabalho com o Pearl Jam e Red Hot Chili Peppers, entre outras bandas de renome da década de 90, certamente tem sua parcela de “culpa” pelo tom mais ameno do novo álbum, que em nada prejudica o trabalho de Slash e cia. Muito pelo contrário: traz de volta lembranças dos excelentes momentos do Guns dos anos 80 e do Stone Temple Pilots dos anos 90.

Libertad é mais redondo na harmonia entre o vocal e o som da banda, sem excessos de nenhuma das partes, como seria de se esperar de uma banda formada por grandes “divas” do rock. Ninguém puxou pra si o rótulo de estrela, ao menos até o momento. Percebe-se isso no site e nos vídeos do Velvet. O ego de cada um tem espaço suficiente pra se esparramar e quem ganha com isso são os fãs do bom e velho rock'n'roll.

Apesar de ser mais light, faltou em Libertad uma boa balada, daquelas onde Weiland demonstra ter mais força, como You Got No Right, presente no primeiro álbum e de longe a música que mais gosto de ouvir quando coloco Contraband no cd player. Tudo bem, apenas acabei de ouvir Libertad pela primeira vez mas farei questão de comprar o cd, pois baixei o álbum para saber se valeria a pena colocá-lo junto de minha coleção, coisa que estou mais do que convencido.

domingo, 5 de agosto de 2007

Fiasco

É, não foi dessa vez que Brasília ouviu o que devia. E o pior: a manifestação contra o Governo Lula além de ter sido ridículamente inexpressiva, atraiu gente do pior tipo, como separatistas e pessoas de extrema direita. Pior do que isso, só se exigissem a Ditadura de volta.

Em pesquisa de popularidade realizada pelo Datafolha, Lulinha e seu governo incomPTente se mantém bem na foto, com 48% de aprovação. Isso tudo porque pobre continua morrendo nas estradas remendadas mal e porcamente, a bordo de ônibus piratas, paus-de-arara e carros sucateados, nas filas dos hospitais públicos e essas mortes causam menos comoção do que as mortes da classe média, que ultimamente tem muitos motivos pra adiar ao máximo qualquer viagem de avião.

Parabéns, Lula. Parabéns, Marta Suplicy. Parabéns, PT. O Brasil continua sua caminhada para o fundo do poço e você se mantém firmes no comando.

PS: Já que ficar indignado não adianta, vai uma piadinha?

Gente, fico chateado quando usam a Internet para espalhar informações que não procedem. Recebi hoje um e-mail dizendo que o sangue do nosso Presidente é do tipo A-peritivo, e o dos eleitores dele é do tipo AB-estalhados. É muita sacanagem e falta de ética usar a Internet para passar esse tipo de coisa. Temos que divulgar informações corretas! O sangue do Presidente é do tipo B-bum e o dos eleitores O-tário.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Manifestação Cívica

Comentei dias atrás que esse tal de "Fora Lula" não é bem o caminho pras coisas entrarem nos eixos. Errei. Reavaliando minha posição, o "Fora Lula" é válido no sentido de mostrar pra corja do PT que nem todo brasileiro se deixa levar pela demagogia do "partido do povo". É válido pra acordar aqueles que ainda não entenderam a gravidade da situação. No final desse post há um link para a manifestação programada para este dia 04/08.

A vaia na abertura dos Jogos Panamericanos foi o início. O acidente da TAM, ainda que não seja culpa direta do Governo Federal, tem no descaso das autoridades várias das pequenas causas para a tragédia ter terminado com mais de 190 mortos, o que causou comoção e indignação pelo tratamento dado ao fato pelo Governo LLulla. Como a maioria da população carente não viaja nem de ônibus, que dirá de avião, pra essa fatia do povo brasileiro está tudo excelente. Foram comprados com esmola e bravatas populistas do Presidente.

Não bastasse esses eventos recentes, temos que lembrar que há uma lista imensa de escândalos protagonizados desde 2003 por mensaleiros, sanguessugas, aloprados, ministros, membros do Congresso Nacional entre outros, tudo porque o Presidente NÃO SABIA DE NADA e foi apunhalado pelas costas, segundo ele adora alardear. Entre os vários escândalos sem explicação ou mal explicados, temos:

- Escândalo do Propinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha);

- Irregularidades do Fome Zero;

- Expulsão de Políticos do PT contrários aos desmandos do Governo, acarretando na fundação do PSOL, numa clara operação "abafa";

- Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula, também conhecido como Caso Waldomiro Diniz);

- Recuos do Governo Federal na Lei de Responsabilidade Fiscal, como na prestação de contas na Prefeitura de São Paulo durante a gestão Marta 'Relaxa e Goza' Suplicy;

- Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos);

- Escândalo da ONG Ágora;

- Conselho Federal de Jornalismo, mostrando que há interesse do PT em amordaçar a imprensa;

- Escândalo dos Vampiros;

- Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho);

- Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo);

- Escândalo do SEBRAE, ou Caso Paulo Okamotto, amigão do Lula que pagou dívidas do Presidente;

- Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula);

- Escândalo dos Dólares na Cueca;

- Escândalo da Gamecorp-Telemar, ou Caso Lulinha. Nunca na história desse país uma pessoa se deu tão bem no mundo empresarial;

- Escândalo das Cartilhas do PT;

- Escândalo dos Grampos na Abin;

- Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins);

- Escândalo do Mensalinho;

- Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula);

- Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados;

- Escândalo dos Grampos no TSE;

- Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula - petistas pegos com malas de dinheiro para compra de um dossiê falso);

- CPI do Apagão Aéreo;

- Operação Xeque-mate (envolvendo o irmão do presidente Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, indiciado por tráfico de influência e o compadre do presidente Dario Morelli Filho, denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica);

- Escândalo no Senado (envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros - PMDB, por falta de decoro parlamentar)

Ufa! E tem muito mais, pois as operações deflagradas pela Polícia Federal mostram que a corrupção desse Governo pode ter sido herdada de outros, mas continua sendo alimentada. E bem alimentada.

Caso você esteja cansado disso tudo e tem o privilégio de morar em uma das cidades constantes na lista abaixo (clique na imagem), não deixe de exercer sua cidadania. Cobre dos governantes decência, ética, bons princípios e respeito, principalmente.


Photobucket - Video and Image Hosting

terça-feira, 31 de julho de 2007

Sangue de Jesus tem PODER!!! Ou o Pastor Highlander


Cara, essa eu queria muito estar presente para ouvir. Deve ter sido a MAIOR cascata. Isso prova que tem gente que, além de não se incomodar em ser ignorante, acha lindo ser enganado. Esse pastor deve ser uma comédia. Só falta alguma emissora de TV descobrir. Com certeza deve ser mais engraçado que Zorra Total, o que, convenhamos, não é nada difícil.

domingo, 29 de julho de 2007

Curtas

- Acabou o Pan. Nada de ruim aconteceu durante o evento. Pergunto: qual foi a oferta feita à bandidagem do Rio para que a paz reinasse tanto tempo?

- A participação brasileira no Pan foi excelente. Competir em casa fez muito bem aos atletas. Pena que isso não acontecerá numa Olimpíada. Pan é Pan, Olimpíadas são outros 500.

- A mídia, principalmente a Rede Globo, escondeu muito bem as falhas que aconteceram no evento, inclusive os atrasos e a corrupção que comeu solta nas obras.

- Lulinha não vai colocar a cara a tapa novamente no Pan, durante seu encerramento. As vaias recebidas na abertura ainda estão fresquinhas na sua memória. Ele prefere esperar um evento populista, onde somente beneficiários do Bolsa-Miséria, digo, Bolsa-Famíllia, estejam presentes.

- O Governo LLulla acabou, no decorrer dessa semana, de pedir arrego novamente ao governo de FHC. Não bastasse seguir à risca a cartilha econômica dos tempos do PSDB, agora pediu pinico pro Nelson Jobim. Para o bem de todos os brasileiros, espero que esse senhor consiga controlar o caos.

- Mesmo que não consiga fazer nada, Nelson Jobim pode ficar tranqüilo no cargo, pois o Lula não tem culhão pra demitir ninguém. Ele espera o cara ser triturado pela opinião pública e pedir demissão. Ou você lembra dele ter mandado embora o Zé Dirceu, o Palocci, o Gushiken?

- Apesar de ser oposição, não concordo com esse negócio de "Fora Lula", que aconteceu no ato promovido em São Paulo, em memória das vítimas do acidente da TAM. Ele foi eleito democraticamente. Cobrem o serviço que ele DEVE fazer, ou seja GOVERNAR esse país. Exigir que ele saia não fará com que as coisas mudem. Exigir que ele trabalhe, isso sim, pode ser que surta algum efeito. Se bem que trabalhar nunca foi a dele... Viajar com o dinheiro dos brasileiros é muito mais divertido, né, Presidente?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Transformers - com spoilers



Depois do trauma causado por Homem Aranha 3, aquela bomba escondida sob um "filme", resolvi que era hora de voltar aos cinemas. A maldição do terceiro filme me fez passar longe de Piratas do Caribe e Shrek. Assisti-los-ei em casa, com direito a pausa na hora que for conveniente e comendo pipoca feita por mim, que é muito melhor do que a vendida nos cinemas. Em termos de culinária acabam aí meus méritos, mas isso não interessa no momento.

O importante é comentar o filme do intragável Michael Bay. Infelizmente ele continua sendo um diretor que privilegia apenas UM aspecto nas histórias que conta: os efeitos especiais de destruição. Essa "resenha" poderá ser melhor aproveitada caso você já tenha assistido Transformers.

O filme começa surpreendentemente bem, com um ritmo divertido, bem estilo pipocão e valendo o ingresso. O primeiro ataque dos Decepticons, realizado por Blackout na base do Qatar, é de cair o queixo. O ataque de Scorponok aos sobreviventes da base norte-americana perde um pouco o ritmo, mas ainda assim o filme se mantém interessante.

Enquanto isso, nos EUA, vemos as peripécias de Sam Witwicky para conseguir seu primeiro carro. Aqui as piadas são bobinhas, mas divertidas, a atuação de Shia LaBeouf (eita nomezinho desgraçado, viu) mata a pau, a presença de Megan Fox durante o filme todo só servirá de colírio - mas que colírio - e a expectativa em relação à primeira aparição dos robozões não chega a ser cansativa. A primeira aparição de Bumblebee no mercado de carros usados garante muitas risadas para quem está na sala de exibição. Há uma razão para que o robô faça todo o esforço para ser comprado por Sam, mas esse spoiler prefiro não comentar. Já nesse ponto percebe-se que LaBeouf está totalmente à vontade em seu papel e que os elogios ao guri são totalmente cabíveis.

Após conseguir ser "comprado" por Sam, Bumblebee vai para um local afastado a fim de continuar sua missão, mas não sem ser perseguido por Sam, que chamou a polícia, achando que estavam roubando seu precioso carro. Chegando a esse local, vemos Bumblebee em sua forma robótica, enviar um "batsinal" para o espaço, chamando outros Autobots.
Nesse meio tempo, uma nova tentativa dos Decepticons em obter dados sobre o Projeto Homem de Gelo acontece em pleno ar, abordo do Força Aérea Um, pelo Smeagol dos robôs - Frenzy. Impossível não notar a semelhança entre o fanático pelo Um Anel e os resmungos de Frenzy.
A chegada de Optimus Prime e cia. mostra "como e porque" eles assumem formas de veículos (dá-lhe GM, numa das melhores jogadas de marketing cinematográfico do ano) e tudo até aí faz com que você ache que o melhor do filme está por vir.

É aí que Michael Bay te quebra as pernas. O roteiro, que antes era fraquinho, vira uma porcaria. Surge a agência secreta Setor 7, que ficaria menos ridícula se fosse uma paródia assumida dos MiB. O envolvimento dos militares na história tira todo o ritmo do filme, que começa a se arrastar. Os furos do roteiro, antes perdoáveis, tomam contornos irritantes. Um robô de Cybertron pode viagar nas temperaturas absurdamente baixas do espaço sideral numa boa, mas se cair no Círculo Polar Ártico, finou-se. Vai virar picolé e pode ser subjugado.

O mapa para encontrar o artefato que causa a vinda dos Transformers para a Terra foi impresso nos óculos do tataravô de Sam, que encontrou o picolé Megatron em sua expedição ao Ártico no século XIX. Esse cubo, chamado de Allsparks, já está em nosso planeta há milênios, mas só os poderosos e onipresentes EUA puderam garantir sua guarda a salvo de outros povos. Allsparks têm o poder de conferir vida a objetos inanimados, especificamente transforma em Gremlims eletrônicos todo e qualquer artefato eletro-mecânico. Nota-se aí um pouco da influência de Spielberg no filme. Se ele tivesse assumido a direção, talvez as derrapadas do roteiro fossem menos sentidas.

Quando descobre-se a conexão dos robôs com o cubo, decide-se levar esse artefato até uma cidade (sabe-se lá o motivo) para que Megatron e seus Decepticons não se apossem do dito. E é aí que Bay começa o espetáculo que enche olhos e ouvidos. Destruição e mais destruição em efeitos que nos fazem esquecer por alguns momentos o quão ruim é a história do meio até aqui.

Claro que os mocinhos vencem, Optimus Prime faz um discurso pra lá de piegas e todos vivem felizes para sempre. Felizmente somos poupados de uma cena com a bandeira norte-americana tremulando ao pôr-do-sol, mas não de um possível gancho para uma seqüência. Sabendo que o filme está arrecadando horrores mundo afora, em breve deve sair notícia de Transformers 2 por aí.

Sabendo esse pouco sobre o filme, você me pergunta: - Quanto vale o show?

Resposta: Vale quanto pesa. O ingresso se justifica se você era uma criança feliz na década de 80 e naquela época queria muito ver seus personagens criarem vida no cinema. Como os efeitos eram limitadíssimos naquele tempo, aceita-se o filme feito hoje. E que nos deixa com vontade de comprar pelo menos uma miniatura de um dos robôs. Malditos engravatados...

Nota: 6,5 (Seria nota 10 se o filme acabasse na primeira hora de projeção)

domingo, 22 de julho de 2007

Diretor de museu britânico defende menos filhos contra aquecimento

O novo diretor de um dos principais museus britânicos, o Museu da Ciência, defende uma nova arma no combate ao aquecimento global: o controle de natalidade. Em reportagem publicada neste domingo pelo jornal The Observer, Chris Rapley argumenta que uma população menor no futuro significará "menos dióxido de carbono jogado na atmosfera, porque haverá menos pessoas para usar carros e eletricidade". Rapley, que assume oficialmente o cargo no dia 1º de setembro, alega que "para atingir esse objetivo você só precisa gastar uma fração do dinheiro que seria necessário para desenvolver soluções tecnológicas, novas usinas nucleares ou produzir combustíveis renováveis". "Porém, todos decidiram ignorar o assunto silenciosamente", afirma Rapley, que antes de ser escolhido diretor do museu era o chefe da missão britânica na Antártida. Para ele, é importante uma ação para evitar que a população mundial se aproxime dos 10 bilhões. Segundo dados recentes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a população mundial deve crescer dos atuais 6,6 bilhões para cerca de 9 bilhões em 2050. Agumento semelhante ao de Rapley já havia sido defendido recentemente pela organização não-governamental britânica Optimum Population Trust (OPT), dedicada a defender o controle de natalidade. Em maio, a ONG lançou um relatório afirmando que, mesmo com uma redução de 60% nos níveis de emissões de CO2 até 2050 em relação aos níveis de 1990, seguindo a recomendação do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), isso seria praticamente anulado pelo crescimento populacional no período.

Fonte: BBC Brasil.com

Quem lia meu antigo blog sabe que sou amplamente a favor do controle de natalidade, principalmente nos países de baixo IDH. É loucura deixar a população atingir 9 bilhões de pessoas até 2050. Medidas fáceis e eficazes existem. E o melhor: gastanto menos assim do que remediando a situação que o aumento populacional acarreta.
Faça a sua parte: tenha no máximo dois filhos. Se já tem mais de dois, ensine-os a serem cidadãos responsáveis e consumidores racionais. O Planeta agradece.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Bahia de luto. E o Inferno com medo


Grande André Dahmer. Essa ilustração não é inédita, mas cai como uma luva. Agora só falta se juntarem ao Toninho Malvadeza os senhores Sarney, Barbalho, Roriz, Lula, Quércia, Collor... Putz, a lista é imensa. Mas a cada um desses patifes que se vai, menos pior fica essa terra.
Só pra constar: engraçado como viram santos depois que morrem, né?

terça-feira, 17 de julho de 2007

Sinais de vida

Bem amigos, desculpem por não estar fazendo a lição de casa direitinho ultimamente. Tenho andado um tanto quanto ocupado, mas não abandonei o Buraco. Em alguns dias a situação volta ao normal. Ao menos é o que espero.

O chato de ter ficado fora esse tempo foi ter perdido a "fenomenal" escolha do Cristo Redentor como uma das Maravilhas do Mundo. Bairrismo puro, uma vez que havia escolhas melhores na lista. A única coisa bonita no Corcovado é a vista que se tem do Rio lá de cima. Aquela estátua do Cristo em si não tem nada de maravilhoso. Incrível como brasileiro se organiza quando o assunto é fútil. Se fosse um povo sério, teria usado a internet pra entulhar os servidores do Congresso Nacional com mensagens de repúdio a tudo que acontece por lá. Mas não, melhor clicar no botãozinho que elege o Cristo como maravilha...

Outra coisa bacana que aconteceu foi a recepção ao LLulla durante a abertura do Pan. Tem gente que diz que criticar o LLulla é como chutar cachorro morto. Se esse cachorro estivesse mesmo morto, todos poderíamos estar em melhor situação. Herdar um país em vias de entrar nos trilhos (a crise gerada antes das eleições de 2002 foi em função do medo e incerteza do que seria feito em um governo do PT) e só manter o que a cartilha econômica prega é fácil, bem como é fácil manter o povão nas rédeas quando se oferece assistencialismo de quinta. Fácil também é sentar atrás de um Macintosh e chamar de classe média quem critica o "cachorro morto". Ser rico, diferentemente de ficar rico, hoje no Brasil é fácil. Ser pobre, se tornou cômodo. E nós, da Classe Média, é que levamos o país nas costas, debaixo de uma carga tributária surreal.

Sobre as fotos da Bandeirinha que estão rolando pelos e-mails, nota-se que ela é boa, mas todo o alarde feito foi um belo golpe de marketing. Não acredito que ela teria vendas relevantes se fosse de outra maneira. Mas o que esperar de uma revista que colocou em sua capa uma mulher tão feia, mas tão feia quanto a da edição de janeiro? Repare no artifício de esconder a feiúra da moça debaixo de seus cabelos...

Outra coisa que aconteceu recentemente e já dá pinta de ter sido roubada foi o lançamento do iPhone. O aparelho é bonito, cool e cheio de marra, mas faltam nele muitos útilitários que provavelmente estão presentes no seu celular. E como a tecnologia avança a braçadas largas, mal o iPhone saiu já tem neguinho prometendo um concorrente que vai além do que o telefone da Maçã oferece.

A nota triste fica por conta de uma tragédia anunciada: o acidente com o vôo JJ3054, da TAM.
Um ministro da Defesa incompetente, mantido no seu cargo até agora não se sabe o porquê. Um presidente da Infraero incompetente, mantido no seu cargo até agora não se sabe o porquê. Um Presidente da República com o rabo preso (tem outra explicação pra manter esses senhores em seus cargos?) e poucos têm coragem de perguntar o porquê. Um governo assistencialista que entrará para a História como um um dos mais corruptos e incapazes de governar para todos desde o retorno da Democracia.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Matemática para entender o Governo Lula

Ainda atordoado com os impropérios político-governamentais lançados quase que diariamente sobre nossas cabeças (ao menos daqueles que acompanham os noticiários), cheguei à uma conclusão: nunca, na istória deçe paíz, houve tanta corrupção, tanto aparelhamento partidário do Estado, tanta cara-de-pau quanto no Governo Lula.

Aliás, relembrando capa da revista Veja de 2005, quando estourou o escândalo do Mensalão e Lula foi comparado a Collor, fiz uma equação que pode explicar nossa situação atual:

1o. mandato de Lula + corrupção = Lulla (segundo a Veja)
2o. mandato de Lula + (corrupção2 + cargos comissionados nas mãos do PT) = (segundo este que voz escreve)

O que mais desespera é que ainda estamos no início do segundo semestre do PRIMEIRO ANO desse segundo mandato e essa equação, tenho certeza, receberá novos dados. Que Deus nos ajude.
Outra coisa importante a ser dita sobre o aparelhamento: nos cargos comissionados, a maioria dos funcionários está filiado ao PT. Como uma parcela do salário desses funcionários vai para o partido, pode-se dizer, de maneira superficial, que o Governo está financiando o PT. Isso serve pra reforçar aquele texto que todo mundo já deve ter recebido, que lido num sentido dá a entender que os governos de esquerda procuram o bem do povo, mas lido ao contrário, mostra a real face desse tipinho de gente.
Mas a piada da semana é o ultimato dado pelo "projeto de ditador" que preside a Venezuela. Aquele senhor, que não por acaso é da mesma linha de um certo Partido dos Trabalhadores, quer interferir na nossa soberania. Pior do que isso só aturar o garoto de recados do Chaves, Evo Morales, criticando os biocombustíveis. De repente, não é só o Brasil que é um circo. A América Latina também.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Brasil: o maior circo do mundo

E a tenda do circo já vem armada não é de hoje. Quando você nasceu o picadeiro já estava montado. E ainda assim, as atrações nunca se esgotam ou tornam maçantes o espetáculo. Diga-se de passagem, ultimamente nós, povo brasileiro, estamos dando um show para o mundo. Somos os maiores palhaços da face da Terra.

Vem ministro dizer pra relaxar e gozar nos aeroportos, seguido por outro ministro, ressaltando que o excesso de problemas encontrados no sistema aéreo brasileiro só pode ser em função da pujante economia, que abriu oportunidade para muita gente viajar de avião. E os palhaços na população aceitam numa boa, afinal foram declarações infelizes. É só pedir desculpas e tudo bem, podem gozar da nossa cara e continuar no cargo que ocupam.

Tem presidente do Senado dizendo-se vítima de um “esquadrão da morte moral”, mas ainda assim ele afirma que permanece no cargo de presidente, pois não é de fugir de briga. Além do mais, se diz tranquilo, porque “a verdade prevalecerá”. Não bastasse a cara de pau desse senhor, ele se solidariza com outro senador, que foi flagrado negociando a módica quantia de R$ 2,2 milhões. Ladrão que apóia ladrão é o que?

Aliás, os senadores estão de parabéns pelo corporativismo demonstrado. Só quem tem o rabo muito preso pra querer absolver um colega que está com tanta lama impregnando em suas ações. Só se salva um ou outro naquele pardieiro que demonstrou ser o Senado. Estão buscando se nivelar com a Câmara, talvez? E o povo, palhaço que só ele, não se preocupa em cobrar satisfações.

E o que falar do pai de um dos agressores da empregada doméstico, no Rio de Janeiro, que condenou a prisão do seu filho, pois é injusto colocar um rapaz de caráter, que estuda e trabalha, no mesmo ambiente onde se encontram verdadeiros marginais. Até onde eu sei, a lei é para todos e quem se colocou no patamar de bandido foram os agressores, que deveriam ter pensado nas consequências de seus atos ANTES de cometer a covardia. Ao conceder a infeliz entrevista, onde ele tenta defender seu filho, esse pai foi mais um a colocar na cara de cada um de nós um lindo e lustroso nariz de palhaço.

E pensar que algumas semanas atrás eu acreditava que esse país tinha jeito.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A Arca foi pro saco

O site A Arca finou-se. Pra mim não fará tanta falta, pois seus colaboradores eram extremamente tendenciosos (bom, o pessoal do Omelete também é), pagavam pau exageradamente para os filmes da Marvel (os MdM também, mas fazem isso por pura safadeza), e o visual do site era um dos mais feios entre os ditos “especializados” em cultura nerd.

O problema desse tipo de site, na minha opinião, parece ser a dificuldade em filtrar as toneladas de informações que caem na rede todo dia, publicá-las de maneira interessante e bem humorada, abrir espaço para os comentários dos leitores e aprimorar o site fazendo uso das críticas e sugestões que podem surgir – convenhamos que essa última parte é praticamente impossível, pois não tem raça mais descontente e sem unidade que os nerds. Agradar aos fãs de quadrinhos, polarizados entre a Marvel e a DC; aos otakus dos mangás e a todos aqueles que consomem qualquer coisa relativa aos universos criados pela fantasia e imaginação dos autores é tarefa inglória.

A nota triste pelo “falecimento” do supracitado site fica pelo fato de ser o segundo com temática nerd a perecer no espaço de um ano, pois o Sobrecarga sucumbiu em janeiro desse ano. A continuar assim, a cada semestre vai pra vala uma página dessas.

Será?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

A Invasão dos Filmes Dublados

Pode ser apenas impressão, mas ultimamente a quantidade de cópias dubladas nas salas de cinema está maior do que nunca. Ou melhor, parafraseando nosso egocêntrico e ingênuo Presidente, nunca na história desse país foram lançados tantos filmes com cópias dubladas nos cinemas.

Isso demonstra, ao menos para meu chutômetro social, que a renda da população aumentou o suficiente para abrir a possibilidade de maiores gastos com lazer. Como assim? Ora, há hoje mais pessoas das classes média-baixa e baixa frequentando as salas de exibição. Uma vez que o nível educacional de boa parte dessas pessoas é fraco, elas tendem a procurar seus filmes favoritos dublados, pois as mesmas possuem dificuldade em acompanhar as legendas. Sem falar que boa parte das legendas se tornam ilegíveis, em função da cor infeliz utilizada nas mesmas (o que me lembra: qual a razão das legendas dos cinemas serem brancas e nas cópias em DVD e VHS serem amarelas?).

Isso seria uma boa notícia para os dubladores, não fosse a mania infeliz de convidar “celebridades” para dublar alguns filmes, como no caso da turma do Pânico que dublou o último lançamento de Asterix e Obelix nos cinemas. Também poderia ser uma boa notícia se houvesse o devido respeito para com os dubladores, mas nem sempre os estúdios pagam os valores que deveriam para esses profissionais.

Um caso emblemático e que deixou muito fã decepcionado aconteceu com Waldyr Sant'Anna, responsável pela voz de Homer Simpson. Por motivos trabalhistas, Waldyr está processando a Fox pelo não-pagamento e uso não autorizado de sua voz nos DVD's dos Simpsons e está fora da série e do longa-metragem. Esse é o tipo de notícia que decepciona, pois Os Simpsons na versão nacional é tão bom quanto a versão original, se não melhor.

Eu alimento o sonho de um dia, ainda que seja mesmo apenas por um dia, poder participar da dublagem de desenho animado. Mas sabendo de todo o desrespeito com que os estúdios tratam seus dubladores, fica difícil fazer por onde esse sonho acontecer. E o problema de dublagem é apenas um dentre os muitos que envolvem direitos devidos aos artistas.

Por mais que telespectadores e fãs reclamem, dificilmente os estúdios se incomodarão em respeitar o público e os bravos dubladores brasileiros, que, sabe-se há um bom tempo, estão entre os melhores do mundo.

Só espero que a proporção de filmes dublados, mesmo aqueles que possuem dublagens excelentes (nem todos se encaixam nessa categoria) não supere muito a de filmes com áudio original. Por maior que seja minha vontade de ter minha voz emprestada para personagens, não sou o tipo de cara que vai ao cinema assistir filme dublado. Já desenho animado é outra história...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Vou, Macho e Volto!

Chegou a hora de mostrarmos com quantos paus se faz uma canoa. Para isso, varões de todo Brasil, temos que manter nossos músculos rijos e lutar pelo direito de termos costeletas e cabelos no peito.
A moda vive um eterno vai-vém. As tendências caem com a mesma velocidade que sobem. O que era moda nos anos 50, volta nos 80, o que era nos 40, também foi nos 60... Uma panacéia geral.
Porém, tudo tem suas vantagens. O estilo macho, por exemplo, há algum tempo tão “demodê”, ressurge agora como novidade. Não para as mulheres, mas para os homens. Afinal, também temos o direito.
No entanto, a coisa não é tão simples: depois de anos desbundando, o homem terá que se adaptar aos novos tempos. Foram décadas de lutas femininas, o comportamento sexual do planeta é outro e a dona Aids chegou não sei de onde, feito uma camisa-de-força, ou camisa-de-vênus?
Mas eu, machão irrecuperável, tenho algumas dicas para ajudar homens embananados a falar grosso.

1.Muito bem... pra começar, jogue fora seu batom, tire o brinquinho e, antes de tudo, esqueça esse “babydolzinho” que você está usando.

2.Deixe a barba por fazer, crescer as costeletas e ressalte os músculos. Vá até a padaria mais próxima e mexa com a primeira mulher que entrar. Menos com a minha, é claro!

3.Se você não tem cabelos no peito, arranje-os imediatamente. Pode ser peruca, implante, uma vassoura colada... qualquer coisa. Desde que seja pêlo e fique à vista.

4.Pra se tornar um macho de verdade, é bom contar com os serviços de dois profissionais. Primeiro, uma amante; segundo, um detetive particular, para descobrir se sua mulher anda fazendo o mesmo.

5.Realmente, depois de tantas conquistas da mulher, o homem ficou numa situação terrivelmente desconfortável. Tipo barata zonza. Não sabe se vai pra lá ou se vem pra cá. Totalmente desnorteado. A solução é simples. Basta arranjar uma bússola. Sim, uma bússola! Ou pensa que só mulher pode ter bússola?

6.Você já bateu em mulher? Não? Então é hora de experimentar essa prática machista, há algum tempo combatida. Pois bem, pegue sua mulher ou qualquer outra, tanto faz, e desça o braço umas duas ou três vezes por dia. Porém, muito cuidado! Durante esse tempo em que o homem esteve recolhido, a mulher fez musculação, ginástica, caratê... algumas têm até cabelo no peito. Todo cuidado é pouco.

7.Não permita que mulher alguma faça amor com você. É você quem tem que fazer com ela.

8.Se você é um sujeito educado, não coça abaixo da “linha do Equador” em público, não cospe no chão e nunca beliscou mulheres em ônibus, está marcando, pois isso é macho pacas. O perigo é confundir tudo: beliscar abaixo da linha do Equador, coçar o chão e cuspir em mulheres no ônibus.

9.Todo macho tem que ser um eterno caçador. Ao entrar num bar, jogue a isca para a primeira mulher. De cara, lance olhares fulminates, depois pisque insistentemente, ofereça uma bebida... se nada der resultado, dê um soco no estômago dela, uma chinelada, jogue-a nas costas e leve pra cama.

10.Nunca fique por baixo de uma mulher. O lance é estar sempre por cima. Agora, para os baixinhos, recomendo um banquinho ou um tiro na cabeça.

11.Macho que é macho não chora. Portanto, nada de assistir filmes melados e nem show do Gonzaguinha, ou uma lágrima pode rolar e sua moral junto. O negócio é “Rambo”, meu irmão! O 1, o 2, o 3 e o 4, se pintar. De quebra, um showzinho do Agepê vai bem. Mó sambão!

12.Caso você queira ser um machão moderno, um “new machão”, não tem crise. Faça tudo igualzinho, só que com topetão, camisa psicodélica, óculos “tchans” e muito Bruce Springsteen rolando, falô?!

(Texto publicado originalmente em fevereiro de 1986, republicado em The Best of Chiclete com Banana no.2)

Lei perdida de Fang
A humanidade pode ser melhor entendida se dividirmos as pessoas em três classes:
a- aquelas que pensam;
b- aquelas que não pensam;
c- aquelas que fariam melhor se não pensassem.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Viagem ao fundo do pote de Hellmann`s

Atualmente quem é nerd não tem muito do que reclamar. Filmes baseados em quadrinhos são anunciados a cada mês que passa, as editoras estão colocando nas bancas o que há de melhor e, no caso da Pixel, com muito respeito ao leitor e séries de TV usam a mitologia dos super-heróis para conseguir ampliar sua audiência e garantir mais grana no bolso dos executivos.

Heroes é uma das séries que melhor define essa inspiração nos seres superpoderosos e só não bebe da fonte dos criadores dos universos Marvel e DC porque descaradamente chupou destas editoras os conceitos com os quais trabalha. Mas e daí? É tão divertida ou mais do que Lost, que para ser compreendida precisa ser pesquisada na internet, de maneira tal que chega a irritar um pouco. Felizmente parece que o pessoal dos “perdidos” encontrou o rumo novamente e a série volta a ser divertida.

A razão para eu citar Heroes aqui é simples e todo mundo já deve ter feito essa pergunta, ainda que apenas para si, uma vez na vida: e se fosse possível? E sendo possível, qual seria o poder que você gostaria de possuir?

O mais difícil nesse exercício de viagem na Hellmann's é saber exatamente o que aconteceria no mundo com uma população de super seres zanzando por aí. Várias foram as HQ's que mostraram isso, algumas com bons argumentos, até. Por ser essa parte da brincadeira a mais difícil e chata, eu passo. Vamos para a diversão, ora pois!

Se fosse possível a existência de pessoas com poderes (tomando Heroes como base) e havendo a possibilidade da escolha dos meus poderes (supondo que o máximo de poderes que alguém pode ter são dois, por quaisquer razões que você imagine) eu escolheria: do Hiro e da Claire. Os outros até que são interessantes, mas esses dois são os que me interessam no momento.

O do Hiro é fácil entender, n'est pas? Manipular o espaço-tempo é algo muito útil, ainda que bastante confuso. Se bem que eu não usaria esse poder apenas de maneira honrada e focada no bem geral. De vez em quando eu iria me sentir tentado a usá-lo em benefício próprio. Hey! Eu sou humano, pô! E pra piorar, humano brasileiro... Mas deixemos as questões éticas de lado.

Podendo ir para o futuro e passado, eu colocaria ordem naquelas coisas que me parecem fora de lugar. Itália - Campeã do Mundo em 82? Wroooooooong! Brasil - Tetracampeão do Mundo em 82! Não quero saber daquele negócio de “campeões morais” na copa de 78. Eu tinha apenas 2 anos e meio e nem sabia o que era futebol. Já na de 82... Eu chorei muito quando fomos eliminados. Logo, isso deve ser remediado.

No Natal de 87 eu não ganhei o presente que queria: o caça dos Comandos Em Ação. Segundo meus pais, por causa do meu baixo desempenho escolar. Sem essa! Eles estavam ferrados de grana e não puderam comprar. Logo, eu daria um jeito de cair na conta do meu pai o valor suficiente pra ter o objeto do desejo daquele ano. E teria sido mais feliz com mais um item da minha vasta coleção dos Comandos, que perdura até hoje e que ninguém vai colocar o dedinho. Mas se eu fosse esperto mesmo, dava um jeito de descolar um prêmio de loteria bem gordinho pra minha família nessa época. Aí sim, todos os problemas financeiros iriam por água abaixo e eu teria a coleção COMPLETA dos Comando em Ação... Bwuah-ah-ah-ah-ah! Quem lia as revistas da Liga na década de 90 sabe bem o que é esse “Bwuah-ah-ah-ah-ah”! Quem não lia, fique à vontade para perguntar.

E eu não deixaria que meu “eu” de 1988 reprovasse a sétima série. Não iria trapacear, mas obrigar o pequeno Rodrigo a estudar desde o começo do ano, pra não precisar passar pelo processo exaustivo da recuperação. É, nessas horas eu percebo como sou velho. Aqui caberia o infame “no meu tempo”...

Mudando agora para pontos de interesse geral da nação, eu não deixaria que o Tancredo morresse. Lá por 84 eu daria um jeito do tio realizar exames de rotina, esperando que fosse detectado antecipadamente o problema que causou sua morte e impedindo o mesmo de acontecer. Eu não ia muito com a cara dele na época, mas era coisa de criança. Eu achava que ele não tinha “cara de presidente”, mas também chorei quando ele morreu, porque senti que ali o Brasil estava ficando atrasado na história por mais alguns anos. Pelas minhas contas, nosso atraso foi de mais ou menos 20 anos. Ficando o Tancredo, não teríamos que aturar o Zé Sarney com aquela voz irritante dizendo “brasileiras e brasileiros”. Aliás, minha professora de EMC e posteriormente de OSPB(?!) era fã dele só porque ele colocava as brasileiras antes dos brasileiros. Outro que eu não deixaria morrer é o Dilson Funaro. Acho que, apesar de ter seu plano econômico boicotado pela cabecinha pequena do setor empresarial da época, ele tinha muita capacidade para comandar o Ministério da Fazenda.

Talvez com a manutenção do Tancredo na Presidência da República o desastre chamado Collor não aconteceria em 1990. Talvez as instituições políticas hoje seriam bem menos corruptas. Mas eu acho difícil que a história recente do país tivesse sido pior do que foi.

No âmbito mundial, eu pensaria se evitava a ascensão de Hitler, Mussolini e Stálin ao poder, evitando assim a II Guerra Mundial e, conseqüentemente, a Guerra Fria. Mas, ao impedir o acontecimento da II Guerra Mundial, eu sei que estaria decretando uma certa morosidade nos avanços tecnológicos. É algo que li numa reportagem numa Superinteressante, anos atrás. Eles convidam um especialista de determinada área e jogam uma pergunta do tipo “E se...” pro cara. No caso da II Guerra eles perguntaram o que aconteceria se o Eixo tivesse sido vitorioso. Segundo o especialista, viveríamos ainda como na década de 50, com pouquíssima liberdade de expressão, a internet dificilmente teria sido criada e muitas minorias étincas teriam sido dizimadas. O mundo nem de longe seria como o conhecemos hoje.

Não sou especialista em II Guerra, mas suponho que se ela não tivesse acontecido avanços como microondas, radar, sonar, refinamentos na química e na comunicação iriam demorar mais tempo para serem obtidos. Mas o lado bom é que não haveria genocídio de judeus, não haveria Estado de Israel (nada contra, mas os palestinos merecem um país pra eles também, o que poderia diminuir os conflitos na região), não haveria Muro de Berlim, não haveria as tragédias de Hiroshima ou Nagasaki. Acho que o atraso tecnológico é suportável quando pensamos na supressão dessas feridas.

Mas supondo que não seria uma boa idéia tirar a II Guerra da história, o que podria ser feito em benefício do Brasil, nesse caso? Bom, evitar que o Vargas declarasse guerra ao Eixo seria uma boa. O Brasil seria massacrado pelos EUA, poderíamos acabar entre os beneficiários de algum plano semelhante ao Plano Marshall, nosso crescimento econômico seria igual ao dos países ricos e muita coisa na nossa história seria diferente. O comunismo não iria criar a paranóia que criou na década de 60, não haveria o golpe de 64, não teríamos vivido a ditadura e hoje você poderia comprar um Ipod ou um PlayStation 3 pelo preço justo.

A contrapartida desses benefícios todos seria que nossos ecossistemas (Mata Atlântica, Cerrado e Floresta Amazônica em maior escala) teriam ido para o vinagre em uma velocidade muito maior do que estão indo hoje, o efeito estufa seria antecipado em décadas e talvez a humanidade estivesse bem pior do que já está.

Incrível como mexer na História pode criar tantos novos rumos, não?

Esses parágrafos sobre possuir o poder de Hiro justificam (ou não) a razão para tê-los, mas qual a razão para possuir os poderes de Claire? Simples, pequeno gafanhoto. De que adianta poder ir para o futuro ou para o passado se eu continuaria envelhecendo na mesma velocidade que você e outros humanos normais? Suponho que o envelhecimento de uma pessoa que pode se regenerar deve ser bem mais lento do que as demais pessoas (Wovôlverine que o diga). Assim sendo, eu poderia mexer na História e ainda por cima teria tempo de vida suficiente para aproveitar os acertos e desfazer os erros.

É, amigo. Não dá pra dizer que eu viajo mal na maionese...

Hiro: "翼をかえるだけでタイ-ファイターのパーツが使えるので、つい作ってしまったタイ-インターセプター。"
Ando: "ペーパークラフト作品第1号です。イメージを崩さずに、いかにかっこ良くかつ容易に組み立てれるかに挑んだ作品です。悩んだあげく、難易度の高い球形を多角形にし、羽と本体をつなぐパーツもタイファイターのシルエットが破綻しないぎりぎりまでシンプル化しました。 "
Rodrigo: Não entendi lhufas o que esses japas estão falando...