sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Manifestação Cívica

Comentei dias atrás que esse tal de "Fora Lula" não é bem o caminho pras coisas entrarem nos eixos. Errei. Reavaliando minha posição, o "Fora Lula" é válido no sentido de mostrar pra corja do PT que nem todo brasileiro se deixa levar pela demagogia do "partido do povo". É válido pra acordar aqueles que ainda não entenderam a gravidade da situação. No final desse post há um link para a manifestação programada para este dia 04/08.

A vaia na abertura dos Jogos Panamericanos foi o início. O acidente da TAM, ainda que não seja culpa direta do Governo Federal, tem no descaso das autoridades várias das pequenas causas para a tragédia ter terminado com mais de 190 mortos, o que causou comoção e indignação pelo tratamento dado ao fato pelo Governo LLulla. Como a maioria da população carente não viaja nem de ônibus, que dirá de avião, pra essa fatia do povo brasileiro está tudo excelente. Foram comprados com esmola e bravatas populistas do Presidente.

Não bastasse esses eventos recentes, temos que lembrar que há uma lista imensa de escândalos protagonizados desde 2003 por mensaleiros, sanguessugas, aloprados, ministros, membros do Congresso Nacional entre outros, tudo porque o Presidente NÃO SABIA DE NADA e foi apunhalado pelas costas, segundo ele adora alardear. Entre os vários escândalos sem explicação ou mal explicados, temos:

- Escândalo do Propinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha);

- Irregularidades do Fome Zero;

- Expulsão de Políticos do PT contrários aos desmandos do Governo, acarretando na fundação do PSOL, numa clara operação "abafa";

- Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula, também conhecido como Caso Waldomiro Diniz);

- Recuos do Governo Federal na Lei de Responsabilidade Fiscal, como na prestação de contas na Prefeitura de São Paulo durante a gestão Marta 'Relaxa e Goza' Suplicy;

- Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos);

- Escândalo da ONG Ágora;

- Conselho Federal de Jornalismo, mostrando que há interesse do PT em amordaçar a imprensa;

- Escândalo dos Vampiros;

- Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho);

- Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo);

- Escândalo do SEBRAE, ou Caso Paulo Okamotto, amigão do Lula que pagou dívidas do Presidente;

- Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula);

- Escândalo dos Dólares na Cueca;

- Escândalo da Gamecorp-Telemar, ou Caso Lulinha. Nunca na história desse país uma pessoa se deu tão bem no mundo empresarial;

- Escândalo das Cartilhas do PT;

- Escândalo dos Grampos na Abin;

- Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins);

- Escândalo do Mensalinho;

- Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula);

- Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados;

- Escândalo dos Grampos no TSE;

- Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula - petistas pegos com malas de dinheiro para compra de um dossiê falso);

- CPI do Apagão Aéreo;

- Operação Xeque-mate (envolvendo o irmão do presidente Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, indiciado por tráfico de influência e o compadre do presidente Dario Morelli Filho, denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica);

- Escândalo no Senado (envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros - PMDB, por falta de decoro parlamentar)

Ufa! E tem muito mais, pois as operações deflagradas pela Polícia Federal mostram que a corrupção desse Governo pode ter sido herdada de outros, mas continua sendo alimentada. E bem alimentada.

Caso você esteja cansado disso tudo e tem o privilégio de morar em uma das cidades constantes na lista abaixo (clique na imagem), não deixe de exercer sua cidadania. Cobre dos governantes decência, ética, bons princípios e respeito, principalmente.


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terça-feira, 31 de julho de 2007

Sangue de Jesus tem PODER!!! Ou o Pastor Highlander


Cara, essa eu queria muito estar presente para ouvir. Deve ter sido a MAIOR cascata. Isso prova que tem gente que, além de não se incomodar em ser ignorante, acha lindo ser enganado. Esse pastor deve ser uma comédia. Só falta alguma emissora de TV descobrir. Com certeza deve ser mais engraçado que Zorra Total, o que, convenhamos, não é nada difícil.

domingo, 29 de julho de 2007

Curtas

- Acabou o Pan. Nada de ruim aconteceu durante o evento. Pergunto: qual foi a oferta feita à bandidagem do Rio para que a paz reinasse tanto tempo?

- A participação brasileira no Pan foi excelente. Competir em casa fez muito bem aos atletas. Pena que isso não acontecerá numa Olimpíada. Pan é Pan, Olimpíadas são outros 500.

- A mídia, principalmente a Rede Globo, escondeu muito bem as falhas que aconteceram no evento, inclusive os atrasos e a corrupção que comeu solta nas obras.

- Lulinha não vai colocar a cara a tapa novamente no Pan, durante seu encerramento. As vaias recebidas na abertura ainda estão fresquinhas na sua memória. Ele prefere esperar um evento populista, onde somente beneficiários do Bolsa-Miséria, digo, Bolsa-Famíllia, estejam presentes.

- O Governo LLulla acabou, no decorrer dessa semana, de pedir arrego novamente ao governo de FHC. Não bastasse seguir à risca a cartilha econômica dos tempos do PSDB, agora pediu pinico pro Nelson Jobim. Para o bem de todos os brasileiros, espero que esse senhor consiga controlar o caos.

- Mesmo que não consiga fazer nada, Nelson Jobim pode ficar tranqüilo no cargo, pois o Lula não tem culhão pra demitir ninguém. Ele espera o cara ser triturado pela opinião pública e pedir demissão. Ou você lembra dele ter mandado embora o Zé Dirceu, o Palocci, o Gushiken?

- Apesar de ser oposição, não concordo com esse negócio de "Fora Lula", que aconteceu no ato promovido em São Paulo, em memória das vítimas do acidente da TAM. Ele foi eleito democraticamente. Cobrem o serviço que ele DEVE fazer, ou seja GOVERNAR esse país. Exigir que ele saia não fará com que as coisas mudem. Exigir que ele trabalhe, isso sim, pode ser que surta algum efeito. Se bem que trabalhar nunca foi a dele... Viajar com o dinheiro dos brasileiros é muito mais divertido, né, Presidente?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Transformers - com spoilers



Depois do trauma causado por Homem Aranha 3, aquela bomba escondida sob um "filme", resolvi que era hora de voltar aos cinemas. A maldição do terceiro filme me fez passar longe de Piratas do Caribe e Shrek. Assisti-los-ei em casa, com direito a pausa na hora que for conveniente e comendo pipoca feita por mim, que é muito melhor do que a vendida nos cinemas. Em termos de culinária acabam aí meus méritos, mas isso não interessa no momento.

O importante é comentar o filme do intragável Michael Bay. Infelizmente ele continua sendo um diretor que privilegia apenas UM aspecto nas histórias que conta: os efeitos especiais de destruição. Essa "resenha" poderá ser melhor aproveitada caso você já tenha assistido Transformers.

O filme começa surpreendentemente bem, com um ritmo divertido, bem estilo pipocão e valendo o ingresso. O primeiro ataque dos Decepticons, realizado por Blackout na base do Qatar, é de cair o queixo. O ataque de Scorponok aos sobreviventes da base norte-americana perde um pouco o ritmo, mas ainda assim o filme se mantém interessante.

Enquanto isso, nos EUA, vemos as peripécias de Sam Witwicky para conseguir seu primeiro carro. Aqui as piadas são bobinhas, mas divertidas, a atuação de Shia LaBeouf (eita nomezinho desgraçado, viu) mata a pau, a presença de Megan Fox durante o filme todo só servirá de colírio - mas que colírio - e a expectativa em relação à primeira aparição dos robozões não chega a ser cansativa. A primeira aparição de Bumblebee no mercado de carros usados garante muitas risadas para quem está na sala de exibição. Há uma razão para que o robô faça todo o esforço para ser comprado por Sam, mas esse spoiler prefiro não comentar. Já nesse ponto percebe-se que LaBeouf está totalmente à vontade em seu papel e que os elogios ao guri são totalmente cabíveis.

Após conseguir ser "comprado" por Sam, Bumblebee vai para um local afastado a fim de continuar sua missão, mas não sem ser perseguido por Sam, que chamou a polícia, achando que estavam roubando seu precioso carro. Chegando a esse local, vemos Bumblebee em sua forma robótica, enviar um "batsinal" para o espaço, chamando outros Autobots.
Nesse meio tempo, uma nova tentativa dos Decepticons em obter dados sobre o Projeto Homem de Gelo acontece em pleno ar, abordo do Força Aérea Um, pelo Smeagol dos robôs - Frenzy. Impossível não notar a semelhança entre o fanático pelo Um Anel e os resmungos de Frenzy.
A chegada de Optimus Prime e cia. mostra "como e porque" eles assumem formas de veículos (dá-lhe GM, numa das melhores jogadas de marketing cinematográfico do ano) e tudo até aí faz com que você ache que o melhor do filme está por vir.

É aí que Michael Bay te quebra as pernas. O roteiro, que antes era fraquinho, vira uma porcaria. Surge a agência secreta Setor 7, que ficaria menos ridícula se fosse uma paródia assumida dos MiB. O envolvimento dos militares na história tira todo o ritmo do filme, que começa a se arrastar. Os furos do roteiro, antes perdoáveis, tomam contornos irritantes. Um robô de Cybertron pode viagar nas temperaturas absurdamente baixas do espaço sideral numa boa, mas se cair no Círculo Polar Ártico, finou-se. Vai virar picolé e pode ser subjugado.

O mapa para encontrar o artefato que causa a vinda dos Transformers para a Terra foi impresso nos óculos do tataravô de Sam, que encontrou o picolé Megatron em sua expedição ao Ártico no século XIX. Esse cubo, chamado de Allsparks, já está em nosso planeta há milênios, mas só os poderosos e onipresentes EUA puderam garantir sua guarda a salvo de outros povos. Allsparks têm o poder de conferir vida a objetos inanimados, especificamente transforma em Gremlims eletrônicos todo e qualquer artefato eletro-mecânico. Nota-se aí um pouco da influência de Spielberg no filme. Se ele tivesse assumido a direção, talvez as derrapadas do roteiro fossem menos sentidas.

Quando descobre-se a conexão dos robôs com o cubo, decide-se levar esse artefato até uma cidade (sabe-se lá o motivo) para que Megatron e seus Decepticons não se apossem do dito. E é aí que Bay começa o espetáculo que enche olhos e ouvidos. Destruição e mais destruição em efeitos que nos fazem esquecer por alguns momentos o quão ruim é a história do meio até aqui.

Claro que os mocinhos vencem, Optimus Prime faz um discurso pra lá de piegas e todos vivem felizes para sempre. Felizmente somos poupados de uma cena com a bandeira norte-americana tremulando ao pôr-do-sol, mas não de um possível gancho para uma seqüência. Sabendo que o filme está arrecadando horrores mundo afora, em breve deve sair notícia de Transformers 2 por aí.

Sabendo esse pouco sobre o filme, você me pergunta: - Quanto vale o show?

Resposta: Vale quanto pesa. O ingresso se justifica se você era uma criança feliz na década de 80 e naquela época queria muito ver seus personagens criarem vida no cinema. Como os efeitos eram limitadíssimos naquele tempo, aceita-se o filme feito hoje. E que nos deixa com vontade de comprar pelo menos uma miniatura de um dos robôs. Malditos engravatados...

Nota: 6,5 (Seria nota 10 se o filme acabasse na primeira hora de projeção)

domingo, 22 de julho de 2007

Diretor de museu britânico defende menos filhos contra aquecimento

O novo diretor de um dos principais museus britânicos, o Museu da Ciência, defende uma nova arma no combate ao aquecimento global: o controle de natalidade. Em reportagem publicada neste domingo pelo jornal The Observer, Chris Rapley argumenta que uma população menor no futuro significará "menos dióxido de carbono jogado na atmosfera, porque haverá menos pessoas para usar carros e eletricidade". Rapley, que assume oficialmente o cargo no dia 1º de setembro, alega que "para atingir esse objetivo você só precisa gastar uma fração do dinheiro que seria necessário para desenvolver soluções tecnológicas, novas usinas nucleares ou produzir combustíveis renováveis". "Porém, todos decidiram ignorar o assunto silenciosamente", afirma Rapley, que antes de ser escolhido diretor do museu era o chefe da missão britânica na Antártida. Para ele, é importante uma ação para evitar que a população mundial se aproxime dos 10 bilhões. Segundo dados recentes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a população mundial deve crescer dos atuais 6,6 bilhões para cerca de 9 bilhões em 2050. Agumento semelhante ao de Rapley já havia sido defendido recentemente pela organização não-governamental britânica Optimum Population Trust (OPT), dedicada a defender o controle de natalidade. Em maio, a ONG lançou um relatório afirmando que, mesmo com uma redução de 60% nos níveis de emissões de CO2 até 2050 em relação aos níveis de 1990, seguindo a recomendação do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), isso seria praticamente anulado pelo crescimento populacional no período.

Fonte: BBC Brasil.com

Quem lia meu antigo blog sabe que sou amplamente a favor do controle de natalidade, principalmente nos países de baixo IDH. É loucura deixar a população atingir 9 bilhões de pessoas até 2050. Medidas fáceis e eficazes existem. E o melhor: gastanto menos assim do que remediando a situação que o aumento populacional acarreta.
Faça a sua parte: tenha no máximo dois filhos. Se já tem mais de dois, ensine-os a serem cidadãos responsáveis e consumidores racionais. O Planeta agradece.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Bahia de luto. E o Inferno com medo


Grande André Dahmer. Essa ilustração não é inédita, mas cai como uma luva. Agora só falta se juntarem ao Toninho Malvadeza os senhores Sarney, Barbalho, Roriz, Lula, Quércia, Collor... Putz, a lista é imensa. Mas a cada um desses patifes que se vai, menos pior fica essa terra.
Só pra constar: engraçado como viram santos depois que morrem, né?

terça-feira, 17 de julho de 2007

Sinais de vida

Bem amigos, desculpem por não estar fazendo a lição de casa direitinho ultimamente. Tenho andado um tanto quanto ocupado, mas não abandonei o Buraco. Em alguns dias a situação volta ao normal. Ao menos é o que espero.

O chato de ter ficado fora esse tempo foi ter perdido a "fenomenal" escolha do Cristo Redentor como uma das Maravilhas do Mundo. Bairrismo puro, uma vez que havia escolhas melhores na lista. A única coisa bonita no Corcovado é a vista que se tem do Rio lá de cima. Aquela estátua do Cristo em si não tem nada de maravilhoso. Incrível como brasileiro se organiza quando o assunto é fútil. Se fosse um povo sério, teria usado a internet pra entulhar os servidores do Congresso Nacional com mensagens de repúdio a tudo que acontece por lá. Mas não, melhor clicar no botãozinho que elege o Cristo como maravilha...

Outra coisa bacana que aconteceu foi a recepção ao LLulla durante a abertura do Pan. Tem gente que diz que criticar o LLulla é como chutar cachorro morto. Se esse cachorro estivesse mesmo morto, todos poderíamos estar em melhor situação. Herdar um país em vias de entrar nos trilhos (a crise gerada antes das eleições de 2002 foi em função do medo e incerteza do que seria feito em um governo do PT) e só manter o que a cartilha econômica prega é fácil, bem como é fácil manter o povão nas rédeas quando se oferece assistencialismo de quinta. Fácil também é sentar atrás de um Macintosh e chamar de classe média quem critica o "cachorro morto". Ser rico, diferentemente de ficar rico, hoje no Brasil é fácil. Ser pobre, se tornou cômodo. E nós, da Classe Média, é que levamos o país nas costas, debaixo de uma carga tributária surreal.

Sobre as fotos da Bandeirinha que estão rolando pelos e-mails, nota-se que ela é boa, mas todo o alarde feito foi um belo golpe de marketing. Não acredito que ela teria vendas relevantes se fosse de outra maneira. Mas o que esperar de uma revista que colocou em sua capa uma mulher tão feia, mas tão feia quanto a da edição de janeiro? Repare no artifício de esconder a feiúra da moça debaixo de seus cabelos...

Outra coisa que aconteceu recentemente e já dá pinta de ter sido roubada foi o lançamento do iPhone. O aparelho é bonito, cool e cheio de marra, mas faltam nele muitos útilitários que provavelmente estão presentes no seu celular. E como a tecnologia avança a braçadas largas, mal o iPhone saiu já tem neguinho prometendo um concorrente que vai além do que o telefone da Maçã oferece.

A nota triste fica por conta de uma tragédia anunciada: o acidente com o vôo JJ3054, da TAM.
Um ministro da Defesa incompetente, mantido no seu cargo até agora não se sabe o porquê. Um presidente da Infraero incompetente, mantido no seu cargo até agora não se sabe o porquê. Um Presidente da República com o rabo preso (tem outra explicação pra manter esses senhores em seus cargos?) e poucos têm coragem de perguntar o porquê. Um governo assistencialista que entrará para a História como um um dos mais corruptos e incapazes de governar para todos desde o retorno da Democracia.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Matemática para entender o Governo Lula

Ainda atordoado com os impropérios político-governamentais lançados quase que diariamente sobre nossas cabeças (ao menos daqueles que acompanham os noticiários), cheguei à uma conclusão: nunca, na istória deçe paíz, houve tanta corrupção, tanto aparelhamento partidário do Estado, tanta cara-de-pau quanto no Governo Lula.

Aliás, relembrando capa da revista Veja de 2005, quando estourou o escândalo do Mensalão e Lula foi comparado a Collor, fiz uma equação que pode explicar nossa situação atual:

1o. mandato de Lula + corrupção = Lulla (segundo a Veja)
2o. mandato de Lula + (corrupção2 + cargos comissionados nas mãos do PT) = (segundo este que voz escreve)

O que mais desespera é que ainda estamos no início do segundo semestre do PRIMEIRO ANO desse segundo mandato e essa equação, tenho certeza, receberá novos dados. Que Deus nos ajude.
Outra coisa importante a ser dita sobre o aparelhamento: nos cargos comissionados, a maioria dos funcionários está filiado ao PT. Como uma parcela do salário desses funcionários vai para o partido, pode-se dizer, de maneira superficial, que o Governo está financiando o PT. Isso serve pra reforçar aquele texto que todo mundo já deve ter recebido, que lido num sentido dá a entender que os governos de esquerda procuram o bem do povo, mas lido ao contrário, mostra a real face desse tipinho de gente.
Mas a piada da semana é o ultimato dado pelo "projeto de ditador" que preside a Venezuela. Aquele senhor, que não por acaso é da mesma linha de um certo Partido dos Trabalhadores, quer interferir na nossa soberania. Pior do que isso só aturar o garoto de recados do Chaves, Evo Morales, criticando os biocombustíveis. De repente, não é só o Brasil que é um circo. A América Latina também.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Brasil: o maior circo do mundo

E a tenda do circo já vem armada não é de hoje. Quando você nasceu o picadeiro já estava montado. E ainda assim, as atrações nunca se esgotam ou tornam maçantes o espetáculo. Diga-se de passagem, ultimamente nós, povo brasileiro, estamos dando um show para o mundo. Somos os maiores palhaços da face da Terra.

Vem ministro dizer pra relaxar e gozar nos aeroportos, seguido por outro ministro, ressaltando que o excesso de problemas encontrados no sistema aéreo brasileiro só pode ser em função da pujante economia, que abriu oportunidade para muita gente viajar de avião. E os palhaços na população aceitam numa boa, afinal foram declarações infelizes. É só pedir desculpas e tudo bem, podem gozar da nossa cara e continuar no cargo que ocupam.

Tem presidente do Senado dizendo-se vítima de um “esquadrão da morte moral”, mas ainda assim ele afirma que permanece no cargo de presidente, pois não é de fugir de briga. Além do mais, se diz tranquilo, porque “a verdade prevalecerá”. Não bastasse a cara de pau desse senhor, ele se solidariza com outro senador, que foi flagrado negociando a módica quantia de R$ 2,2 milhões. Ladrão que apóia ladrão é o que?

Aliás, os senadores estão de parabéns pelo corporativismo demonstrado. Só quem tem o rabo muito preso pra querer absolver um colega que está com tanta lama impregnando em suas ações. Só se salva um ou outro naquele pardieiro que demonstrou ser o Senado. Estão buscando se nivelar com a Câmara, talvez? E o povo, palhaço que só ele, não se preocupa em cobrar satisfações.

E o que falar do pai de um dos agressores da empregada doméstico, no Rio de Janeiro, que condenou a prisão do seu filho, pois é injusto colocar um rapaz de caráter, que estuda e trabalha, no mesmo ambiente onde se encontram verdadeiros marginais. Até onde eu sei, a lei é para todos e quem se colocou no patamar de bandido foram os agressores, que deveriam ter pensado nas consequências de seus atos ANTES de cometer a covardia. Ao conceder a infeliz entrevista, onde ele tenta defender seu filho, esse pai foi mais um a colocar na cara de cada um de nós um lindo e lustroso nariz de palhaço.

E pensar que algumas semanas atrás eu acreditava que esse país tinha jeito.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A Arca foi pro saco

O site A Arca finou-se. Pra mim não fará tanta falta, pois seus colaboradores eram extremamente tendenciosos (bom, o pessoal do Omelete também é), pagavam pau exageradamente para os filmes da Marvel (os MdM também, mas fazem isso por pura safadeza), e o visual do site era um dos mais feios entre os ditos “especializados” em cultura nerd.

O problema desse tipo de site, na minha opinião, parece ser a dificuldade em filtrar as toneladas de informações que caem na rede todo dia, publicá-las de maneira interessante e bem humorada, abrir espaço para os comentários dos leitores e aprimorar o site fazendo uso das críticas e sugestões que podem surgir – convenhamos que essa última parte é praticamente impossível, pois não tem raça mais descontente e sem unidade que os nerds. Agradar aos fãs de quadrinhos, polarizados entre a Marvel e a DC; aos otakus dos mangás e a todos aqueles que consomem qualquer coisa relativa aos universos criados pela fantasia e imaginação dos autores é tarefa inglória.

A nota triste pelo “falecimento” do supracitado site fica pelo fato de ser o segundo com temática nerd a perecer no espaço de um ano, pois o Sobrecarga sucumbiu em janeiro desse ano. A continuar assim, a cada semestre vai pra vala uma página dessas.

Será?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

A Invasão dos Filmes Dublados

Pode ser apenas impressão, mas ultimamente a quantidade de cópias dubladas nas salas de cinema está maior do que nunca. Ou melhor, parafraseando nosso egocêntrico e ingênuo Presidente, nunca na história desse país foram lançados tantos filmes com cópias dubladas nos cinemas.

Isso demonstra, ao menos para meu chutômetro social, que a renda da população aumentou o suficiente para abrir a possibilidade de maiores gastos com lazer. Como assim? Ora, há hoje mais pessoas das classes média-baixa e baixa frequentando as salas de exibição. Uma vez que o nível educacional de boa parte dessas pessoas é fraco, elas tendem a procurar seus filmes favoritos dublados, pois as mesmas possuem dificuldade em acompanhar as legendas. Sem falar que boa parte das legendas se tornam ilegíveis, em função da cor infeliz utilizada nas mesmas (o que me lembra: qual a razão das legendas dos cinemas serem brancas e nas cópias em DVD e VHS serem amarelas?).

Isso seria uma boa notícia para os dubladores, não fosse a mania infeliz de convidar “celebridades” para dublar alguns filmes, como no caso da turma do Pânico que dublou o último lançamento de Asterix e Obelix nos cinemas. Também poderia ser uma boa notícia se houvesse o devido respeito para com os dubladores, mas nem sempre os estúdios pagam os valores que deveriam para esses profissionais.

Um caso emblemático e que deixou muito fã decepcionado aconteceu com Waldyr Sant'Anna, responsável pela voz de Homer Simpson. Por motivos trabalhistas, Waldyr está processando a Fox pelo não-pagamento e uso não autorizado de sua voz nos DVD's dos Simpsons e está fora da série e do longa-metragem. Esse é o tipo de notícia que decepciona, pois Os Simpsons na versão nacional é tão bom quanto a versão original, se não melhor.

Eu alimento o sonho de um dia, ainda que seja mesmo apenas por um dia, poder participar da dublagem de desenho animado. Mas sabendo de todo o desrespeito com que os estúdios tratam seus dubladores, fica difícil fazer por onde esse sonho acontecer. E o problema de dublagem é apenas um dentre os muitos que envolvem direitos devidos aos artistas.

Por mais que telespectadores e fãs reclamem, dificilmente os estúdios se incomodarão em respeitar o público e os bravos dubladores brasileiros, que, sabe-se há um bom tempo, estão entre os melhores do mundo.

Só espero que a proporção de filmes dublados, mesmo aqueles que possuem dublagens excelentes (nem todos se encaixam nessa categoria) não supere muito a de filmes com áudio original. Por maior que seja minha vontade de ter minha voz emprestada para personagens, não sou o tipo de cara que vai ao cinema assistir filme dublado. Já desenho animado é outra história...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Vou, Macho e Volto!

Chegou a hora de mostrarmos com quantos paus se faz uma canoa. Para isso, varões de todo Brasil, temos que manter nossos músculos rijos e lutar pelo direito de termos costeletas e cabelos no peito.
A moda vive um eterno vai-vém. As tendências caem com a mesma velocidade que sobem. O que era moda nos anos 50, volta nos 80, o que era nos 40, também foi nos 60... Uma panacéia geral.
Porém, tudo tem suas vantagens. O estilo macho, por exemplo, há algum tempo tão “demodê”, ressurge agora como novidade. Não para as mulheres, mas para os homens. Afinal, também temos o direito.
No entanto, a coisa não é tão simples: depois de anos desbundando, o homem terá que se adaptar aos novos tempos. Foram décadas de lutas femininas, o comportamento sexual do planeta é outro e a dona Aids chegou não sei de onde, feito uma camisa-de-força, ou camisa-de-vênus?
Mas eu, machão irrecuperável, tenho algumas dicas para ajudar homens embananados a falar grosso.

1.Muito bem... pra começar, jogue fora seu batom, tire o brinquinho e, antes de tudo, esqueça esse “babydolzinho” que você está usando.

2.Deixe a barba por fazer, crescer as costeletas e ressalte os músculos. Vá até a padaria mais próxima e mexa com a primeira mulher que entrar. Menos com a minha, é claro!

3.Se você não tem cabelos no peito, arranje-os imediatamente. Pode ser peruca, implante, uma vassoura colada... qualquer coisa. Desde que seja pêlo e fique à vista.

4.Pra se tornar um macho de verdade, é bom contar com os serviços de dois profissionais. Primeiro, uma amante; segundo, um detetive particular, para descobrir se sua mulher anda fazendo o mesmo.

5.Realmente, depois de tantas conquistas da mulher, o homem ficou numa situação terrivelmente desconfortável. Tipo barata zonza. Não sabe se vai pra lá ou se vem pra cá. Totalmente desnorteado. A solução é simples. Basta arranjar uma bússola. Sim, uma bússola! Ou pensa que só mulher pode ter bússola?

6.Você já bateu em mulher? Não? Então é hora de experimentar essa prática machista, há algum tempo combatida. Pois bem, pegue sua mulher ou qualquer outra, tanto faz, e desça o braço umas duas ou três vezes por dia. Porém, muito cuidado! Durante esse tempo em que o homem esteve recolhido, a mulher fez musculação, ginástica, caratê... algumas têm até cabelo no peito. Todo cuidado é pouco.

7.Não permita que mulher alguma faça amor com você. É você quem tem que fazer com ela.

8.Se você é um sujeito educado, não coça abaixo da “linha do Equador” em público, não cospe no chão e nunca beliscou mulheres em ônibus, está marcando, pois isso é macho pacas. O perigo é confundir tudo: beliscar abaixo da linha do Equador, coçar o chão e cuspir em mulheres no ônibus.

9.Todo macho tem que ser um eterno caçador. Ao entrar num bar, jogue a isca para a primeira mulher. De cara, lance olhares fulminates, depois pisque insistentemente, ofereça uma bebida... se nada der resultado, dê um soco no estômago dela, uma chinelada, jogue-a nas costas e leve pra cama.

10.Nunca fique por baixo de uma mulher. O lance é estar sempre por cima. Agora, para os baixinhos, recomendo um banquinho ou um tiro na cabeça.

11.Macho que é macho não chora. Portanto, nada de assistir filmes melados e nem show do Gonzaguinha, ou uma lágrima pode rolar e sua moral junto. O negócio é “Rambo”, meu irmão! O 1, o 2, o 3 e o 4, se pintar. De quebra, um showzinho do Agepê vai bem. Mó sambão!

12.Caso você queira ser um machão moderno, um “new machão”, não tem crise. Faça tudo igualzinho, só que com topetão, camisa psicodélica, óculos “tchans” e muito Bruce Springsteen rolando, falô?!

(Texto publicado originalmente em fevereiro de 1986, republicado em The Best of Chiclete com Banana no.2)

Lei perdida de Fang
A humanidade pode ser melhor entendida se dividirmos as pessoas em três classes:
a- aquelas que pensam;
b- aquelas que não pensam;
c- aquelas que fariam melhor se não pensassem.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Viagem ao fundo do pote de Hellmann`s

Atualmente quem é nerd não tem muito do que reclamar. Filmes baseados em quadrinhos são anunciados a cada mês que passa, as editoras estão colocando nas bancas o que há de melhor e, no caso da Pixel, com muito respeito ao leitor e séries de TV usam a mitologia dos super-heróis para conseguir ampliar sua audiência e garantir mais grana no bolso dos executivos.

Heroes é uma das séries que melhor define essa inspiração nos seres superpoderosos e só não bebe da fonte dos criadores dos universos Marvel e DC porque descaradamente chupou destas editoras os conceitos com os quais trabalha. Mas e daí? É tão divertida ou mais do que Lost, que para ser compreendida precisa ser pesquisada na internet, de maneira tal que chega a irritar um pouco. Felizmente parece que o pessoal dos “perdidos” encontrou o rumo novamente e a série volta a ser divertida.

A razão para eu citar Heroes aqui é simples e todo mundo já deve ter feito essa pergunta, ainda que apenas para si, uma vez na vida: e se fosse possível? E sendo possível, qual seria o poder que você gostaria de possuir?

O mais difícil nesse exercício de viagem na Hellmann's é saber exatamente o que aconteceria no mundo com uma população de super seres zanzando por aí. Várias foram as HQ's que mostraram isso, algumas com bons argumentos, até. Por ser essa parte da brincadeira a mais difícil e chata, eu passo. Vamos para a diversão, ora pois!

Se fosse possível a existência de pessoas com poderes (tomando Heroes como base) e havendo a possibilidade da escolha dos meus poderes (supondo que o máximo de poderes que alguém pode ter são dois, por quaisquer razões que você imagine) eu escolheria: do Hiro e da Claire. Os outros até que são interessantes, mas esses dois são os que me interessam no momento.

O do Hiro é fácil entender, n'est pas? Manipular o espaço-tempo é algo muito útil, ainda que bastante confuso. Se bem que eu não usaria esse poder apenas de maneira honrada e focada no bem geral. De vez em quando eu iria me sentir tentado a usá-lo em benefício próprio. Hey! Eu sou humano, pô! E pra piorar, humano brasileiro... Mas deixemos as questões éticas de lado.

Podendo ir para o futuro e passado, eu colocaria ordem naquelas coisas que me parecem fora de lugar. Itália - Campeã do Mundo em 82? Wroooooooong! Brasil - Tetracampeão do Mundo em 82! Não quero saber daquele negócio de “campeões morais” na copa de 78. Eu tinha apenas 2 anos e meio e nem sabia o que era futebol. Já na de 82... Eu chorei muito quando fomos eliminados. Logo, isso deve ser remediado.

No Natal de 87 eu não ganhei o presente que queria: o caça dos Comandos Em Ação. Segundo meus pais, por causa do meu baixo desempenho escolar. Sem essa! Eles estavam ferrados de grana e não puderam comprar. Logo, eu daria um jeito de cair na conta do meu pai o valor suficiente pra ter o objeto do desejo daquele ano. E teria sido mais feliz com mais um item da minha vasta coleção dos Comandos, que perdura até hoje e que ninguém vai colocar o dedinho. Mas se eu fosse esperto mesmo, dava um jeito de descolar um prêmio de loteria bem gordinho pra minha família nessa época. Aí sim, todos os problemas financeiros iriam por água abaixo e eu teria a coleção COMPLETA dos Comando em Ação... Bwuah-ah-ah-ah-ah! Quem lia as revistas da Liga na década de 90 sabe bem o que é esse “Bwuah-ah-ah-ah-ah”! Quem não lia, fique à vontade para perguntar.

E eu não deixaria que meu “eu” de 1988 reprovasse a sétima série. Não iria trapacear, mas obrigar o pequeno Rodrigo a estudar desde o começo do ano, pra não precisar passar pelo processo exaustivo da recuperação. É, nessas horas eu percebo como sou velho. Aqui caberia o infame “no meu tempo”...

Mudando agora para pontos de interesse geral da nação, eu não deixaria que o Tancredo morresse. Lá por 84 eu daria um jeito do tio realizar exames de rotina, esperando que fosse detectado antecipadamente o problema que causou sua morte e impedindo o mesmo de acontecer. Eu não ia muito com a cara dele na época, mas era coisa de criança. Eu achava que ele não tinha “cara de presidente”, mas também chorei quando ele morreu, porque senti que ali o Brasil estava ficando atrasado na história por mais alguns anos. Pelas minhas contas, nosso atraso foi de mais ou menos 20 anos. Ficando o Tancredo, não teríamos que aturar o Zé Sarney com aquela voz irritante dizendo “brasileiras e brasileiros”. Aliás, minha professora de EMC e posteriormente de OSPB(?!) era fã dele só porque ele colocava as brasileiras antes dos brasileiros. Outro que eu não deixaria morrer é o Dilson Funaro. Acho que, apesar de ter seu plano econômico boicotado pela cabecinha pequena do setor empresarial da época, ele tinha muita capacidade para comandar o Ministério da Fazenda.

Talvez com a manutenção do Tancredo na Presidência da República o desastre chamado Collor não aconteceria em 1990. Talvez as instituições políticas hoje seriam bem menos corruptas. Mas eu acho difícil que a história recente do país tivesse sido pior do que foi.

No âmbito mundial, eu pensaria se evitava a ascensão de Hitler, Mussolini e Stálin ao poder, evitando assim a II Guerra Mundial e, conseqüentemente, a Guerra Fria. Mas, ao impedir o acontecimento da II Guerra Mundial, eu sei que estaria decretando uma certa morosidade nos avanços tecnológicos. É algo que li numa reportagem numa Superinteressante, anos atrás. Eles convidam um especialista de determinada área e jogam uma pergunta do tipo “E se...” pro cara. No caso da II Guerra eles perguntaram o que aconteceria se o Eixo tivesse sido vitorioso. Segundo o especialista, viveríamos ainda como na década de 50, com pouquíssima liberdade de expressão, a internet dificilmente teria sido criada e muitas minorias étincas teriam sido dizimadas. O mundo nem de longe seria como o conhecemos hoje.

Não sou especialista em II Guerra, mas suponho que se ela não tivesse acontecido avanços como microondas, radar, sonar, refinamentos na química e na comunicação iriam demorar mais tempo para serem obtidos. Mas o lado bom é que não haveria genocídio de judeus, não haveria Estado de Israel (nada contra, mas os palestinos merecem um país pra eles também, o que poderia diminuir os conflitos na região), não haveria Muro de Berlim, não haveria as tragédias de Hiroshima ou Nagasaki. Acho que o atraso tecnológico é suportável quando pensamos na supressão dessas feridas.

Mas supondo que não seria uma boa idéia tirar a II Guerra da história, o que podria ser feito em benefício do Brasil, nesse caso? Bom, evitar que o Vargas declarasse guerra ao Eixo seria uma boa. O Brasil seria massacrado pelos EUA, poderíamos acabar entre os beneficiários de algum plano semelhante ao Plano Marshall, nosso crescimento econômico seria igual ao dos países ricos e muita coisa na nossa história seria diferente. O comunismo não iria criar a paranóia que criou na década de 60, não haveria o golpe de 64, não teríamos vivido a ditadura e hoje você poderia comprar um Ipod ou um PlayStation 3 pelo preço justo.

A contrapartida desses benefícios todos seria que nossos ecossistemas (Mata Atlântica, Cerrado e Floresta Amazônica em maior escala) teriam ido para o vinagre em uma velocidade muito maior do que estão indo hoje, o efeito estufa seria antecipado em décadas e talvez a humanidade estivesse bem pior do que já está.

Incrível como mexer na História pode criar tantos novos rumos, não?

Esses parágrafos sobre possuir o poder de Hiro justificam (ou não) a razão para tê-los, mas qual a razão para possuir os poderes de Claire? Simples, pequeno gafanhoto. De que adianta poder ir para o futuro ou para o passado se eu continuaria envelhecendo na mesma velocidade que você e outros humanos normais? Suponho que o envelhecimento de uma pessoa que pode se regenerar deve ser bem mais lento do que as demais pessoas (Wovôlverine que o diga). Assim sendo, eu poderia mexer na História e ainda por cima teria tempo de vida suficiente para aproveitar os acertos e desfazer os erros.

É, amigo. Não dá pra dizer que eu viajo mal na maionese...

Hiro: "翼をかえるだけでタイ-ファイターのパーツが使えるので、つい作ってしまったタイ-インターセプター。"
Ando: "ペーパークラフト作品第1号です。イメージを崩さずに、いかにかっこ良くかつ容易に組み立てれるかに挑んだ作品です。悩んだあげく、難易度の高い球形を多角形にし、羽と本体をつなぐパーツもタイファイターのシルエットが破綻しないぎりぎりまでシンプル化しました。 "
Rodrigo: Não entendi lhufas o que esses japas estão falando...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Consumidor sincero

Não lembro de ter comentado nem aqui nem na Era sobre a minha preferência por esta ou aquela marca de veículos. Eu tenho uma leve tendência a preferir carros da GM e da FIAT (justiça seja feita, os caras evoluíram uma barbaridade). Mas uma marca que eu não tenho a intenção de adquirir é Volskwagen.

Motivos pra isso? Bom, tivemos alguns carros da marca aqui em casa e nenhum deles era digno de ser chamado de "um bom veículo". Por mais que se diga que sua mecânica é uma das melhores, nem isso é válido mais. Em recente pesquisa nas oficinas mecânicas de várias cidades do país, a Volks ficou muito aquém do esperado, sendo desbancada pela Honda, GM e FIAT, se não me engano.

Só resolvi escrever sobre isso em virtude de uma foto que recebi. Não é o primeiro dono de Fox que eu vejo insatisfeito. Uma amiga, advogada, comprou um desses, zero km também, e só teve aborrecimentos. De nada vai adiantar eu ficar contando aqui a história dela, pois a foto abaixo é mais reveladora que mil palavras, ainda que o dono do veículo fotografado as tenha usado de maneira muito apropriada.






Eu ainda acho que o cara pegou leve... VW nem de graça.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Conivência

Demorou, mas vim encher os pacová de vocês com assunto mais "sério". O texto abaixo recebi por e-mail. Já na metade da leitura lembrei de um fato que ocorreu na época de faculdade.

Conivência

Autor: Equipe do site www.momento.com.br


Atualmente, as informações circulam de forma livre e célere.

Por conseqüência, é possível ter uma noção de conjunto dos valores e hábitos da humanidade.

Certas ocorrências repetem-se com tanta freqüência, nos mais diversos locais e ambientes, que chamam a atenção.

E a observação do que ocorre no mundo por vezes causa estarrecimento.

Uma das coisas que impressionam é a audácia das pessoas desonestas.

Elas parecem ter uma habilidade incomum para colocar-se nas posições mais relevantes.

Na política, na educação, nos meios jurídico e empresarial, a imprensa não cessa de apontar focos de corrupção e desonestidade.

Já é bastante ruim haver tantas pessoas desleais.

Mas o que causa estupefação é como elas assumem facilmente posições de liderança.

Ninguém consegue disfarçar sua essência por muito tempo.

Quem não possui um nível ético satisfatório evidencia isso em inúmeras oportunidades.

Ninguém se corrompe de repente.

Uma pessoa genuinamente honesta não acorda um dia disposta a apoderar-se do que não lhe pertence.

O ser humano revela suas mazelas morais ao longo do tempo.

Sendo assim, como é possível que seres viciosos tornem-se tão influentes?

Em todo e qualquer ambiente, há homens íntegros e inteligentes.

Por que esses não agem, para obstar a influência perniciosa?

À primeira vista, parece pouco caridoso evidenciar os vícios de um semelhante, para limitar sua ascensão.

Ocorre que a caridade não possui como bandeira a ingenuidade e a conivência.

Constitui equívoco imaginar que o homem bondoso deve ser tolo e falho de percepção.

A criatura íntegra e generosa procura ser um fator de progresso e bem-estar no mundo.

Mas age com critério e discernimento, não de forma piegas.

Nessa delicada questão, importa considerar o móvel da ação e quanto bem ela pode produzir.

Certamente é condenável divulgar os defeitos do próximo por malevolência, com o fito de denegri-lo.

Mas também é censurável prestigiar a comodidade de um único ser, em detrimento de inúmeros outros.

A corrupção que atinge um ambiente prejudica a todos os que se vinculam a ele.

O dinheiro público surrupiado por alguns faz falta na construção de hospitais e escolas.

O desfalque realizado em uma empresa talvez seja a causa de sua falência.

Trata-se da vantagem desonesta de uma pessoa causando a penúria de muitas outras.

A compaixão não justifica a inércia perante esse tipo de situação.

Nada há de louvável em assistir-se silenciosamente a atos desonestos que prejudicam o meio social.

Na verdade, a timidez e a acomodação dos homens íntegros favorece a preponderância dos desonestos.

Grande parcela de culpa pela corrupção que grassa no mundo se deve às pessoas honestas.

Caso estas desejassem, preponderariam.

Quando o vício for combatido, sem ódio, mas firmemente, ele encontrará pouco espaço para proliferar.

É preciso ter compaixão pelo delinqüente, mas jamais compactuar com seus atos.

Assuma, pois, sua responsabilidade perante o mundo em que você vive.

Por timidez ou preguiça de desempenhar tarefas e ocupar postos, não permita que eles caiam em mãos indignas.

A título de ostentar virtude, não simule ignorância e nem seja conivente.


O ocorrido, lá pelo ano de 1999, foram as eleições para o C.A. de Agronomia. A disputa era polarizada entre os fanáticos por Che Guevara e pelo PT e entre os alunos mais abonados da faculdade, que não tinham preocupações ideológicas.

Entre os “petistas”, havia aqueles que se sentiam na época da ditadura, que julgavam os alunos todos como “alienados” porque se importavam mais em estudar para as provas do que com a situação política do país, que julgavam necessário todo aluno da faculdade de Agronomia ser filiado a algum movimento social, só porque era assim no passado. Eram os extremistas defensores de uma causa perdida desde a queda do Muro de Berlim. E o pior, eram os chatos que quando estavam no comando do C.A., pintavam a parede do centro com a cara do Che e viviam com seus bonezinhos do MST.

Já a turma dos abonados só queria saber de usar o C.A. pra organizar festas e mais festas, campeonatos de futebol e coisas fúteis. A vida deles em nada foi difícil, estudaram nos melhores cursinhos preparatórios e, ao entrar na Federal, a maioria ganhou do papai um carro zero.

O que faltava na disputa era uma corrente moderada, que soubesse organizar politicamente o curso, sem que isso representasse o envolvimento com um partido político. Essa organização deveria servir para melhorar aquilo que os alunos e o curso em si precisavam, promover maior integração entre os alunos, quer fosse por festas, quer fosse por eventos mais direcionados a assuntos ligados à realidade da área de atuação dos futuros engenheiros agrônomos.

Eu poderia ter formado essa corrente. Nunca me considerei um extremista a ponto de achar que o socialismo vai acabar com as mazelas do mundo, tampouco um cabeça-de-vento interessado apenas em bebedeiras e festas. Só que sempre fugia desse tipo de responsabilidade. Eu sabia qual era a coisa mais correta a ser feita e, ainda assim, deixava tudo passar. Mais por preguiça do que por falta de aptidão.

E esse tipo de comportamento estou tentando aos poucos (afinal não sou de ferro) modificar. Não vou ficar aqui tecendo loas pelo meu comportamento. Nem vou ficar dizendo o que você deve ou não fazer. A única coisa importante de todo esse blablabla que coloquei aqui é: o que cada um de nós está fazendo para que a situação mude. E não precisa ser coisa grande. Perto da sua casa deve ter algo que você e/ou outras pessoas deveriam estar fazendo e está só esperando o primeiro a arregaçar as mangas para ser resolvido.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

De tudo e mais um pouco

Passado mais tempo do que eu gostaria, vamos fechar o assunto Homem Aranha 3. Realmente é um filme controverso, do tipo ame ou odeie. Teve fã com orgasmos múltiplos depois de assistir. Teve aqueles, mais comedidos, que acharam o filme divertido e só. E teve gente que se revoltou (eu entro aqui), pois confiava em Sam Raimi e imaginava que a espera pelo terceiro filme valeria a pena.

Dentre os orgasmáticos, há pessoas que perderam um pouco o meu respeito, visto que mesmo sendo fã, deve-se manter uma certa lógica. Sou batmaníaco de carteirinha e não saí por aí dizendo que os filmes do Morcegão da década de 90 foram todos maravilhosos. Esse adjetivo coube apenas a Batman Begins, onde tudo foi explicado, o roteiro segue um compasso lógico e até o uniforme foi confeccionado de maneira plausível, coisa que nem de longe aconteceu no primeiro filme do Aranha, mas que ainda assim não tirou seu mérito. Os que acharam o filme divertido, ligaram o “foda-se” e saíram do cinema satisfeitos com o que viram e não há muito o que comentar.

Já nós, os indignados, que se sentiram lesados com um filme tão mal acabado, não sabem o que esperar da franquia, que simplesmente virou uma máquina de fazer dólares. O filme é sobre um personagem inverossímil? Sim! Mas ainda é possível conseguir uma certa “confiabilidade fantástica” nesse tipo de diversão. A origem do Dr. Octopus, em Homem Aranha 2, é uma mostra disso. Já as origens de Venom e do Homem Areia, neste infame longa, nem de longe conseguem convencer. Só desligando o cérebro pra aceitar o que acontece no filme com eles. Principalmente no caso de Edie Brock. “Senhor, eu vim pedir pra você matar Peter Parker”.
Tá, isso foi forçado, mas nem tanto quanto o fato dele estar fazendo esse pedido na MESMA igreja onde Peter Parker resolve se livrar do simbionte. Porra, Nova York é uma cidade gigantesca! É mais fácil ganhar na Mega Sena ou ter o pedido aceito por Deus para que ele te livre de um inimigo do que encontrar esse próprio inimigo na mesma igreja e, ainda por cima, se contaminar com o simbionte que estava alojado no dito. Haja paciência!

O roteiro foi um erro enorme e que tirou o brilho da trilogia, pois ofendeu sobremaneira a inteligência da platéia e fez com que a espera pelo filme se tornasse inglória. Como eu disse antes, é questão de opinião. Focando agora na necessidade da renovação do elenco, afirmo que é possível dar continuidade com o personagem no cinema por muitos anos, de maneira atemporal. Com James Bond foi assim, vários foram seus intérpretes. Ainda que Sean Connery tenha se tornado o 007 definitivo, outros assumiram o papel e deixaram sua marca, para o bem ou para o mal da franquia. Acredito piamente que existe um intérprete melhor para Peter Parker do que Tobey Maguire. É uma tarefa difícil, uma vez que esse ator marcou os fãs como a encarnação mais emblemática do alter ego do Homem Aranha.Essa tarefa de apontar o próximo a encarnar o personagem não cabe a mim, nem aos fãs que rezam pela permanência do diretor e da base de seu elenco nos próximos filmes. Fica nas mãos dos cartolas da indústria cinematográfica, que por várias vezes decepcionaram (e, por que não, ainda decepcionam) os fãs, pois focavam apenas o retorno de bilheteria e nem sempre se preocupam com a qualidade daquilo que produzem. Mas chega de falar do filme. Águas passadas, dinheiro jogado no lixo, enfim...

Nem pude comentar a passagem do Papa pelo Brasil. Até porque isso já foi esmiuçado de maneira exaustiva pela imprensa. Mas deixo registrado que foi legal ver a reação do povo à passagem do Santo Padre pelo Brasil. Cada vez mais o Papa Panzer mostra que não é tão Panzer como foi pintado. Não sou católico, não acredito na Igreja Católica (ou em qualquer outra igreja), mas é indiscutível a necessidade de uma religião para o ser humano lembrar sempre de sua finitude e da necessidade de evoluir espiritualmente.

Porém essa evolução é emperrada quando os “pastores” percebem que é melhor manter seus fiéis na ignorância, facilitando a sua manipulação através de argumentos “sagrados”. Um dia ainda escrevo um tratado sobre isso nesse blog. É só uma questão de tempo.

Indo agora para o setor esportivo. Nada como perceber que a Fórmula 1 está em vias de voltar a ter um período de grandes corridas, pelos próximos anos. Finalmente temos um brasileiro fazendo bonito, sem ter que ouvir a ladainha de todo início de temporada de um certo piloto da Honda, que sempre afirmava ter condições de brigar pelo título e nunca conseguir chegar perto disso. Pensando bem, esse senhor sequer foi digno do legado que assumiu após a morte de Ayrton Senna. Temos novamente um piloto inglês que, se pouco lembra o inigualável Nigel Mansel, deve ser motivo de orgulho para os súditos da Rainha. Só faltava um francês habilidoso para que a década de 80 se repetisse novamente... Algo que em termos trará isso será ouvirmos os nomes Piquet e Senna nos circuitos, em breve. A diferença é que talvez a segunda geração não tenha tantas rusgas como a primeira. Mas relembrando o que acontecia no período de alfinetadas entre Piquet e Senna, até que era muito divertido toda aquela palhaçada. Vai dar gosto de acordar cedo nos domingos para ouvir o ronco dos motores. Pena que isso tenha que vir misturado com a narração imbecil do Galvão Bueno, mas, com sorte, Deus ouve os pedidos da audiência e faz esse cara perder a voz. Nem que tenhamos que ir para uma igrejinha na pequena cidade de Nova York e nela encontrar o narrador-magda sendo infectado por um simbionte alienígena para que isso aconteça.


"Argh! Nunca mais vou poder gritar: Rrrrrrrronaldiiiiiiiinhooooo!!!!"

terça-feira, 8 de maio de 2007

Homem Aranha 3 - com spoilers

Se você já viu Homem Aranha 3 e gostou, me desculpe. Meu ponto de vista não é o mesmo que o seu. Se você ainda não viu e não quer saber de nada, pare por aqui. Antes de mais nada, quero deixar claro que não li nenhuma resenha a respeito do filme, por isso se algo aqui soar parecido ou igual a algo que vocês já leram, não passa de coincidência, afinal a essa altura todos os sites nerds já devem ter colocado no ar suas críticas.

Sam Raimi conseguiu pegar o pior de Homem Aranha 1 e Homem Aranha 2 e reunir em um só filme. Não há roteiro, mas uma desculpa (da mais sem vergonha e esfarrapada) pra encher o bolso do elenco. Aliás, não foi difícil notar que esse terceiro filme iria lucrar horrores, afinal os dois primeiros, mesmo com defeitos, eram divertidos, interessantes e geraram a vontade de ver o que aconteceria no próximo filme do cabeça-de-teia.

Apesar de começar bem já nos créditos, colocando a audiência a par do que aconteceu nos dois primeiros filmes, isso não se sustenta por mais do que 10 minutos. E aqui começam os spoilers para aqueles que não viram o filme.

Já de cara a chegada do “simbionte” foi idiota. Numa noite romântica, o casalzinho mais sem sal do cinema atual admira estrelinhas cadentes riscando o céu (estreladíssimo para uma cidade como Nova York), quando cai um objeto vindo do espaço (sem mais nem menos) bem próximo deles e o “sentido de aranha” do Parker nem tchum. Pior: o tal simbionte sobe no tico-tico que o nerd usa para se locomover e ele igualmente não tem seu sentido de aranha acionado. O tal simbionte entra na vidinha do herói e ele acha isso normal, não se espanta e pouco procura saber sobre o organismo estranho, que o faz aparecer dependurado numa janela do nada, com a cor preta no uniforme.

O Homem Areia poderia estar no roteiro, sem problema nenhum, se não fosse a idéia de jegue de ter sido colocado como o assassino do Tio Ben. Desnecessário esse argumento, que só serviu pra forçar uma catarse final de Peter no último pedaço do filme.

Aliás, pra que colocar 2 vilões e meio? Ou um, ou outro. Tanto o Homem Areia quanto Venom poderiam ter suas origens mais bem contadas e têm condições de levar um filme inteiro contra o amigão da vizinhança.

O meio se refere ao Duende Verde Jr, que até foi muito bem interpretado pelo normalmente fraco James Franco. Mas a “reviravolta” final dele é ridícula. Eu teria chutado a bunda do meu mordomo se ele levasse 2 anos pra contar que viu muita coisa estranha na minha casa e como meu pai morreu. Faria o desgraçado voar janela abaixo da minha opulenta cobertura, no lugar do Duendinho. Ainda mais se eu estivesse com minhas faculdades mentais alteradas pelo soro que é usado para adquirir os poderes do Duende Verde. Nem isso acontece. Harry aceita muito bem o fato e vai ajudar seu amiguinho teioso (sim, de teia, mané) a salvar a galinhazinha da MJ. Aí o filme tem um dos seus piores momentos. O simbionte chega do espaço, chamuscando pelo atrito com a atmosfera, certo? Mas como o Homem Aranha acaba com ele? Com uma das bombinhas do Duende Verde, que sofreu apenas queimaduras quando uma delas é arremessada de novo, na cena onde ele e o Aranha quebram o pau. Finalzinho besta. Mas o do Homem Areia foi pior.

Homem Areia: "Olha, eu dei azar na vida, matei seu tio porque precisava de grana pra salvar minha filhinha. Foi mal, aí. Me desculpa, Homem Aranha?"

Homem Aranha: "Tudo bem, mas não faça mais isso, porque é muito feio, viu?"

Se bobear, era esse o diálogo deles, mas alguém alertou nossos brilhantes escritores e isso foi melhorado um pouquinho. E lá se foi nosso amigo de areia voando(?????) pelos céus de Nova York.

Mas Rodrigo, por que a MJ é uma galinhazinha? Bom, em parte por culpa do namorado imbecil que ela possui. Meus parabéns, mais uma vez, aos escritores do filme, os “sensacionais” Sam Raimi, Ivan Raimi (olha o nepotismo mostrando sua nocividade) e Alvin Sargent, que fizeram de Peter Parker o homem mais imbecil e insensível da face da Terra. Beija outra mulher na presença de sua futura esposa? Corta essa! Ninguém é idiota a ponto de cometer esse absurdo. Comparar sua situação à frustração do amor da sua vida é pedir pra levar chifre. E não deu outra.

Outra coisa irritante: a fase “emo” do Parker. Que porra foi aquela? Tá certo que os emos merecem ser achincalhados e detonados, mas fazer aquilo com o Homem Aranha foi ridículo. Cenas patéticas, maquiagem patética, atuação patética. Enfim, esse trecho do filme também ficou mal retratado. Mais uma forçada de barra patrocinada pelos nossos roteiristas desmiolados.

Apesar desse roteiro imbecil e mal costurado, existem pontos positivos no filme, mas não são suficientes pra livrar o dito do fiasco. Primeiro ponto: as tomadas de ação estão entre as melhores dos filmes de superherói. Segundo ponto: J. Jonah Jameson. São poucas as cenas com ele, mas já a primeira mata a pau. As demais são menos engraçadas, mas J. K. Simmons nasceu para o papel, como eu havia dito aqui.

Porém, todavia, contudo e entretanto, tá na hora de Sam Raimi e Cia. (Tobey Maguire, Kirsten Dunst etc.) pegarem seus banquinhos e sairem de fininho da franquia Homem Aranha. Deixar outro diretor tocar os próximos filmes, com um elenco mais adequado, pode trazer novos ares ao personagem e dar mais fôlego para próximos sucessos. Ou então afundar de vez a bagaça, cometendo um “Schumachercídio” para o Homem Aranha.

Nota: 4,0 (E tô sendo gente boa)

Agora que já escrevi meu ponto de vista, vou bisbilhotar o que os outros blogueiros escreveram. Mas algo me diz que a maioria vai ser condescendente com o filme e elogiar essa porcaria. Só porque é do Homem Aranha e porque os outros dois filmes foram legais. Se fosse um filme escrito e relizado para um herói original, garanto que a crítica iria malhar muito o filme, o diretor seria execrado e a equipe técnica só iria levar louros pelo primor das cenas de ação. Mas, como cada um tem sua opinião...

Ah, sim! Antes de mais nada: Quarteto Fantástico 2 vai ser outro lixo. Só pelo trailer deu pra notar que será ainda pior do que o primeiro. Esse nem Jessica Alba salva. Já Transformers parece que vai ser um filme divertidão, mas o que estou esperando mesmo ansioso é Piratas do Caribe 3.

Cruzando os dedos pra não queimar minha língua depois de assistir a esses dois.

domingo, 6 de maio de 2007

Chris Rock fala sobre as mulheres

Como tá faltando um pouco de inspiração pra postar algo decente e/ou interessante (ainda não fui assistir Homem Aranha 3), vamos contribuir com um dos melhores vídeos de Chris Rock. Eu tive a oportunidade de assistir a esse show quase na íntegra, quando foi transmitido pela HBO. O trecho que assisti foi suficiente pra colocar a pessoa que escreveu o texto do show como uma das mais coerentes e inteligentes que vi no showbizz, isso, claro, se não foi o próprio Chris Rock quem escreveu o negócio.

Mas, focando apenas essa parte específica do show, poucos são os homens que têm a sorte de encontrar uma mulher que não se encaixe no que foi dito. Eu tive essa sorte, mas deixei a moça escapar. Tudo bem, não se desesperem. Estou trabalhando para tê-la de volta ao meu lado. Com um pouco mais de dedicação da minha parte, eu chego lá.

De qualquer forma, todo mundo vai dar boas risadas com esse trechinho do show.

Divirtam-se!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Listas

Desde que Nick Hornby colocou em evidência a mania de muita gente fazer listas – Top 10 isso, Top 10 aquilo (e não negue, você fazia a lista das garotas mais gostosas da tua sala na 7a. Série), todo mundo tem suas listas. Principalmente as tais revistas “especializadas”. Essa semana, por exemplo, a FHM inglesa publicou a lista das 100 mais sexy do mundo, escolhidas pelos seus leitores (no Brasil temos a infame lista da VIP, que em 2005 fez a lista mais bairrista que já li – parece que só foram computados votos de paulistas).

No topo da lista da FHM está Jessica Alba. Nada contra a escolha dos súditos da rainha. Admito que nutro uma admiração pela beleza dela desde os tempos de Dark Angel, série que não era lá grande coisa, mas valia pela presença da moça. Quem me acompanha desde os tempos de Era Dourada sabe disso. Ou melhor, sabe que eu preciso de babador quando ela aparece em cena, mas não sabia há quanto tempo isso acontece... =D

O defeito de listas como essa é que são todas retrato de um momento. Estará no topo aquela que teve maior destaque na mídia, que esteve presente em mais eventos e filmes, de preferência em trajes mínimos e papéis que mexam com a libido masculina. Um bom exemplo disso foi a escolha da brasileira mais linda do milênio, quando Maria Fernanda Cândido abocanhou o título. Hoje ela ainda é considerada uma das mulheres mais bonitas do Brasil, mas será que seria novamente escolhida como a mais linda do século se não estiver desfrutando de uma grande exposição ao público?

A parte divertida dessas listas de mulheres mais sexy é poder descobrir a cada ano, no mínimo, uma dúzia de beldades que teriam todos os requisitos para tornar hétero a mais mariposa das bibas. Particularmente o meu Top 5 de mulheres dos sonhos sofreu poucas alterações desde que caí na bobagem de listar aquelas que estão fora do alcance desse pobre mortail que vos escreve. E é claro que não conseguiria unanimidade entre vocês, leitores, afinal tenho minha opinião e não estou aqui forçando a aceitação da mesma. Uma coisa é certa: a Simony e a Bruna Surfistinha não entram nela nem a pau!


5o. Lugar - Bárbara Borges



4o. Lugar - Alessandra Ambrósio



3o. Lugar - Jessica Alba



2o. Lugar - Fernanda Paes Leme



1o. Lugar- Regiane Alves



Não há dúvida que existem mulheres tão ou mais lindas no mundo do que essas na minha (ou na sua) lista. Felizmente Papai do Céu é generoso quando se trata de beleza - e também quando se trata de feiúra, mas isso nem de longe nos interessa. O que vale é poder continuar fazendo listinhas fúteis como essa, que não levam a lugar nenhum, mas que enchem os olhos.

Outro lugar que faz isso, inclusive com muita propriedade, é o blog E DEUS CRIOU A MULHER. Quando você, amigo leitor, estiver estressado do seu dia-a-dia, dê uma passadinha por lá para lembrar que existem muitos bons motivos para não se deixar abater.

Para as mulheres que visitam esse blog, aqui vai a lista dos homens mais bonitos do mundo, depois - bem depois - de mim:

5o. Lugar - Sílvio do Pânico



4o. Lugar - Tiririca



3o. Lugar - Pedro de Lara




2o. Lugar - Mr. Bean



1o. Lugar - O indefectível! O único! O homem que pode rivalizar com a minha beleza:

Zé Bonitinho!!!


terça-feira, 24 de abril de 2007

Google Earth

Que na internet a gente encontra de tudo, isso é óbvio. Que existem utilitários que só servem pra passar tempo, também. Mas tem um que é excepcional na minha opinião: o Google Earth. É o jeito mais bacana de brincar de Super-Homem, voando pelas cidades e locais mais exóticos do mundo, sem precisar sair de casa.
Das Pirâmides do Egito à Torre Eiffel, do Cristo Redentor às Cataratas do Iguaçu, a viagem dura poucos segundos. Basta um clique e pronto, você está onde tem curiosidade de conhecer, ao menos vendo por cima. É bem verdade que existem pontos das fotos cuja resolução não é das melhores. Eu dei azar de morar numa faixa de Curitiba cuja resolução impede de verificar maiores detalhes do meu bairro.


Definitivamente isso não é problema para moradores de cidade como Rio, São Paulo ou Nova York. Boa parte dessas cidade possui fotos em condições de você avaliar até as mãos das vias de tráfego, item muito útil se você planeja dar uma passadinha em determinados lugares com veículo próprio, numa viagem, por exemplo. Sem falar nas referências espacias que esse tipo de utilitário proporciona.


Mas o mais bacana do programa é vasculhar o mundo em busca dos pontos turísticos mais interessantes ou de localidades curiosas. Pra isso eu uso um site bem bacana, onde podem ser deixadas dicas de lugares novos para os usuários. Mas dentro desse site, a parte que eu mais curti foi a dedicada para o Brasil. Menos pela curiosidade de alguns dados, mais pelo orgulho de ter lido o que foi escrito sobre as Cataratas do Iguaçu. E saber que tem brasileiro que prefere conhecer as do Niágara... Ah, povinho besta!

A nova versão do programa traz até vistas em 3D de alguns pontos. Merece uma conferida, se você tem uma máquina bacana. Nos computadores menos "favorecidos" o negócio é ter paciência. Mas vale a pena dar uma conferida naquele lugarzinho do mundo que você quer conhecer.

domingo, 22 de abril de 2007

Pra quem acha que não...

Sim, o Brasil tem jeito. Pode levar boas gerações até que essa baderna que muita gente considera um país se tornar efetivamente um Estado, com “e” maiúsculo. O fato de ter sido desbaratada uma quadrilha infiltrada no Poder Judiciário é uma mostra que, apesar de toda podridão estabelecida em todas as instâncias dos governos, (federal, estadual e municipal), ainda temos pessoas que buscam evitar que esse mal se estabeleça definitivamente.
É um alento, mas saber o quão distante ainda está ser orgulhoso por completo de ser brasileiro desanima muita gente. Eu mesmo, ano passado, fui acometido por um desespero e descrença nessa terra. Decidi que me mandaria daqui pra morar num país onde era até melhor ser sub-empregado, mas com qualidade de vida, do que continuar dando murro em ponta de faca por aqui. Não é segredo pra ninguém que a desigualdade social no Brasil provoca cenas de dar nojo. E o pior, o dinheiro concentrado nas mãos de poucos garante que estes possam erguer fortalezas e blindar veículos, contratar seguranças e criar uma falsa sensação de proteção.
A razão para minha empreitada no estrangeiro ter dado errado eu desconheço. Na verdade, sei o que aconteceu com meu pedido de visto, que foi negado quando eu já tinha passagens aéras na mão, curso de francês agendado e muitas expectativas. Inclusive o responsável pelo trâmite burocrático da papelada dava como favas contadas a aprovação do meu pedido de visto, uma vez que eu possuo um de entrada para os EUA e atendia a todos os requisitos. Então se foi intervenção divina ou ironia do destino não ter conseguido me mandar pro Canadá, não sei.
Foi um belo balde de água fria ver o planejamento ir pelo ralo. As perspectivas lá fora não eram totalmente positivas, eu sabia que muitas pedras estariam no caminho, mas eu estava decidido a mudar de país. Eu tenho vergonha de ter o presidente que tenho e da maneira mesquinha e nojenta como se consegue manter a governabilidade do país (Lula beijar as mãos de Jader Barbalho, Collor apoiando Lula, Deus do céu...). Tenho vergonha do Poder Legislativo e seu descaso com a população, sem falar nos mercenários e prostitutos que se denominam deputados e senadores.
Como sempre, é revoltante parar pra pensar na nossa situação e no período que ainda levará para que ela mude completamente para melhor. Mas os passos que estão sendo dados no sentido de buscar sempre isso servem como alento.

terça-feira, 17 de abril de 2007

A lei deve ser para todos

Hoje o dia ficou marcado pelos protestos do MST em relação ao aniversário de 11 anos do massacre de Eldorado, com passeatas, invasões e a bandalheira que esse movimento “social” está acostumado a fazer, quando resolve aparecer na mídia.

A ambigüidade do MST se expressa pelas suas ações: não respeitam a lei quando resolvem se apossar de fazendas improdutivas, segundo critérios do próprio movimento; quando invadem repartições públicas ou quando liberam a passagem de motoristas por praças de pedágio. Mas quando alguém comete algo ilegal contra o movimento, eles resolvem exigir que a lei seja cumprida.

Não digo com isso que as ações ilegais, como o assassinato dos integrantes em Eldodado dos Carajás é aceitável. Inaceitável é que esses arruaceiros continuem a cometer as barbáries que cometem e as autoridades continuarem não tomando as medidas cabíveis.

O povo exigir seus direitos é louvável. Tentar diminuir seus problemas através de uma voz mais ativa, saudável e necessário. Mas infelizmente o grosso do povão que entra no MST, e em outros movimentos com o mesmo cunho, só serve de massa de manobra para os líderes, que atingem seus objetivos manipulando os desejos de pessoas ignorantes.

domingo, 15 de abril de 2007

Personagens em quadrinhos no cinema

Não sou leitor do que a Marvel publica há uns 10 anos. Se me dei ao trabalho de comprar um revista ali, outra aqui, da Casa das “Idéias” (ahã, idéias...) foi por causa de determinado personagem ou por curiosidade. Se não me falha a memória, a última revista da Marvel que adquiri foi a mini Origens, do Wolverine. Desde então só acompanho o que acontece com essa editora pelos sites especializados em quadrinhos.

Porém não me incomodou em nada a transposição de alguns personagens da Marvel para o cinema, salvo as excessões Demolidor, Elektra (que não me dei ao desserviço de assistir), Hulk, Quarteto Fantástico (infantil demais, mesmo para uma adaptação de quadrinhos) e a maior porcaria do corrente ano, Motoqueiro Fantasma. O sucesso das franquias X-Men e Homem-Aranha se deve em boa parte pelo carisma dos personagens e pela competência atrás das câmeras, provando que diretores que conhecem o universo dos quadrinhos podem realizar trabalhos que agradam a leigos e fanáticos.

Aproveitando que dia 4 de maio teremos a estréia do 3o. Filme do Cabeça-de-teia, registro alguns pontos: nunca fui muito com a fachada do elenco dos dois primeiros filmes, em geral. Se salvam Tia May, interpretada por Rosemary Harris; J.J. Jameson, competentemente interpretado por J.K. Simmons; Dr. Octopus, com Alfred Molina e só.

O restante do time em frente às câmeras me parece deslocado, James Franco com aquela cara de “ó vida, ó azar” quase permanente, Kirsten Dunst (uma excelente atriz) mas até onde me lembro dos gibis, Mary Jane era pra ser uma baita modelo gostosa, não uma aspirante a atriz com uma personalidade irritante. Mas a cereja do bolo fica por conta da cara de bocoió do Tobey Maguire. Em nada ele me lembra Peter Parker e só faço votos para que ele não esteja presente num eventual quarto filme da série, bem como Kirsten Dunst. Duvido que não existam pessoas melhores qualificadas para esses papéis.

Se bem que Homem-Aranha não é o único filme que me desagradou na escolha do elenco. Entendo perfeitamente a necessidade de colocar atores competentes nos papéis de destaque, evitando erros passados como a escalação de Sylvester Stallone para Juiz Dredd, Dolph Lundgren em Justiceiro e/ou Mestres do Universo (He-Man) e a heresia de colocar Keanu Reeves no papel de Constantine, para ficar só nos mais gritantes. Tá, a escalação mais gritante, bizarra e descabida seria Nicolas Cage como Superman, mas não quero gastar tempo comentando sobre esse ser.

Ainda assim não engoli direito a cara de chupa-ovo do Christian Bale como Bruce Wayne, por exemplo. Bale é um excelente ator, colocou o peso necessário no papel, mostrou de maneira soberba a dualidade do personagem, mas ele tem cara de faxineiro da WayneTech...

Preconceitos à parte, não me resta dúvida de que estamos numa era que será lembrada no futuro como a melhor em termos de adaptações. Não sei prever quanto tempo vai levar até as platéias do mundo se cansarem de super-heróis nas telonas, mas que ainda tem muita bala na agulha pra ser queimada, ah isso tem. E que a Marvel está bem mais adiantada do que a Distinta Concorrência em termos cinematográficos, também.

Mas eu acho que a DC ainda possui uma gama de personagens muito mais conhecidos e admirados pelo grande público. Ou vai me dizer que você iria ao cinema para assistir a um filme do Mercúrio invés de um filme com o Flash? É bem verdade que uma produção ruim afunda até mesmo o melhor personagem em quadrinhos de todos os tempos (né, Joel Schumacher?), mas um filme da Mulher-Maravilha tende a ser mais atraente do que um da Mulher Hulk...

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Porque é bom ser especial pra alguém, que é especial pra mim

The fire fades away
Most of everyday
Is full of tired excuses
But it's too hard to say
I wish it were simple
But we give up easily
You're close enough to see that
You're the other side of the world to me




domingo, 8 de abril de 2007

Notas variadas

E aí, já assistiu 300? Não?! Tá esperando o que? Como é que você vai achar graça nas baboseiras que os fãs do filme colocaram na net, assim? Aqui no Brasil o filme talvez não repita o mesmo sucesso obtido nos EUA, onde virou febre e em cada esquina tem um maluco berrando “This is SPARTAAAAAA!” e metendo o pé em alguma coisa. Definitivamente os gringos ficaram alucinados com o filme e se Guy Gardner estivesse entre nós, esse seria o filme preferido do cabeça de tigela da Tropa dos Lanternas Verdes. Caso seja do seu interesse, aqui e aqui tem algumas das sandices realizadas com o filme.

Essa daqui vai pro pessoal que curtiu o desenho Superamigos e ainda lê revistas em quadrinhos: o novo QG da Liga da Justiça tá com gostinho de nostalgia. Vi agora a pouco a notícia no Omelete e gostei. Nunca entendi o fato deles se reunirem em uma caverna nos arredores de Nova York. Os caras são a Liga da Justiça, ! Depois que voltaram pro satélite, até que as coisas não eram de todo mal, mas agora, com a nova sede, julgo que tudo está no devido lugar. Na verdade, isso só irá acontecer quando a formação da Liga estiver à altura da nova sede, se é que vocês me entendem.

E semana que vem tem estréia das boas nos cinemas (não que os filmes em cartaz sejam todos ruins): Tartarugas Ninja – O Retorno. Ao que tudo indica, Hollywood percebeu que os filmes live action dos batráquios eram uma furada, mesmo com toda a boa vontade contida no primeiro. Os demais não merecem citação. Fazer um filme completamente em CG pode fazer a alegria dos fãs. Vamos esperar pra ver.

Ontem também tive uma visão: descobri que deveria ter nascido rico, mas não a ponto de não precisar trabalhar. Aquela riqueza que te proporciona a oportunidade de fazer muito do que se quer, mas que ainda assim te obriga a não ficar sem um emprego (de preferência, em um negócio da própria família). E, não bastasse isso tudo, deveria ter nascido no Reino Unido, se possível na Inglaterra. A razão pra essas coisas? , lá quem tem grana pode curtir os melhores shows de rock do mundo, sem precisar de uma operação logística sem cabimento, como acontece em muitos shows aqui na América do Sul, onde a banda resolve tocar no Brasil, mas não em outros países. Daí os "hermanitos" precisam se mexer se quiserem curtir o show. E vice-versa. No Reino Unido, não. A maioria das grandes bandas são de lá, se você quiser enfrentar a estrada pra assistir shows que não chegarão à sua cidade, as possibilidades de locomoção são variadas e de qualidade.

Sem falar que eu poderia até gostar de alguns ritmos brasileiros sem ficar constrangido, pois não entenderia lhufas do que estaria sendo dito nas letras das músicas. Seria aquela história de gostar pelo exotismo, não pela qualidade. Além do mais, eu poderia ter votado no Queen como a melhor banda de rock de todos os tempos (ficaram sabendo dessa, suponho) e ainda assim manter a consciência tranqüila, pois as demais grandes bandas (Beatles, Rolling Stones, U2 etc.) seriam da terra da Rainha ou adjacências.

Isso tudo sem mencionar que meu salário seria em libras e, ainda que eu falasse como se uma batata quente estivesse ocupando minha boca, teria muito mais classe do que os colonizados norte-americanos.


E, antes que eu esqueça, Feliz Páscoa a todos!

domingo, 1 de abril de 2007

300

Depois da baita decepção com Motoqueiro Fantasma, agora a recompensa: 300. Vale a pena ir até uma sala de exibição pra assistir a esse filme, com toda a certeza. Primeiro porque não tem Nicolas Cage (o que já é uma grande coisa), segundo porque toda a parte técnica do filme é impecável e não está embasada apenas nos efeitos especiais (que foi a muleta de Motoqueiro Fantasma), terceiro porque o elenco é excelente. Além de tudo, o filme diverte sem ser pretensioso.

Não cheguei a ler a revista 300, mas isso em nada diminui a graça do filme, muito pelo contrário. Por saber que a essência da HQ está retratada de maneira fiel, não existe a preocupação de buscar a fonte para gostar do filme. Porém em alguns momentos, lá pelo meio do filme, cheguei a ficar cansado das lutas e batalhas. Uma coisa que senti falta nesse filme, que alguns membros da imprensa rotularam de neo-épico, são cenários mais ricos. Se bem que, em se tratando de um filme sobre espartanos, economizar nos cenários não deixa de ser algo coerente.

Mas uma coisa que não é economizada no filme é a violência. Desde o comecinho o espectador é apresentado ao “spartan way of life”, mostrando que o pessoalzinho da cidade grega não está ali de brincadeira. Quando o bicho pega pra valer, as batalhas são coreografadas num ritmo que só se tornou cansativo pra mim porque comecei a sentir falta de um pouco mais de conteúdo. Só porrada, porrada, porrada enche. Mas felizmente isso é algo passageiro.

Ponto máximo de diversão é quando Leônidas e Xerxes batem um papinho, onde o primeiro tem que aturar a soberba do persa, numa cena que arrancou risos da platéia por seus diálogos de duplo sentido, ao menos para as mentes mais despudoradas.

E se você é fã do Rodrigo Santoro e quer assistir ao filme apenas pela presença do moço, bom, pelas fotos do filme que circulam há tempos na internet já se pode antever que sua decepção nesse ponto pode ser grande, uma vez que o brasileiro está bem diferente da maneira como a mulherada está acostumada a vê-lo. O que as damas mais comentam ao final da sessão é sobre o excesso de “tanquinhos espartanos” em cena. Umas ficam se indagando quanto tempo de musculação foi necessário pra atingir aquele poder todo, outras afirmam que a computação gráfica fez maravilhas nos corpos dos guerreiros de Esparta e por aí vai. Enfim, elas esquecem totalmente as cabeças e membros decepados no filme, a sangria desatada das batalhas e tudo aquilo que deixou a parcela masculina da audiência satisfeita, incluindo aí a presença de Lena Headey como a Rainha Gorgo, belíssima, mesmo sem ser voluptuosa (leia-se trio bocão-peitão-bundão, que não fez falta, dada a presença da moça em cena).

Por tudo isso, diminuiu um pouco o meu receio da adaptação de Watchmen para o cinemas, nas mãos de Zach Snyder. Competência o menino demonstrou em 300, basta agora que ele siga em ascendente e nos brinde com mais um filmaço baseado em quadrinhos.